Alta de 32,5% ante o mesmo período do ano anterior. Ebitda ajustado recorrente avança 21,6% no comparativo com segundo trimestre de 2024. Despesas controláveis reduzem 2,8% no consolidado.
O Grupo Energisa registrou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado recorrente consolidado de R$ 1.9 bilhão, aumento de 21,6% sobre o segundo trimestre ano anterior, influenciado, principalmente, pelo crescimento de 16,6% da receita do segmento de distribuição. O lucro líquido ajustado recorrente foi de R$ 440,5 milhões no segundo trimestre de 2025, alta de 32,5% sobre o mesmo período do ano anterior. Dando sequência ao processo de eficiência na gestão de custos, a companhia fechou mais um trimestre com redução de 2,8% nos custos controláveis consolidado (despesas com pessoal, material, serviços e outros).
Distribuição de Energia —No segundo trimestre de 2025, a venda de energia (mercado cativo + TUSD) nas nove distribuidoras do Grupo, desconsiderando os volumes não faturados, totalizou 10.517 GWh, praticamente estável em relação ao mesmo período de 2024, quando foi registrado crescimento recorde de 11,2%. Importante ressaltar que, no primeiro semestre de 2024, a influência do fenômeno El Niño fez com que o país registrasse 80% dos dias do ano com temperatura acima da média, o que impulsionou o consumo de energia para níveis recordes. Considerando o volume não faturado, o crescimento no segundo trimestre de 2025 foi de 2,1% e, no semestre, 1%.
Com isso, o Ebitda ajustado combinado recorrente do segmento de distribuição alcançou R$ 1.7 bilhão no trimestre, crescimento de 24,9% em relação ao segundo trimestre 2024.
As distribuidoras do Grupo Energisa mantiveram resultados consistentes nos indicadores de qualidade (DEC/FEC), com desempenho superior aos limites regulatórios em todas as concessões. Destaque para a Energisa Paraíba (EPB), que alcançou o melhor DEC da sua série histórica, com redução de 9,8%. A Energisa Tocantins (ETO) e a Energisa Rondônia (ERO) também se destacaram, registrando os melhores indicadores de DEC e FEC desde o início das medições, com quedas de 5,1% e 9,6% na ETO, e de 8,2% e 11,7% na ERO, respectivamente, em comparação com junho de 2024. As perdas elétricas totais em junho foram de 12,04% as menores desde a aquisição da Energisa Acre (EAC) e da ER0 em 2018. Estes resultados refletem uma gestão eficiente de capital e a eficácia da gestão operacional implementados pelo Grupo.
Os investimentos no segmento de distribuição totalizaram R$ 1.3 bilhão no trimestre, representando 87,97% do total investido pelo Grupo no período. O valor é 3,6% superior ao registrado no segundo trimestre de 2024 e reforça o compromisso da Energisa com a expansão e robustez da infraestrutura elétrica nas regiões onde atua.
Transmissão — Em transmissão, o Ebitda regulatório do segmento atingiu R$ 149,8 milhões no segundo trimestre de 2025, avanço de 5,7% frente mesmo período ano anterior, atingindo a margem Ebitda de 81,6%; já o lucro líquido regulatório somou R$ 9,7 milhões no trimestre.
A Receita Anual Permitida (RAP) das transmissoras foi reajustada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 5,32%, com vigência a partir de julho, devendo impactar positivamente os resultados do terceiro trimestre em diante.
(re)energisa — No segmento de geração distribuída, o portfólio cresceu para 118 usinas solares fotovoltaicas em operação, totalizando 444 MWp de potência instalada em junho. Vale destacar a redução do churn em 40% no período, saindo de 4,9% para 2,8%, reforçando a fidelização da base de clientes em um mercado altamente competitivo. A queda de 40% na inadimplência reflete uma carteira de clientes mais saudável. Nas vendas Porta a Porta, foi registrado o crescimento de 32% no comparativo entre os mesmos períodos de 2024 e 2025.
No mercado livre, o faturamento com energia cresceu 58,6% no segundo trimestre de 2025, justificado pelo esforço na prospecção de novos clientes e pelas movimentações estratégicas de trading. Houve incremento no número de clientes na carteira varejista relativo ao mesmo período do ano anterior.
Distribuição de gás natural — No segundo trimestre de 2025, os investimentos totalizaram R$ 18,9 milhões, representando crescimento de 9,1% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. No acumulado do primeiro semestre de 2025, o indicador cresceu 46,6%, refletindo, principalmente, a intensificação dos projetos voltados à expansão da rede. A Margem Bruta, desconsiderando os efeitos do PGU (preço de gás de ultrapassagem), apresentou uma redução de 15,6% no segundo trimestre de 2025, totalizando R$ 50,7 milhões. Essa variação é explicada, principalmente, pelo impacto comparativo de R$ 6,7 milhões do reconhecimento de receita de gás entregue não faturado ocorrido no segundo trimestre de 2024. A empresa do Grupo Energisa encerrou o segundo trimestre de 2025 com um total de 89,3 mil unidades consumidoras, um incremento de 8,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado reflete a continuidade dos esforços para expandir a base de clientes e fortalecer a presença no mercado.
Em julho, a Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP) publicou a Nota Técnica nº 07/2025 com o cálculo da nova margem média de distribuição da companhia para o ciclo tarifário 2025–2030, estabelecendo o valor de R$ 0,4725/m³, um crescimento de 57% sobre o ciclo anterior. Apesar do aumento, a margem da ES Gás segue sendo uma das mais competitivas do Brasil e a menor da região Sudeste. A revisão tarifária foi resultado de ampla consulta pública conduzida pela agência e baliza os parâmetros regulatórios do próximo ciclo, cujo plano de investimentos prevê aplicação de R$ 930 milhões nos próximos cinco anos.
Na Norgás, sociedade na qual a Companhia detém participação acionária indireta nas distribuidoras estaduais de gás natural dos estados de Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará e cuja aquisição foi realizada em novembro de 2024, apresentou resultado de equivalência patrimonial de R$ 22,8 milhões no segundo trimestre e mais de R$ 53 milhões no acumulado do ano.