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14/11/2025

Receita da JHSF sobe 38% no 3T25 e chega a R$ 564 milhões

Vendas da área de incorporação atingem R$ 400 milhões. Renda recorrente registra recorde com faturamento de R$ 342 milhões.

A receita bruta da JHSF, maior ecossistema de alta renda da América Latina, registrou aumento de 38% no terceiro trimestre de 2025 na comparação com o mesmo período do ano passado e chegou a R$ 564,4 milhões. No acumulado dos nove primeiros meses do ano a receita foi de R$ 1,549 bilhão, uma alta de 33% em relação a 2024.

Um dos principais destaques do período foi o recorde histórico registrado pelo segmento de renda recorrente da companhia, que teve um faturamento de R$ 342 milhões, uma alta de 29% em relação ao terceiro trimestre de 2024. O lucro líquido da vertical, que compreende as áreas de shoppings, hospitalidade e gastronomia, aeroporto executivo, locações e clubs, e asset management, foi de R$ 234 milhões, um aumento de 43% sobre os R$ 163 milhões do mesmo período do ano anterior.

Outro ponto relevante foi o desempenho da área de incorporação, cujas vendas alcançaram R$ 400 milhões no trimestre.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês) ajustado consolidado do terceiro trimestre cresceu 77% e fechou em R$ 262,8 milhões. No acumulado do ano o resultado chegou a R$ 707,8 milhões, um incremento de 49% sobre o mesmo período de 2024.

O lucro líquido do grupo chegou a R$ 304,5 milhões no trimestre, um crescimento de 118%. Na consolidação dos nove primeiros meses do ano, o lucro líquido foi de R$ 890,2 milhões, um acréscimo de 98% em relação ao ano anterior.

—Esse é um trimestre muito importante para a companhia porque ele consolida, com resultados recordes, a JHSF como o maior ecossistema de alta renda na América Latina. Isso se deve ao tamanho, à complexidade e à abrangência dos nossos diferentes negócios. Temos um modelo de atuação único, com atividades e projetos que se complementam e conversam entre si, conectando diferentes dimensões da vida dos nossos clientes— pontua Augusto Martins, CEO da JHSF. —Além dos resultados nominais históricos, qualitativamente a performance também é recorde. A incorporação teve seu melhor trimestre e os negócios de renda recorrente entregaram números inéditos—acrescenta.

Renda recorrente — Os principais indicadores operacionais da vertical de renda recorrente _que contempla shoppings, hospitalidade e gastronomia, aeroporto executivo, locações e clubs, e asset management_ seguem crescendo dois dígitos há oito trimestres ininterruptos. O segmento teve aumento de 43% no lucro líquido, passando de R$ 163 milhões no terceiro trimestre do ano passado para os atuais R$ 234 milhões.

Contribuíram para esse desempenho entregas e anúncios relevantes, como a inauguração do Fasano Tennis Club, que ocupa uma área de 25 mil metros quadrados no Complexo Cidade Jardim; a abertura do Fasano Al Mare Beach Club, na ilha de Sardenha, na Itália; e a aquisição de participação majoritária da BYS International, especializada em serviços internacionais de charters, administração e compra e venda de grandes embarcações.

Cabe mencionar ainda a abertura do Cidade Jardim Health Center, inaugurado no terceiro trimestre, que reúne em uma área de dois mil metros quadrados no quinto andar do Shopping Cidade Jardim (SCJ) serviços voltados a saúde e bem-estar, como centro médico completo, especialistas renomados, academia, simulador de ski e snowboard, além do Villa Piva Café.

Há uma participação equilibrada dos negócios da empresa na vertical de renda recorrente, com JHSF Residences e Clubs em primeiro lugar com uma fatia de 34% do Ebitda ajustado, seguida pelos shoppings com 31%. Em terceiro e quarto lugares estão aeroporto com 24%, e hospitalidade e gastronomia com representação de 11%. —Esse cenário nos dá um colchão importante de previsibilidade— diz Martins.

Shoppings — As vendas consolidadas dos lojistas dos shoppings da JHSF crescem dois dígitos há oito trimestres ininterruptamente, demonstrando a qualidade e excelência dos ativos da companhia, assim como a resiliência do mercado de alta renda.

