Comércio estima que, com a iniciativa, as vendas possam crescer até 2% em relação à mesma época do ano passado.
O comércio lojista carioca está promovendo liquidações de verão que vão durar até o fim da temporada. São oportunidades para os consumidores comprar produtos com descontos que podem ultrapassar 30% dependendo da estratégia do estabelecimento e do segmento da atividade.
A novidade, que está surpreendendo alguns lojistas, é que os consumidores também estão buscando produtos que não estão em liquidação, como sandálias fechadas, tênis, blusas de manga, calças compridas e outros artigos, normalmente usados em temperaturas mais amenas.
Segundo estudo do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio e do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro – SindilojasRio, o varejo estima que as vendas desse período possam crescer até 2% em relação à mesma época do ano passado.
Um dos fatores para isso seria principalmente o comportamento dos preços do vestuário, que vem numa sequência abaixo da inflação, que no ano passado ficou em 4,26%, enquanto os itens de vestuário subiram quase 5,0%. Especificamente no Rio de Janeiro, o índice de preços atingiu 3,45% ficando abaixo da inflação geral. Já o setor de vestuário (5,28%) variou acima das médias local e nacional, induzido pela alta das roupas masculinas (6,14%), enquanto as femininas ficaram em 4,76%.
De acordo com o presidente do CDLRio e do SindilojasRio, Aldo Gonçalves, os lojistas estão animados, mesmo que percebendo condições mais difíceis que no ano passado. —Assim, as liquidações constituem estratégia de negócios, pois dão fôlego para a renovação de estoques, podem recuperar eventuais perdas, aumentam margens do volume vendido e, dependendo do resultado, deixam os lojistas esperançosos enquanto o ciclo de juros não chega— diz Aldo.
—Esse processo deveria iniciar-se mais rápidos, pois juros altos freiam o crescimento e o desenvolvimento. Essa situação preocupa o varejo, pois causa um cenário de perda de ritmo das vendas e dificuldades e elevação do endividamento das famílias, o que não é bom para ninguém. Nesse contexto as liquidações servem de combustível para o varejo — conclui Aldo Gonçalves.