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14/05/2024

Petrobras registra lucro líquido de 23,7 bilhões, queda de 37,9% no 1T24

Comparado ao primeiro trimestre de 2023, cuja soma foi de R$ 38,156 bilhões, e também menor 23,7% ante o último trimestre de 2023, o qual totalizou R$ 31 bilhões.

A Petrobras divulgou seus resultados no dia 13 de maio de 2024 (segunda-feira), onde mostra lucro líquido de R$ 23,7 bilhões no primeiro trimestre de 2024, resultado 27,9% menor que o primeiro trimestre de 2023 (R$ 38,156 bilhões), e 23,7% ante o quarto trimestre de 2023(R$ 31 bilhões). O Ebitda ajustado de R$ 60 bilhões, fluxo de caixa operacional (FCO) de R$ 46,5 bilhões. A dívida financeira de US$ 27,7 bilhões, menor nível desde 2010. A dívida bruta de US$ 61,8 bilhões, segundo a empresa dentro da faixa estabelecida no Plano Estratégico 2024-2028.

No primeiro trimestre de 2024, a receita líquida caiu 12% em relação ao quarto trimestre de 2023, segundo a companhia influenciada, principalmente, pela menor receita com as vendas de diesel no mercado interno e com exportações.

A redução da receita com derivados no mercado interno deveu-se principalmente a menores preços, à sazonalidade do consumo, ao aumento do teor de biodiesel na mistura do diesel e à perda de competitividade da gasolina para o etanol hidratado. A menor receita com a venda do petróleo no mercado interno decorreu dos menores volumes de vendas para a Acelen, associados aos menores preços realizados.

— Também houve queda nas receitas de exportações, com destaque para menor volume exportado de gasolina e menores preços realizados na exportação de petróleo. Essa redução é atribuída principalmente à desvalorização das cotações internacionais no momento da realização das exportações, à realização de operações de troca de qualidade da gasolina no quarto trimestre de 2023 e às paradas de manutenção ocorridas no trimestre— continua o documento.

Outro fator, segundo a empresa, foi o menor volume de vendas foi o fator predominante na redução dos custos dos produtos vendidos. Houve ainda menores custos com importação, principalmente, de petróleo e diminuição nos custos com participações governamentais na produção de petróleo, acompanhando a desvalorização das cotações na formação dos estoques.

O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado atingiu R$ 60 bilhões, uma queda de 10% em relação ao quarto trimestre de 2023, influenciado por menores volumes de vendas de óleo e derivados e pela redução no preço do petróleo e na margem de diesel. Esses efeitos foram parcialmente compensados pelas menores despesas operacionais, com destaque para o resultado com abandono de áreas ocorrido no quarto trimestre de 2023.

— Também no primeiro trimestre de 2024, o resultado financeiro foi negativo em R$ 9,6 bilhão, ante um resultado positivo de R$ 1,4 bilhão no quarto trimestre de 2023. Esse resultado financeiro foi impactado principalmente pela perda com variação cambial do real frente ao dólar, que se desvalorizou 3,2% no primeiro trimestre de 2024 (de R$ 4,84/US$ em 31 de dezembro de 2023 para R$ 5,00/US$ em 31 de março de 2024) e pela ausência de receita com atualização monetária referente ao acordo judicial com a Eletrobras ocorrida no wuarto trimestre de 2023— justifica a empresa.

Investimentos — Os investimentos totalizaram US$ 3 bilhões no 1trimestre de 2024.— No segmento de Exploração e Produção, os investimentos totalizaram US$ 2,5 bilhões, 21% acima do primeiro trimestre de 2023, devido ao aumento dos investimentos no desenvolvimento dos grandes projetos que sustentarão a curva de produção dos próximos anos. Os investimentos estão 10% menores em relação ao quarto trimestre de 2023, devido, principalmente, a postergação de atividades submarinas, bem como marcos de pagamentos de UEPs próprias. Os investimentos no período concentraram-se principalmente: (i) no Pré-Sal da Bacia de Santos (US$ 1,3 bilhão), com destaque para os campos de Búzios e Mero; (ii) nos projetos do pré e pós-sal da Bacia de Campos (US$ 0,6 bilhão), com destaque para os campos de Jubarte, Marlim e Raia Manta e Pintada; e (iii) em investimentos exploratórios (US$ 0,2 bilhão).

No segmento de Refino, Transporte e Comercialização, os investimentos totalizaram US$ 0,36 bilhão, com destaque para paradas programadas de refinarias e para o Novo HDT de Médios da Replan. No segmento Gás e Energias de Baixo Carbono, os investimentos totalizaram US$ 0,10 bilhão no primeiro trimestre de 2024, com destaque para unidade de processamento de Gás Natural do Rota 3.

Pagamento de dividendos — De acordo com a informação da companhia, o conselho de administração da Petrobras aprovou no dia 13 de maio (segunda-feira) o pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) da ordem de R$ 13,45 bilhões relativos ao resultado do primeiro trimestre de 2024. O provento equivale a uma remuneração de R$ 1,04161205 por ação ordinária e preferencial. O pagamento será feito em duas parcelas iguais de R$ 0,52 por ação em 20 de agosto e, em 20 de setembro.

A primeira parcela no valor de R$ 0,52080603 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 20 de agosto de 2024 sob a forma de juros sobre capital próprio;

segunda parcela no valor de R$ 0,52080602 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 20 de setembro de 2024, sendo R$ 0,44736651 sob a forma de dividendos e R$ 0,07343951 sob a forma de juros sobre capital próprio.

O total ficou 45,5% abaixo dos dividendos de R$ 24,7 bilhões relativos ao primeiro trimestre de 2023. A redução está ligada não só a um balanço menor, mas, também, à mudança na fórmula de cálculo dos dividendos, que caiu de 60% para 45% do fluxo de caixa livre, implementada em julho de 2023.