No trimestre, a receita dos shoppings cresceu, mesmo após as vendas de participações minoritárias, impulsionada pela forte performance dos ativos, que apresentaram crescimento de 10,8% nas vendas totais e de 7,1% no aluguel das mesmas lojas (SSR), em relação ao terceiro trimestre de 2024.

Merece destaque o Shopping Cidade Jardim que aumentou em 16,1% suas vendas no trimestre e 22% no acumulado de nove meses.

Hospitalidade e Gastronomia — A área de Hospitalidade e Gastronomia apresentou crescimento na receita, impulsionado pelo bom desempenho operacional dos ativos, refletido no aumento de 9,2% da diária média e de 7,5% do couvert médio. No trimestre, a receita bruta chegou a R$ 113,4 milhões, uma elevação de 11% em relação aos R$ 102 milhões do mesmo período de 2024.

Um dos pontos altos no segmento foi a abertura, em agosto, do Fasano Al Mare Beach Club, na costa da Sardenha, na Itália.

Aeroporto — A receita do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional continua em alta, alavancada pelo forte desempenho operacional, com crescimento de 65,5% nos movimentos e 45,8% no volume de litros abastecidos.

A receita bruta de julho a setembro chegou a R$ 62,3 milhões, um aumento de 36,2% na comparação com os R$ 45,8 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

Recentemente, foi concluída a quinta expansão de capacidade, com a adição de mais quatro hangares, pátios e uma nova taxiway. Com fila de espera de 50 aeronaves, será feita uma sexta expansão em 2026.

JHSF Residences e Clubs — Na vertical de Residences e Clubs, a receita bruta teve aumento de 138,5% no trimestre, de R$ 29,2 milhões no ano passado para R$ 69,5 milhões. Esse resultado se deve ao crescimento de unidades locadas (+40 unidades em relação ao 3T24, representando 97% de taxa de ocupação contratada); crescimento da venda de memberships; e evolução da operação do Boa Vista Village Surf Club.

Os números também foram potencializados pela abertura do Fasano Tennis Club, no Complexo Cidade Jardim. Além disso, ainda neste mês será inaugurado o São Paulo Surf Club.

Incorporação registra maiores margens do mercado — O segmento de incorporação da JHSF registrou no terceiro trimestre o maior nível de vendas contratadas (R$ 400 milhões). O Ebtida ajustado teve aumento de 131%, de R$ 50 milhões no terceiro trimestre de 2024 para R$ 115 milhões no mais recente recorte. No mesmo período, o lucro líquido de incorporações passou de R$ 35 milhões para R$ 109 milhões, uma alta de 212%, as maiores margens do mercado.

Entre os projetos em execução estão o Boa Vista Village e o Boa Vista Estates, ambos parte do Complexo Boa Vista, em Porto Feliz; e Reserva Cidade Jardim.

Gestão de passivos melhora perfil da dívida da companhia — No balanço do trimestre chama atenção também a estratégia de gestão de passivos (liability management) da holding. Captações recordes de R$ 3,2 bilhões reduziram o custo médio da dívida (spread médio) ao menor nível histórico e ampliaram os prazos médios ponderados dos vencimentos (duration).

O custo médio da dívida, medido pelo spread sobre o CDI, recuou 0,41 ponto percentual, de 1,38% para 0,97%. Já a duration passou de 5,3 para 5,7 anos.

JHSF — Empresa brasileira líder em lifestyle com operações globais de alta renda em hospitalidade, gastronomia, fashion retail, aeroportos executivos, locação residencial, negócios imobiliários, shopping centers, clubs e gestão de ativos. Atuando nas Américas e na Europa, a empresa possui ativos já desenvolvidos e em desenvolvimento, avaliados em mais de U$ 5 bilhões. Fundada em 1972, a JHSF construiu uma trajetória de qualidade e excelência. A empresa se consolidou como líder ao antecipar tendências globais e focar no segmento de alta renda, priorizando atividades de renda recorrentes. Cada projeto da JHSF reflete precisão técnica e comprometimento em proporcionar experiências únicas e de alta qualidade. Com controle familiar e gestão profissional dedicada à ética e à eficiência, a JHSF busca incessantemente pela excelência. A companhia também mantém um compromisso com a sustentabilidade e a inclusão social, promovendo um ambiente de trabalho que valoriza o enriquecimento cultural e o bem-estar coletivo.