O avanço da inteligência artificial transformou a forma como empresas são avaliadas e fez da eficiência operacional um filtro central para apostas e alocação de capital.
O fim de 2025 marca uma virada silenciosa na forma como as empresas são avaliadas pelo capital. O uso de inteligência artificial deixou de ser apenas uma iniciativa de inovação e passou a compor o núcleo da análise de eficiência, risco e capacidade de escala. Levantamentos globais indicam que cerca de 78% das organizações já utilizam IA em pelo menos uma função do negócio, em áreas como operações, finanças, atendimento, tecnologia e supply chain, em um mercado que deve movimentar US$ 300 bilhões de dólares em investimentos em tecnologia ligada à IA neste ano. Ao mesmo tempo, apenas uma fatia pequena das empresas consegue de fato capturar retorno consistente com essas iniciativas, o que cria um descompasso entre o discurso de transformação e o valor efetivamente percebido pelos investidores. Nesse cenário, a forma como a IA está integrada na operação passou a pesar diretamente na precificação, nos múltiplos e na disposição de fundos e grupos empresariais em ampliar sua exposição a determinados negócios.
Para a Equity Group, o capital inteligente não olha mais apenas para faturamento ou crescimento nominal, mas para a qualidade da engrenagem que sustenta esses números. —Hoje a pergunta não é se a empresa usa IA, e sim onde e com que impacto nos resultados —afirma João Kepler, CEO da empresa. O movimento é visível na própria dinâmica interna do grupo. —Nosso ecossistema já mostra isso de forma prática, com quatro empresas de AI com valuation que se aproxima de R$ 100 milhões de reais, crescimento médio de 40% ao ano e um volume de negócios crescente para empresas que buscam eficiência, afirma Nílio Portella. Ele destaca que a discussão de tecnologia saiu da área de TI e entrou na mesa de conselho, mudando o centro de gravidade das decisões de investimento. A maturidade desses projetos também se tornou ponto central na tomada de decisão. Embora a maioria das empresas já tenha algum uso de IA, uma parcela muito pequena possui implantações realmente maduras, integradas ao dia a dia e com indicadores claros de retorno financeiro. —O capital está cada vez menos tolerante a iniciativas que consomem orçamento sem mostrar retorno mensurável—avalia Túlio Menê. Na prática, empresas que utilizam IA apenas em pilotos desconectados do negócio começam a perder espaço para aquelas que automatizam fluxos críticos como análise de risco, previsão de demanda, atendimento, concessão de crédito ou gestão de estoques em grande escala.
Essa diferença aparece no tempo de resposta ao mercado, na resiliência em ciclos de alta de juros e na capacidade de proteger margens em ambientes competitivos. Para 2026, a expectativa da Equity Group é de que a linha entre empresas “com IA” e “orientadas por IA” fique ainda mais clara na relação com investidores, credores e parceiros estratégicos. “O capital inteligente vai priorizar empresas que tratam IA como infraestrutura de negócio, não como adereço tecnológico”, resume Gabriel Lopes. Ele destaca que isso vale tanto para companhias abertas quanto para grupos familiares, empresas de médio porte e líderes setoriais que buscam novas rodadas de capital, fusões, aquisições ou estruturas de dívida mais sofisticadas. Na visão dos sócios, a próxima fase da transformação não estará apenas na adoção da tecnologia, mas na disciplina de governança, dados e métricas que demonstram como a IA melhora de forma estrutural a geração de caixa, o crescimento sustentável e o valor de mercado ao longo do tempo.
Equity Group — A Equity Group é uma holding de investimentos liderada pelos empresários João Kepler, Nílio Portella, Túlio Menê e Gabriel Lopes. Fundada em setembro de 2023, a empresa surgiu da união estratégica entre os portfólios da Braga Participações, family office de João Kepler, e da CaptAll Ventures, criada por Nílio Portella e Túlio Menê. Hoje, a Equity Group opera em formato de verticais de negócio, cada uma liderada por especialistas de mercado, garantindo apoio estratégico e técnico em áreas como mídia, educação, finanças e tecnologia. Essa estrutura permite a criação de sinergias e acelera o desenvolvimento das empresas investidas, ampliando seu potencial de crescimento no ecossistema da empresa. Com um portfólio hoje com mais de 80 empresas, a holding investe hoje em empresas em diferentes verticais, como: Educação, Saúde, Tecnologia, Finanças, Serviços, Eventos, Franquias, entre outros. A Equity Group busca não apenas rentabilidade, mas também impacto sustentável, combinando capital financeiro, expertise estratégica e uma visão voltada para impulsionar empresas em diferentes estágios de crescimento. | https://equityfund.com.br