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04/11/2026

Fertilizante organomineral versus biofertilizante: entenda a diferença e como a classificação garante mais segurança no campo

Registro no Ministério da Agricultura e Pecuária exige comprovação da ação bioestimulante e oferece mais segurança na escolha dos insumos agrícolas

Cada vez mais presentes na agricultura, os biofertilizantes têm ganhado espaço por seus benefícios que vão além do fornecimento de nutrientes. No entanto, para que um produto seja oficialmente classificado nessa categoria pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), é necessário comprovar sua capacidade de atuar nos processos fisiológicos das plantas. —Essa exigência representa um avanço para o setor, pois oferece ao produtor mais transparência e segurança na escolha das tecnologias utilizadas no campo—explica Samir Geraigire Filho, gerente técnico regional Latam Sul da Acadian Sea Beyond.

Os biofertilizantes precisam demonstrar, por meio de bioensaios, sua ação bioestimulante, independentemente da concentração de nutrientes presentes na formulação. Anteriormente, determinados produtos podiam ser registrados como fertilizantes organominerais classe A com base apenas nas garantias nutricionais e de carbono orgânico, sem a necessidade de comprovar efeitos sobre a fisiologia vegetal. Com a classificação específica, o agricultor passa a contar com um critério mais claro para diferenciar os insumos disponíveis no mercado.

Essa diferenciação é importante porque permite ao agricultor identificar quais produtos passaram por avaliações técnicas que comprovam sua atuação na fisiologia das plantas. Não se trata apenas de fornecer nutrientes, mas de demonstrar que a tecnologia possui capacidade de estimular processos essenciais ao desenvolvimento vegetal. Isso traz mais confiabilidade para quem investe nesses insumos.

—Uma das formas de identificar essa classificação é observar as informações presentes no rótulo. Os produtos registrados nessa categoria devem apresentar a palavra “biofertilizante” em sua identificação. No caso daqueles formulados com extratos de algas marinhas, também é necessária a declaração da garantia de ácido algínico, componente característico dessas matérias-primas. Essas informações ajudam o produtor a reconhecer a natureza do insumo e verificar se ele atende às exigências estabelecidas pelo Mapa —ressalta Samir.

Na prática, a utilização dessas tecnologias ganha relevância diante dos desafios enfrentados no campo. Situações como déficit hídrico, temperaturas elevadas e outras condições climáticas adversas podem comprometer o crescimento das culturas e seu potencial produtivo. Nesse cenário, os biofertilizantes podem contribuir para o desenvolvimento vegetal, favorecendo as respostas fisiológicas das plantas em situações de estresse.

Entre as matérias-primas utilizadas na fabricação desses insumos, destaca-se a alga marinha Ascophyllum nodosum, encontrada nas águas do Atlântico Norte do Canadá. Adaptada a condições naturais extremas, como oscilações de temperatura, salinidade e exposição durante os ciclos de maré, a espécie apresenta compostos bioativos capazes de influenciar diferentes processos relacionados ao crescimento das culturas.

—Os compostos presentes na Ascophyllum nodosum contribuem para o desenvolvimento radicular, o aproveitamento de água e nutrientes e a resposta das plantas a condições de estresse. Esses efeitos são especialmente importantes em uma agricultura cada vez mais exposta às variações climáticas. Em estudos conduzidos pela Acadian, por exemplo, em diversas regiões do brasil e safras, observamos incremento médio de quatro sacas por hectare de soja tratada com biofertilizantes à base da alga —destaca Samir.

A Acadian Sea Beyond, especializada em soluções desenvolvidas a partir de algas marinhas, possui produtos formulados com 100% de extrato de Ascophyllum nodosum registrados como biofertilizantes no MAPA. Para obter esse reconhecimento, as formulações passaram por avaliações técnicas que demonstraram sua atividade bioestimulante. Além disso, a declaração da garantia de ácido algínico no rótulo permite ao agricultor ter acesso a informações sobre a composição dos produtos.

— Para o produtor rural, conhecer essas exigências é importante na hora de decidir quais tecnologias incorporar ao manejo. Mais do que observar as promessas de desempenho, é fundamental verificar a classificação, as garantias declaradas e a regularidade do registro. Esses cuidados permitem avaliar os insumos de maneira mais criteriosa, trazendo mais clareza e confiança para o investimento —conclui Samir Filho.

Acadian Sea Beyond — A Acadian Sea Beyond, fundada em 1981 no Canadá, é a maior empresa independente de coleta, manejo e extração de algas marinhas do mundo, além de ser líder internacional em soluções biológicas sustentáveis baseadas em ciência para cultivos de alto valor, bem como para cultivos em larga escala. A empresa está comprometida com o desenvolvimento de produtos inovadores e patenteados, com foco em sustentabilidade, produtividade e agricultura regenerativa. Presente em mais de 80 países e com cerca de 400 colaboradores em todo o mundo, a Acadian se dedica à pesquisa com Ascophyllum nodosum, a alga marinha mais estudada no mundo e com resultados consistentes para bioestimulação de plantas.