Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, acelera PPPs em escolas estaduais, visando 300 unidades até 2026 e bilhões em contratos. A reeleição fortalece o programa, superando resistências e abrindo vasto mercado privado.
Tarcísio de Freitas, agora, reeleito governador de São Paulo, pretende acelerar o polêmico programa de parcerias público-privadas para reforma e manutenção de escolas estaduais. Segundo informações filtradas do Palácio Bandeirantes, a meta seria alcançar 300 colégios até o fim dos dois primeiros anos do segundo mandato. A iniciativa abriria um mercado de bilhões de reais para construtoras, prestadoras de serviços e fundos de infraestrutura, com contratos de longo prazo e receitas recorrentes. A ideia é ampliar a participação privada na modernização de escolas existentes, sem transferir a gestão pedagógica. O governo paulista já contratou a construção de 33 escolas por meio de PPPs, com investimentos e despesas operacionais que somam R$ 4,7 bilhões ao longo dos contratos de 25 anos. Há também um projeto para reforma, conservação e manutenção de 143 unidades, estruturado com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com investimentos previstos de R$ 1,7 bilhão.
Embalado por uma reeleição consagradora no primeiro turno, Tarcísio ganhou ainda mais respaldo político para passar por cima das resistências ao programa. Em 2024, quando o programa foi lançado, a iniciativa provocou protestos de professores e estudantes, confrontos com a Polícia Militar e uma batalha judicial. A Apeoesp, sindicato dos professores, chegou a obter uma liminar que suspendia os leilões. A decisão foi posteriormente derrubada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. | RR