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06/11/2026

Dexco registra Ebitda de R$ 585 milhões no 3T26 e consolida avanço no plano de transformação

Receita cresce 9,8% no trimestre, acompanhada de reversão do capital de giro e redução da dívida líquida.

A Dexco encerrou o terceiro trimestre de 2026 com Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês) ajustado e recorrente de R$ 585 milhões, alta de 31,6% na comparação anual. A receita líquida alcançou R$ 2,34 bilhões, crescimento de 9,8%. O desempenho reflete os avanços operacionais em todas as divisões de negócios da companhia, sustentados por iniciativas de produtividade, disciplina comercial e gestão de custos, em um ambiente de mercado ainda desafiador.

—Os resultados demonstram a evolução das iniciativas sob nosso controle e a consistência da execução do nosso plano de transformação. Seguimos avançando na eficiência operacional, na geração de caixa e na redução do endividamento, sem perder de vista os desafios que ainda temos pela frente — afirma Raul Guaragna, CEO da Dexco.

A margem Ebitda atingiu 25,1%, um avanço de 4,2 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2025. O desempenho foi impulsionado principalmente pela Divisão Madeira e pela melhora da rentabilidade em Metais e Louças. Em Revestimentos Cerâmicos, apesar dos avanços internos, a pressão de preços limitou a recuperação dos resultados.

A geração de caixa foi um dos principais destaques do período. No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, a Dexco registrou fluxo de caixa livre operacional de R$ 1,24 bilhão e fluxo de caixa livre total de R$ 991 milhões, impulsionados pela evolução do Ebitda, pela melhoria na gestão do capital de giro e pela disciplina na alocação de recursos. A relação dívida líquida/Ebitda encerrou o trimestre em 2,36 vezes, ante 2,72 vezes no trimestre anterior e 3,48 vezes no terceiro trimestre de 2025.

— Os resultados refletem a disciplina na alocação de capital e o avanço das iniciativas de eficiência. Seguimos priorizando o fortalecimento da estrutura financeira da companhia — afirma Lucianna Raffaini, CFO da Dexco.

O resultado líquido do trimestre reflete decisões estruturais tomadas no âmbito do plano de transformação. O encerramento das atividades da unidade de louças de Cabo de Santo Agostinho (PE) gerou efeitos não recorrentes, majoritariamente contábeis e sem desembolso de caixa, como a baixa de ativos imobilizados e de estoques. Com isso, a Dexco registrou prejuízo líquido de R$ 142,2 milhões no terceiro trimestre de 2026. Desconsiderados esses efeitos, o resultado líquido recorrente foi praticamente nulo no trimestre, e o lucro líquido recorrente acumulado em nove meses somou R$ 100,2 milhões, alta de 41,2% sobre o mesmo período de 2025.

A Divisão Madeira, com as marcas Duratex e Durafloor, apresentou receita líquida recorrente de R$ 1,64 bilhão, crescimento de 16,2% em relação ao terceiro trimestre de 2025, e Ebitda ajustado e recorrente de R$ 535 milhões, alta de 35,8%. O sólido resultado foi sustentado pela captura de reajustes de preços, pela evolução do mix de produtos e pela contribuição das operações de trading florestal.

Já a Divisão de Metais e Louças, representada pela marca Deca, registrou Ebitda ajustado e recorrente de R$ 57 milhões no trimestre, com margem de 11,5%, refletindo a estratégia de priorização da rentabilidade em relação ao volume, apoiada por reajustes de preços, evolução do mix de produtos e ganhos de eficiência operacional. O cenário de consumo permaneceu desafiador, especialmente no varejo, em razão dos juros elevados, enquanto a reorganização da estrutura industrial avançou como parte do plano de competitividade da divisão.

A Divisão de Revestimentos Cerâmicos, representada pelas marcas Ceusa, Portinari e Castelatto, registrou Ebitda ajustado e recorrente negativo em R$ 6,8 milhões. O segmento continuou pressionado pelos estoques do setor e pela forte concorrência de preços. A divisão apresentou crescimento de 6,3% nos volumes expedidos em relação ao terceiro trimestre de 2025, além de avanços em produtividade e margem bruta, apoiados pelas iniciativas de controle de custos e maior eficiência industrial.

