mrv-condominio

11/08/2023

MRV registra lucro líquido de R$ 181 milhões no 2T23

Alta de 214,8% ante o mesmo período anterior. Segundo a MRV, o segundo trimestre foi o “melhor trimestre de vendas líquidas da história” do segmento incorporação da companhia.

A MRV divulgou seus resultados no dia 10 de agosto (quinta-feira), onde mostra dados que destacam a margem bruta da MRV Incorporação apresentando uma nova melhora e alcança 22,1%, uma expansão de 1,5 p.p. no comparativo com o primeiro trimestre de 2023 e de 3,2 p.p. no comparativo com o segundo de trimestre de 2022. Margem bruta de novas vendas de 31,7% no segundo trimestre de 2023, representando uma expansão de 1,2 p.p. frente ao primeiro trimestre de 2023 e de 6,7 p.p. no comparativo com o segundo trimestre de 2022

De acordo com a incorporadora o segundo trimestre apresentou o —melhor trimestre de vendas líquidas da história da MRV— (segmento incorporação), totalizando um VGV de R$ 2,2 bilhões e 9.826 unidades vendias (%MRV), aumento de 24% em relação ao primeiro trimestre de 2023 e de 50% frente ao segundo trimestre de 2022. A capitalização de R$ 1 bilhão com a oferta primária de ações da companhia, realizada em julho de 2023, com o objetivo de acelerar o processo de desalavancagem.

A MRV registrou lucro líquido atribuídos aos acionistas de R$ 181 milhões no segundo trimestre de 2023, 214,8% maior que o visto no mesmo período do ano anterior, de R$ 58 milhões. A receita operacional líquida avançou no período, para R$ 1,8 bilhão, de R$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre de 2023.

A MRV está focada nas novas regras do Minha Casa Minha Vida (MCMV), afinal, a companhia é a maior operadora do programa no país.

—Com o novo MCMV, que corrigiu várias distorções, a gente vê com grande probabilidade fazermos 40 mil vendas líquidas anuais com uma margem muito saudável— afirmou Rafael Menin, CEO da MRV, durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre de 2023 a analistas, no dia 10 de agosto (quinta-feir).

— A empresa está concentrada em manter 40 mil unidades anuais nos próximos três anos, —com a margem mais alta possível, gerando lucro e caixa— disse Eduardo Fischer, co-CEO da empresa. — A empresa tem as ferramentas para alcançar o resultado com o MCMV— acrescenta o co-CEO.

— Os novos parâmetros do MCMV, como o aumento de subsídio e maior teto, levaram parte do estoque que estava com funding do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo(SBPE) para dentro do programa— avalia Ricardo Paixão, CFO da MRV.

—Esse ganho de affordability (capacidade de compra de imóveis), parte dele, vai para a margem bruta e uma a maior parte à redução do pró-soluto (da MRV)— afirma Paixão.

O novo programa endereçou um problema importante de adesão que era o teto —que agora é de R$ 350 mil—acredita Menin.

—Isso destravou a companhia e a capacidade em reprecificar, de sair de um funding SBPE e migrar para o Minha Casa Minha Vida — concluiu o CEO.