Equipamento da Agilent Technologies reforça o suporte técnico à vitivinicultura brasileira e amplia as análises especializadas e a pesquisa no setor.
A Associação Nacional dos Produtores de Vinho de Inverno (Anprovin) deu mais um passo na estruturação do Laboratório Anprovin. Nesta semana, a unidade recebeu a instalação de um cromatógrafo líquido de alta eficiência (HPLC) da Agilent Technologies, empresa norte-americana reconhecida mundialmente por suas soluções em instrumentação analítica.
A tecnologia permite separar, identificar e quantificar diferentes compostos presentes nos vinhos e derivados da uva, contribuindo para o controle de qualidade, a caracterização química e o desenvolvimento de pesquisas. Entre suas aplicações estão a determinação de ácidos orgânicos, como cítrico, málico e lático, e a análise de compostos fenólicos, importantes para compreender as características e a composição dos vinhos.
—Com o cromatógrafo, é possível ampliar o nível de abrangência e detalhamento das análises, e oferecer ao produtor informações ainda mais precisas sobre o vinho. É um avanço importante para o controle de qualidade e também para apoiar pesquisas no setor —afirma Fernanda Spinelli, responsável pela estruturação do Laboratório Anprovin.
A instalação amplia o potencial de atuação do laboratório em análises especializadas, pesquisa e geração de conhecimento para o setor vitivinícola brasileiro.
Instalado no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no Distrito Federal, o laboratório iniciou suas operações recentemente e já registra forte demanda: em apenas dois meses de atividade, recebeu mais de 200 amostras e realizou mais de 300 análises para 23 vinícolas. O resultado confirma a necessidade do setor por suporte técnico especializado e de fácil acesso. A localização também contribui para reduzir custos e prazos logísticos, principalmente para produtores das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.
O projeto nasceu de uma parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e foi concebido como um pilar de inovação para a cadeia produtiva. A unidade segue rigorosos padrões de precisão, com reagentes de alta pureza, análises em duplicata e protocolos baseados na norma ABNT NBR ISO/IEC 17025, além dos métodos oficiais da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). Isso garante resultados confiáveis, rastreáveis e alinhados às exigências dos mercados globais.
—É uma honra participar de um processo tão importante para a vitivinicultura brasileira. Ficamos muito felizes em poder trazer essa inovação para um ponto estratégico do país, geograficamente privilegiado, o que fortalece ainda mais o papel do setor no cenário nacional —afirma Claudio Góes, presidente da Anprovin.
Entre os serviços já disponíveis, estão parâmetros como teor alcoólico, acidez total e volátil, ácido tartárico, ácido málico, ácido lático, pH, açúcares, extrato seco, densidade e polifenóis, entre outros indicadores físico-químicos essenciais para o controle de qualidade e a conformidade dos produtos. O escopo completo, prazos e valores podem ser consultados pelo e-mail [email protected].
Mais tecnologia, ciência e inovação a serviço da vitivinicultura brasileira.