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07/10/2023

BlueMan faz verão para mulheres mastectomizadas em seu outubro rosa

Marca de Sharon Azulay lança coleção de biquínis e maiôs que disfarçam assimetria e cicatrizes da retirada das mamas.

A roupa de praia que elas deixaram de ter a partir da retirada das mamas. Neste outubro rosa, mês da conscientização sobre a doença, a BlueMan está devolvendo a mulheres que foram vítimas de câncer de mama a possibilidade de retomar a autoestima na praia. A convite da Comissão de Direito da Moda da OAB/RJ, a marca lança esta semana uma coleção de biquínis e maiôs pensados para encaixar próteses, disfarçar assimetrias e cicatrizes. É uma linha que chega para ficar, impulsionada pela inovação, pela inclusão e por um propósito poderoso.

—Temos um compromisso crescente com a inclusão e a representatividade. Quando recebemos o convite para desenvolver essas peças, não pensei duas vezes. A praia tem que ser para todos. Precisávamos criar algo para um corpo de cicatrizes —conta Sharon Azulay, diretora criativa da marca.

O desenvolvimento das peças adaptadas levou seis meses, entre provas de roupas com mulheres que tiveram diferentes consequências da cirurgia e efeitos do tratamento, mas que alimentavam um mesmo desejo: celebrar a vida na praia depois da mastectomia. O projeto nasce com três modelos, dois biquínis e um maiô, nas cores rosa e preto. Não são apenas modelagens maiores para esconder imperfeições. Eles trazem soluções tão específicas quanto necessárias para quem sofreu a retirada das mamas, como laterais mais espessas para disfarçar cicatrizes, enchimentos, bolsos para acolher próteses externas e o know-how de 50 anos de praia da BlueMan.

—Fizemos o mais próximo da roupa de banho comum, mas com um design funcional, cheio de pequenos detalhes que deixarão essas mulheres confortáveis e confiantes para estarem de volta ao mar. É uma iniciativa para ser copiada. Outras marcas deveriam fazer o mesmo— diz.

A campanha foi fotografada com as personagens reais, mulheres que colaboraram com o desenvolvimento da coleção. A iniciativa ganha o nome de Ana Paula de Paula, membro da Comissão de Direito da Moda, que morreu vítima de câncer de mama, e assim como Sharon Azulay tinha alma solar.