producao-aco-brasil-

17/12/2025

Produção de aço no Brasil registra 30,8 milhões/t nos 11M25, diz o Instituto Aço Brasil

A produção de aço bruto no país deve somar 32,4 milhões de toneladas em 2026, uma queda de 2,2% ante o volume estimado para 2025, calcula a entidade. Para 2025, prevê produção de 33,1 milhões de toneladas, ante os 33,6 milhões de toneladas estimadas anteriormente, resultado de uma queda em 2,2% ante 2024. Importações de aço avançam e geram impactos na indústria nacional.

A produção brasileira de aço bruto foi de 2,8 milhões de toneladas, um aumento de 0,7% frente ao apurado no mesmo mês de 2024. Já a produção de laminados foi de 2,0 milhões de toneladas, 3,0% superior à registrada em novembro de 2024. A produção de semiacabados para vendas foi de 856 mil toneladas, um aumento de 2,4% em relação ao ocorrido no mesmo mês de 2024, dados divulgados em coletiva de imprensa pelo Instituto Aço Brasil, no dia 16 de dezembro (terça-feira), ocasião em que foram apresentados também os números do acumulado do ano de 2025 (11 meses) e, perspectivas.

Consumo e vendas — As vendas internas recuaram 3,5% frente ao apurado em novembro de 2024 e atingiram 1,7 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos de aço foi de 2,2 milhões de toneladas, 1,9% inferior ao apurado no mesmo período de 2024.

Exportações — As exportações de novembro de 2025 foram de 1,0 milhão de toneladas, ou US$ 626 milhões, o que resultou em aumento de 116,2% em quantum e de 51,8% em valor na comparação com o ocorrido no mesmo mês de 2024.

Importações — As importações de novembro de 2025 foram de 469 mil toneladas e de US$ 399 milhões, uma elevação de 17,5% em quantum e queda de 1,2% em valor na comparação com o registrado em novembro de 2024.

Importações de aço avançam no ano, com alta de 6,9% no total e salto de 20,2% nos laminados, enquanto produção e vendas internas recuam, pressionando a indústria nacional.

Produtos chineses dominam o comércio, respondendo por 64% das importações de laminados e por 76% das compras nas NCMs da cota-tarifa, em um cenário de preços internacionais deprimidos e margens negativas das usinas da China.

Impacto já aparece nos resultados e operações das siderúrgicas brasileiras, com queda expressiva do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês), redução de investimentos em R$ 2,5 bilhões, eliminação de 5.100 empregos e paralisação de unidades produtivas.

Produção nos 11 meses de 2025 — A produção brasileira de aço bruto foi de 30,8 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a novembro de 2025 (11 meses), o que representa uma retração de 1,5% frente ao mesmo período do ano anterior. Já a produção de laminados foi de 21,8 milhões de toneladas, 0,8% inferior ao apurado no mesmo período de 2024. A produção de semiacabados para vendas totalizou 7,8 milhões de toneladas de janeiro a novembro de 2025, uma queda de 7,6% na mesma base de comparação.

As vendas internas foram de 19,6 milhões de toneladas de janeiro a novembro de 2025 (11 meses), o que representa uma retração de 0,6% quando comparadas com igual período do ano anterior.

O consumo aparente nacional de produtos de aço foi de 24,9 milhões de toneladas no acumulado até novembro de 2025 (11 meses). Este resultado representa um aumento de 2,5% frente ao registrado no mesmo período de 2024.

Exportações no acumulado do ano — As exportações de janeiro a novembro de 2025 (11 meses) atingiram 9,8 milhões de toneladas, ou US$ 6,7 bilhões. Esses valores representam, respectivamente, aumento de 10,6% e redução de 6,0% na comparação com o mesmo período de 2024.

Importações — As importações alcançaram 6,0 milhões toneladas no acumulado até novembro de 2025 (11 meses), um aumento de 6,9% frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US$ 5,5 bilhões e recuaram 0,8% no mesmo período de comparação.

As importações de aço no Brasil já representam uma pressão relevante sobre a indústria siderúrgica nacional, segundo dados apresentados pelo Aço Brasil. O movimento acontece com mais intensidade nos laminados, cujas compras externas dispararam 20,2%, alcançando 5,38 milhões de toneladas.

A China concentra a maior parte desse fluxo. De acordo com os dados apresentados, 64% das importações totais de laminados e 76% das importações enquadradas nas 16 NCMs do mecanismo de cota-tarifa têm origem no país asiático. Entre janeiro e novembro, as compras dessas 16 NCMs cresceram 8,3%, para 2,62 milhões de toneladas.

O avanço das importações ocorre em um ambiente de preços internacionais pressionados. —Políticas do governo chinês permitem que as usinas do país pratiquem preços abaixo do custo de produção, sustentadas por subsídios, empréstimos com taxas favorecidas, incentivos fiscais e controle direto ou indireto do Estado— destaca o Instituto Aço Brasil.

Os efeitos já aparecem nos resultados financeiros das siderúrgicas brasileiras. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês) trimestral das empresas associadas ao Instituto caiu 16,7% no terceiro trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior e recuou 47,5% na comparação com o terceiro trimestre de 2024. No período, a margem Ebitda foi de 7,7%, ante níveis superiores a 12% registrados em 2024.

Distribuição regional da produção de aço bruto no mês de setembro e, de janeiro a setembro, destaca-se os estados: Minas Gerais; Rio de Janeiro; Espírito Santo; São Paulo, respectivamente, nesta ordem.

Distribuição regional da produção de semiacabados e laminados, no mês de setembro e, de janeiro a setembro, destaca-se os estados: Minas Gerais; Rio de Janeiro; Espírito Santo; São Paulo, respectivamente, nesta ordem.

Produção de aço mundial: 1º China; 2º Índia; 3º Estados Unidos; 4º Japão; 5º Rússia; 6º Coréia do Sul; 7º Turquia; 8º Alemanha; 9º Brasil.