Já a LD Celulose registrou Ebitda ajustado e recorrente de R$404 milhões no trimestre, considerando 100% da operação, com margem Ebitda de 49,5%. O desempenho foi beneficiado pelo aumento dos volumes expedidos, em um período sem parada programada de manutenção, e pela recuperação dos preços internacionais da celulose solúvel. Por outro lado, os custos de frete marítimo e energia continuaram pressionando a rentabilidade.

Gestão estratégica e investimentos

No terceiro trimestre, os investimentos somaram R$ 320 milhões, concentrados na sustentação das operações, que respondeu por R$ 267 milhões. O Capex de projetos totalizou R$ 53 milhões, majoritariamente relacionado a uma operação de permuta de ativos florestais, que aproxima a madeira das unidades fabris, reduz o raio médio de abastecimento e os custos logísticos e amplia a segurança de suprimento de longo prazo. No acumulado do ano, os investimentos em projetos recuaram 46,6%, refletindo a conclusão do ciclo de investimentos 2021-2025. A Companhia segue priorizando a alocação de capital na sustentação dos negócios e em iniciativas de menor intensidade de capital e retorno mais rápido.

A Dexco também manteve uma estrutura de capital equilibrada, com prazo médio de aproximadamente 4,8 anos para suas obrigações financeiras e custo médio de 104,4% do CDI, preservando o equilíbrio entre compromissos de curto e longo prazo.

Um ano após a apresentação do plano de transformação, em novembro de 2025, a companhia avança na execução de frentes estratégicas como desalavancagem financeira, competitividade das divisões, aprimoramento da atuação nos canais de venda (go-to-market) e inovação em Madeira.

A evolução da geração de caixa e a redução da dívida líquida demonstram os avanços na frente financeira, enquanto as iniciativas comerciais, industriais e de gestão de portfólio buscam ampliar a rentabilidade e a competitividade das divisões. A companhia mantém o foco na execução do plano e na construção das condições para retomar o crescimento de forma sustentável.

Dexco — Maior casa de marcas do Brasil para materiais de construção, reforma e decoração, detentora das marcas Deca, Portinari, Hydra, Duratex, Castelatto, Ceusa e Durafloor, a Dexco é a maior produtora de painéis de madeira industrializada do Brasil, referência na produção de louças e metais no Hemisfério Sul e uma das maiores fabricantes de revestimentos do país. Detém 49% de participação na LD Celulose, joint venture com a austríaca Lenzing, de fabricação de celulose solúvel. Com 75 anos de história, e 12 mil colaboradores, a empresa tem sede em São Paulo e conta com 22 unidades industriais e florestais no Brasil e na Colômbia. Sob o propósito de oferecer Soluções para Melhor Viver, a Dexco é hoje a empresa com o maior portfólio de soluções do setor, priorizando os desejos do consumidor, entregando design, qualidade, funcionalidade e versatilidade em seus produtos. A empresa materializa sua promessa de marca – Viver Ambientes – na Casa Dexco loja conceito, que apresenta um novo conceito de loja de arquitetura e decoração. Conta ainda com uma estratégia de Inovação que busca protagonizar a transformação do setor de reforma e construção a partir de três programas: Open Dexco (inovação aberta), Imagine (intraempreendedorismo) e DX Ventures (fundo de Corporate Venture Capital, que investe em startups e scale-ups que buscam transformar os paradigmas do setor). A Dexco opera sempre alinhada aos compromissos ESG da sua Estratégia de Sustentabilidade, que endereçam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da ONU. Com seus mais de 187 mil hectares de florestas, entre plantadas e áreas de conservação, 83% deles contam com a certificação de manejo florestal responsável FSC® – Forest Stewardship Council® (Códigos de licença: FSC-C006042, FSC-C003088, FSC-C152362, FSC-C109955). Tem capital aberto desde 1951 e ações listadas no Novo Mercado, segmento destinado à negociação de ações de empresas que adotam práticas de governança corporativa que vão além das exigidas por lei. A empresa é integrante do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e do Índice de Carbono Eficiente da B3.