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06/09/2023

Cenário à frente é desafiador e depende de responsabilidade fiscal e de reformas estruturais, diz Firjan

PIB cresceu frente ao trimestre anterior, mas indica desaceleração para este segundo semestre. Não tem como fugir de reformas como tributária e administrativa para mudar o rumo e aumentar a confiança do empresariado. Sem ganhos de produtividade, um ambiente de negócios não há crescimento econômico e com isso bem-estar de toda população.

A Firjan destaca que no segundo trimestre, descontados os efeitos sazonais, o Produto Interno Bruto (PIB) nacional cresceu 0,9% frente ao trimestre anterior, de acordo com os dados divulgados no dia 1º de setembro (sexta-feira), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os setores, o maior avanço foi registrado na Indústria (+0,9%), com alta em todos os segmentos pesquisados. O principal destaque na Indústria foi o segmento extrativo, em especial de petróleo e gás e minério de ferro. Porém, apesar do desempenho positivo da indústria nacional, mantém-se a perspectiva de desaceleração no próximo semestre. A indústria vem sofrendo com o nível elevado da taxa de juros, que impõe condições financeiras restritivas, e com o menor ritmo de crescimento global.

Diante desse cenário, com o intuito de mitigar possíveis riscos que possam afetar o ciclo de redução da taxa Selic, a Firjan reitera a importância de atenção, compromisso e responsabilidade com relação aos desafios fiscais. Nesse sentido, o avanço célere de reformas estruturais, como a ‘tributária e a administrativa’, é necessário para aumentar a confiança do empresário no ambiente de negócios e estabilizar a dívida no médio e longo prazo. Fundamentos estruturais têm o potencial de contribuir para o crescimento econômico, gerando ganhos de produtividade e de bem-estar para toda população.