Trump e líderes mundiais assinam carta do Conselho de Paz de Gaza, que tem a intenção de prevenir e mediar conflitos mundiais. Brasil foi convidado para fazer parte do grupo, mas ainda não respondeu oficialmente até este momento.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, formalizou no dia 22 de janeiro (quinta-feira), durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, a criação do chamado Conselho de Paz, iniciativa que se propõe a atuar na prevenção e na mediação de conflitos globais.
Segundo autoridades americanas, cerca de 35 países já confirmaram adesão ao projeto, enquanto mais de 50 foram convidados a participar — inclusive a Presidência do Brasil (lula), — que até então, não respondeu ao convite.
O Conselho da Paz — O Conselho da Paz é uma estrutura criada por Donald Trump para atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa também pode atuar em outros conflitos internacionais no futuro— .
Na ocasião, o presidente norte-americano assinou um documento que formaliza o conselho. Também assinaram outros membros do grupo convidados por Trump e que estavam no palco. Entre eles: presidente da Argentina, Javier Milei; presidente do Paraguai, Santiago Peña; presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev; primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán; presidente da Indonésia, Prabowo Subianto; presidente do Kosovo, Vjosa Osmani.
Entre os países que confirmaram participação estão: Argentina; Paraguai; Arábia Saudita; Emirados Árabes Unidos; Jordânia; Catar; Egito; Turquia; Marrocos; Paquistão; Indonésia; Kosovo; Cazaquistão; Vietnã; Armênia; Azerbaijão; Belarus; Uzbequistão de acordo com comunicados oficiais. Israel, Hungria e Bielorrússia também anunciaram adesão.

O documento prevê mandatos de até três anos para os Estados-membros, com exceção dos países que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão, valor que garantiria uma participação permanente. Ainda não está claro se algum dos países aderentes concordou com essa exigência financeira.
O conselho executivo vai ter, entre seus membros fundadores, Marco Rubio, chefe da diplomacia dos Estados Unidos; Tony Blair, ex-primeiro-ministro do Reino Unido; Steve Witkoff, enviado especial dos EUA para a paz na Faixa de Gaza,; Jared Kushner, genro de Trump; Ajay Banga, o presidente do Banco Mundial; Marc Rowan, magnata financista americano; Robert Gabriel, fiel colaborador de Trump no Conselho de Segurança Nacional.
Noruega, a Suécia não aceitaram o convite, a Itália, segundo a primeira-ministra Giorgia Meloni, disse que precisa de tempo para analisar a proposta.
Países que foram convidados mas ainda não formularam resposta: Brasil; Rússia; China; França; Canadá; Reino Unido; Índia; Alemanha; Japão; Ucrânia; Vaticano.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também discursou na cerimônia e disse que o conselho será —um conselho não só da paz, mas da ação—.
Em seu discurso, Trump voltou a criticar a Organização das Nações Unidas. —Eu nunca nem falei com a ONU. Eles tinham um potencial tremendo —afirmou. Ainda assim, disse que o conselho manterá diálogo —com muitos outros, inclusive a ONU—.
—Este é um grupo de líderes que prezam pela ação, e o presidente dos Estados Unidos é um presidente de ação, que faz as coisas acontecerem. E hoje é o início disso, de uma nova era e uma nova etapa que consideramos muito importante como modelo para o resto do mundo do que é possível —disse Trump.
Desafios no caso “Gaza” — Cerca de 80% dos edifícios em Gaza foram destruídos ou danificados, gerando 60 milhões de toneladas de escombros, segundo estimativas da ONU. Famílias deslocadas também enfrentam baixas temperaturas do inverno, abrigo limitado e escassez de alimentos.
Organizações humanitárias afirmam que houve avanços, mas que Israel continua impondo restrições ao trabalho de ajuda.
Israel diz estar facilitando a assistência humanitária e que eventuais limitações têm como objetivo impedir que o Hamas se infiltre e explore os esforços de socorro. — O governo israelense responsabiliza a ONU por não distribuir suprimentos que já estariam em Gaza.
Talvez o maior desafio, porém, seja manter o cessar-fogo, que dá sinais de desgaste.
O Hamas afirmou que só aceitará se desarmar como parte de um acordo mais amplo que estabeleça um Estado palestino. Já Israel, cujas tropas terrestres ainda controlam a maior parte da Faixa de Gaza, disse que só se retirará se o Hamas se desarmar.
Aguardar o que o Conselho de Paz de Trump e líderes mundiais conseguirão promover mudanças, assim como avançar em medidas concretas rumo a uma paz duradoura.