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11/11/2025

Custo da cesta aumenta em 16 capitais em outubro, diz Dieese/Conab

Em outubro de 2025, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.116,83 ou 4,69 vezes o mínimo de R$ 1.518,00.

Em 2024, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) firmaram parceria para acompanhamento dos preços da cesta básica de alimentos, como contribuição à Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e à Política Nacional de Abastecimento Alimentar.

Um dos frutos da parceria é a ampliação da coleta de preços de alimentos básicos de 17 para 27 capitais brasileiras. Os resultados da Pesquisa nas 27 capitais começaram a ser divulgados em agosto de 2025.

O valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em 16 das 27 capitais onde o Dieese, em parceria com a Conab, realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. De acordo com o levantamento entre setembro e outubro de 2025, e divulgado no dia 10 de novembro (segunda-feira), as elevações mais importantes ocorreram em São Luís (3,11%), Palmas (2,59%), Florianópolis (1,66%), Rio Branco (1,62%), Porto Alegre (1,49%), Goiânia (1,41%) e Fortaleza (1,38%). São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 847,14), seguida por Florianópolis (R$ 824,57), Porto Alegre (R$ 823,57) e Rio de Janeiro (R$ 801,37). Nas cidades do Norte e do Nordeste1, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 550,18), Maceió (R$ 592,25), Salvador (R$ 606,39) e Recife (R$ 608,03).

Entre outubro de 2024 e outubro de 2025, nas 17 capitais onde é possível comparar os valores da cesta, a pesquisa registrou alta de preço, com variações entre 0,93%, em Brasília, e 10,92%, em Recife.

No acumulado no ano, entre dezembro de 2024 e outubro de 2025, nas mesmas 17 capitais, a cesta apresentou variação positiva em 11 cidades, com destaque para Porto Alegre (5,08%), Salvador (3,85%) e Recife (3,34%). Em outras seis capitais, houve redução. Nas cidades do Norte e Nordeste, não se pesquisa batata, como é feito nas demais capitais; é pesquisada farinha de mandioca e não farinha de trigo, como nos outros municípios; e a quantidade de carne (4,5 kg) é menor do que no Centro-Sul. Acumulada, as mais expressivas registradas em Brasília (-3,44%), Goiânia (-1,63%) e Natal (-0,83%).

Com base na cesta mais cara, que, em outubro, foi a de São Paulo, e considerando a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em outubro de 2025, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.116,83 ou 4,69 vezes o mínimo de R$ 1.518,00. Em setembro, o valor necessário era de R$ 7.075,83 e correspondeu a 4,66 vezes o piso mínimo. Em outubro de 2024, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 6.769,87 ou 4,79 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.412,00.