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08/10/2026

Novo cenário global e defesa da indústria brasileira foram destaques do Congresso Aço Brasil 2026

O evento reuniu, de forma presencial e online, mais de 1.400 participantes, entre os quais especialistas, executivos, representantes do Governo, do Parlamento e de entidades de classe da cadeia do aço, para discutir a atual situação do setor e suas perspectivas.

O Instituto Aço Brasil realizou, nos dias 29 e 30 de setembro (terça e quarta-feira), em São Paulo, a 36ª edição do Congresso Aço Brasil. O evento reuniu 566 participantes presencialmente e 881 no ambiente digital, entre representantes da indústria, do setor financeiro, do governo e do Congresso Nacional, para discutir os desafios do setor e os caminhos para uma indústria brasileira mais forte e competitiva.

Na abertura do Congresso, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, acompanhado do secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços, Uallace Moreira, destacou as ações desenvolvidas pelo governo para recuperar a competitividade da indústria nacional e conter o avanço das importações.

Ao longo das conferências e painéis, foram discutidos tanto macrotemas, como a nova geopolítica mundial e a situação político-econômica do país, quanto debates mais direcionados aos problemas enfrentados pela indústria devida à intensificação da guerra de mercado no mundo.

Highlights de assuntos apresentados no Congresso e, a ‘Carta do Congresso Aço Brasil 2026’: . As tensões geopolíticas estão redesenhando as relações comerciais e levando países de todo o mundo a adotar medidas para defender sua indústria e seus mercados;

• A China continua ampliando sua produção de manufaturados, mesmo diante da desaceleração do consumo interno, apoiada por subsídios governamentais e direcionando ao mercado externo parte importante desse excedente;

• O excesso de capacidade global e as políticas de incentivo à produção adotadas por grandes economias vêm alterando os fluxos de comércio e aumentando a pressão sobre diferentes mercados. A China, maior produtora mundial de aço, ocupa papel central nesse cenário;

• No Brasil, essa pressão já vai além da indústria do aço e alcança toda a cadeia metal mecânica. Somadas as importações diretas e indiretas (o aço que chega ao país incorporado a bens importados), o volume já supera 12 milhões de

toneladas;

• As medidas de defesa comercial adotadas pelo governo brasileiro começam a produzir resultados na redução das importações, mas os volumes ainda se mantêm em patamares elevados. Avançamos, mas precisamos fazer mais;

• O país precisa de uma estratégia de crescimento de longo prazo, que ultrapasse governos e tenha a indústria como um de seus pilares. A experiência internacional mostra que fortalecer a indústria é parte fundamental de trajetórias sustentadas de desenvolvimento.

• A competitividade da indústria não depende apenas da eficiência das empresas. É preciso avançar na competitividade sistêmica do país, reduzindo os custos que recaem sobre a produção brasileira e comprometem sua capacidade de competir em igualdade de condições com produtos estrangeiros;

• Reduzir o Custo Brasil, avançar em uma política efetiva de conteúdo local e tornar mais competitivos os preços da energia e do gás natural são condições fundamentais para devolver isonomia à produção brasileira.

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