Setor supervisionado pela Susep deve movimentar R$ 808 bilhões em 2026, equivalente a cerca de 5,8% do PIB.
Celebrado desde 1970, o ‘Dia do Corretor de Seguros’, comemorado em 12 de outubro, chega a mais um aniversário em um cenário de expansão da categoria e de um mercado de grande relevância para a economia brasileira. Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), o país tinha 168,1 mil corretores na primeira quinzena de setembro, alta de 12,7% em relação aos 149 mil habilitados em janeiro. Em paralelo, a Confederação Nacional das Seguradoras, a CNseg projeta que o setor supervisionado pela Susep arrecade R$808 bilhões em 2026, crescimento de 5,7% sobre o ano anterior e o equivalente a cerca de 5,8% do PIB.
Regulamentada no Brasil desde 1964, a profissão atua como um dos principais elos entre quem busca proteção e as seguradoras. É na negociação da apólice que o trabalho do corretor se torna decisivo: ele avalia os riscos de cada cliente, compara coberturas entre seguradoras, traduz termos técnicos e busca o equilíbrio entre custo e proteção.
—Num mercado que movimenta centenas de bilhões de reais, o corretor é quem faz o seguro fazer sentido para a vida de cada pessoa e de cada empresa. Ele não olha só para o preço, mas também para o risco, o patrimônio e o que realmente precisa ser protegido. É o corretor quem domina a complexidade de operações industriais, projetos de infraestrutura e grandes patrimônios, o que exige conhecimento profundo e atualização constante— afirma Yuri Romão, CEO da Plury Seguros.
A atuação do profissional também não termina na assinatura. Na renovação, o corretor revisita as coberturas, ajusta valores à nova realidade do segurado e busca condições mais vantajosas. No acionamento do seguro, acompanha o processo, orienta sobre a documentação e atua como ponte com a seguradora, especialmente em momentos em que o cliente precisa de orientação para lidar com um evento inesperado.
Para Romão, o avanço da categoria também é uma oportunidade de ampliar a percepção sobre o papel do profissional no mercado de seguros. —Seguro bem-negociado é planejamento e proteção, não despesa. Se a categoria cresce, cresce também a chance de mostrar à sociedade que o corretor é um consultor ao lado do cliente antes, durante e depois da contratação— destaca.