Em parceria com a NetSecurity, petroquímica reformula a segurança digital em 59 unidades para conter avanço de ciberataques sem paralisar a produção industrial.
A violação de dados custa cerca de US$ 5 milhões a empresas no mundo, alta de 12% em um ano, segundo o relatório Cost of a Data Breach 2026, da IBM. Atenta a esse cenário e com foco contínuo na maturidade de seus processos, a Braskem intensificou uma jornada estratégica para fortalecer sua resiliência cibernética e aprofundar a governança de sua infraestrutura digital. Preservando a premissa de assegurar a continuidade ininterrupta das operações industriais, a companhia conduziu uma revisão ampla de seus controles de segurança, abrindo caminho para a estruturação de um projeto global de segmentação de rede.
Para dimensionar as vulnerabilidades, a companhia realizou um teste controlado de intrusão física e digital com um time de profissionais técnicos. O exercício identificou oportunidades de aprimoramento nas barreiras internas de segurança e evidenciou a necessidade de conter a potencial movimentação lateral entre diferentes partes da infraestrutura.
—Precisávamos segmentar 59 localidades da Braskem causando o mínimo de impacto possível para o negócio. Com planejamento e toda a preparação, conseguimos realizar as adequações de forma controlada e fomos ganhando confiança ao longo do projeto —afirma Julio Concilio, líder Global de Segurança da Informação na Braskem.
O projeto foi desenvolvido em parceria com a NetSecurity por meio do serviço NSR (Network Security Review), o qual estabelece regras de acesso entre diferentes partes da rede para limitar a propagação de uma eventual invasão. A iniciativa, que está na fase final após quatro anos de implementação em fases, contou com a participação de mais de 100 profissionais, abrangendo oito países, envolvendo unidades industriais, além de escritórios, terminais e outras estruturas operacionais. O desafio foi implantar o novo padrão sem comprometer as operações que, muitas delas, funcionam 24 horas por dia.
Na prática, a segmentação cria controles entre diferentes partes da rede. Em vez de permitir que um usuário ou uma ameaça circule livremente entre os ambientes, cada segmento passa a ter regras específicas de acesso, reduzindo o potencial de movimentação lateral em um eventual incidente, além de ajudar a conter o impacto de uma invasão.
—Projetos dessa dimensão exigem não apenas conhecimento técnico, mas uma atuação muito próxima do cliente e capacidade de adaptar a execução em ambientes com diferentes níveis de complexidade— afirma Carlos Gajardoni, CEO e cofundador da NetSecurity.
A complexidade não é exclusiva da companhia. Uma pesquisa global encomendada pela Cisco e realizada pela Vanson Bourne com mil profissionais de segurança de redes revelou que 79% consideram a segmentação uma prioridade, mas apenas 33% afirmam tê-la implementado de forma integral. O levantamento também identificou que 87% consideram necessário melhorar seus processos de segmentação.
Na Braskem, a evolução foi submetida a novos testes em duas localidades que já receberam a solução. Os exercícios identificaram pontos de melhoria, mas não reproduziram as vulnerabilidades críticas de movimentação lateral observadas no diagnóstico inicial. Na execução do projeto, a companhia também superou a meta do primeiro ano: concluiu 22 localidades em 2024, ante oito previstas, e avançou em outras 20 em 2025.
Outro benefício relevante foi o aumento de visibilidade. Com o novo desenho, a equipe passou a compreender melhor quais sistemas estão presentes em cada unidade e a identificar elementos do ecossistema que anteriormente não estavam claramente mapeados. Essa visão permite tratar riscos com mais precisão e apoiar a evolução do negócio com controles de segurança adequados. Segundo Concilio, grande parte do conhecimento e da gestão de segurança da informação está internalizada na companhia.
—Com a NetSecurity, ampliamos a visibilidade do que passa pela nossa rede e mitigamos ainda mais o risco de ameaças. À medida que novos ambientes são criados, o padrão definido no projeto passa a ser incorporado desde o início, em qualquer parte do mundo, deixando um legado de segurança da informação para a Braskem— afirma Concilio.
A Braskem também implementou, com apoio da NetSecurity, uma camada adicional de auditoria sobre alterações realizadas na rede e no perímetro. O objetivo é acompanhar as mudanças feitas depois da segmentação e evitar que regras excessivamente permissivas ou acessos temporários permaneçam ativos, preservando o nível de segurança construído ao longo do projeto.
Braskem— A Braskem desenvolve soluções da química e do plástico que fazem parte da vida de milhões de pessoas todos os dias. Como companhia petroquímica global, conecta diferentes elos da cadeia produtiva e atua em parceria com clientes, fornecedores e comunidades para gerar valor compartilhado. Com um portfólio de resinas plásticas e produtos químicos, atende setores como embalagens, construção civil, mobilidade, saúde, higiene, agronegócio e indústria. A Braskem atua para ampliar a circularidade do plástico e expandir o uso de materiais de fonte renovável, acreditando que inovação e colaboração são essenciais para construir um futuro mais sustentável. Ao mesmo tempo, busca conduzir suas operações de forma responsável, fortalecendo o diálogo e contribuindo com o desenvolvimento das comunidades onde está presente. Com operações no Brasil, Estados Unidos, México e Alemanha, exporta para mais de 71 países e mantém o compromisso com a ética, a conformidade e a competitividade responsável.
NetSecurity— A NetSecurity é uma empresa brasileira especializada em cibersegurança, com mais de 25 anos de experiência protegendo organizações e operações críticas. Com atuação em 17 países, bases operacionais no Brasil e nos Estados Unidos e operação de segurança 24×7, combina inteligência, tecnologia e expertise especializada para apoiar empresas na prevenção, detecção e resposta às ameaças cibernéticas. Sua atuação abrange serviços gerenciados de segurança, SOC, gestão de vulnerabilidades, inteligência de ameaças, resposta a incidentes, risco e governança. Com processos certificados pelo SOC-CMM e ISO 27001, a NetSecurity carrega a cibersegurança em seu DNA: cyber não é uma unidade de negócio, é o seu core desde a origem. | www.braskem.com.br