matheus-mason

10/08/2023

83% dos empresários de restaurantes da região de Campinas esperam alta no faturamento

No Dia dos Pais, aponta pesquisa regional da Abrasel.

Abrasel Regional Campinas, que abrange 40 cidades, projeta aumento de 15% no movimento neste final de semana.

O movimento nos restaurantes deve registrar crescimento de até 15% no próximo dia 13 de agosto, na comparação com a mesma data do ano passado, quando é comemorado o Dia dos Pais. O tíquete médio por pessoa deverá girar em torno de R$ 98,00. A projeção é da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) Regional Campinas, que abrange cerca de 40 municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC) e cidades do interior de São Paulo. A data tem peso menor tanto em movimento como faturamento quando comparada ao Dias das Mães, mas é significativa para o setor de alimentação fora do lar, pois é a terceira em escala de importância para os estabelecimentos.

Pesquisa mensal sobre Situação Econômica realizada pela entidade junto aos empresários da Abrasel Campinas no período de 21 a 31 de julho aponta que 83% deles esperam aumentar faturamento no Dia dos Pais em relação à mesma data do ano passado. A pesquisa também revelou que 17% das empresas do setor tiveram prejuízo em julho. O número é 6% menor em relação à última pesquisa (junho). 39% tiveram lucro e 44% trabalharam com equilíbrio. Por outro lado, 29% das empresas possuem pagamento em atraso.

Matheus Mason, presidente da Abrasel Regional Campinas, explica que a previsão otimista decorre da percepção positiva do consumidor nos últimos meses e da data em que o Dia dos Pais é comemorado, na semana de pagamento dos salários, o que ajuda a incentivar o consumidor a sair de casa.

—Tradicionalmente, o Dia dos Pais não tem o mesmo peso do Dia das Mães e Namorados, mas é muito importante para o movimento dos restaurantes que contam com estrutura maiores para receber famílias —justifica.

Sobre o tíquete médio, Mason explica que a o valor não tem muita variação sobre o ano passado. —A maioria dos restaurantes tem evitado repassar os aumentos de preços e índices inflacionários totais para os clientes, o que explica o índice de 17% de estabelecimentos ainda endividados, sendo quatro em cada dez— completa.