Sete nomes entre os melhores especialistas em cirurgia de pâncreas no Brasil, com formação, onde atuam e as principais operações.
Estetoscópio pendurado em consultório médico, onde começa a avaliação com os melhores especialistas em cirurgia de pâncreas no Brasil.
Um cisto no pâncreas achado por acaso numa tomografia, uma icterícia que deixa a pele amarelada sem dor, uma pancreatite que volta a cada poucos meses. Diagnósticos assim costumam levar o paciente a buscar um médico especialista em pâncreas com pressa, e com razão: as doenças desse órgão pedem avaliação de quem opera a região com frequência.
A cirurgia de pâncreas está entre as mais complexas do aparelho digestivo, e os resultados são melhores em serviços com volume e equipe completa. Por isso esta lista apresenta os 7 melhores especialistas em cirurgia de pâncreas no Brasil, de seis estados, escolhidos por formação em cirurgia do aparelho digestivo, atuação declarada em pâncreas e dados públicos. A ordem não mede resultado clínico, e o texto não cita valores.
7 melhores especialistas em cirurgia de pâncreas no Brasil
1. Dr. Thiago Miranda Tredicci (Goiânia, GO): cirurgia hepato-bilio-pancreática e oncologia digestiva
2. Dr. Marcel Autran Machado (São Paulo, SP): pioneiro da cirurgia robótica de pâncreas no país
3. Dr. Orlando Jorge Martins Torres (São Luís, MA): chefe de serviço universitário de cirurgia digestiva
4. Dr. Eduardo de Souza Martins Fernandes (Rio de Janeiro, RJ): fígado, pâncreas e vias biliares
5. Dr. Olival Cirilo Lucena da Fonseca Neto (Recife, PE): cirurgia hepatobiliopancreática e transplante
6. Dr. Croider Franco Lacerda (Barretos, SP): cirurgia oncológica de esôfago, estômago e pâncreas
7. Dr. José Geraldo Sampaio (Goiânia, GO): cirurgia bariátrica e metabólica
Quem são os sete especialistas
1. Dr. Thiago Miranda Tredicci — Gastrocirurgião em Goiânia, formado pela UFG em 2007, com residências em Cirurgia Geral e em Cirurgia do Aparelho Digestivo no Hospital Geral de Goiânia e no HC-UFG. Fez fellowship em cirurgia oncológica do aparelho digestivo no National Cancer Center, em Tóquio, e chefiou a residência da especialidade no HC-UFG. Trata doenças do fígado, das vias biliares e do pâncreas, é membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e tem título do CBCD. Atende com o CRM-GO 12828 e os RQEs 8168 e 8626.
2. Dr. Marcel Autran Machado — Formado e treinado na Faculdade de Medicina da USP, onde fez doutorado e livre-docência, atende em São Paulo com o CRM-SP 70.330. Foi pioneiro da cirurgia robótica de fígado e de pâncreas no Brasil e na América Latina, em 2008, e soma mais de 400 cirurgias robóticas de pâncreas.
3. Dr. Orlando Jorge Martins Torres — Professor titular e chefe do serviço de Cirurgia do Aparelho Digestivo e Transplante Hepático da Universidade Federal do Maranhão. Fez estágios em cirurgia de pâncreas em Oslo, Mumbai e Joanesburgo e tem produção científica sobre duodenopancreatectomias. O CRM-MA é 2280.
4. Dr. Eduardo de Souza Martins Fernandes — Professor da UFRJ e especialista em fígado, pâncreas e vias biliares. É membro fundador do capítulo brasileiro da Associação Internacional Hepato-Pancreato-Biliar e coordena o programa de transplante de fígado do Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro.
5. Dr. Olival Cirilo Lucena da Fonseca Neto — Em Recife, fez residência em cirurgia hepatobiliar e transplante de fígado no HC da FMUSP e doutorado em cirurgia pela UFPE. Atua no serviço de Cirurgia Geral e Transplante Hepático do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, com foco em fígado e pâncreas.
6. Dr. Croider Franco Lacerda — Chefia o departamento de cirurgia digestiva alta do Hospital de Amor, em Barretos, com formação em cirurgia oncológica na própria instituição. Trabalha com cirurgia oncológica e minimamente invasiva de esôfago, estômago e pâncreas.
7. Dr. José Geraldo Sampaio — Em Goiânia, é especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo, com RQE 13236, e em Cirurgia Bariátrica e Metabólica, com RQE 15670. Sua atuação principal é o tratamento cirúrgico da obesidade e do diabetes tipo 2, área em que o funcionamento do pâncreas e da insulina está no centro da indicação.
Doenças do pâncreas que podem precisar de cirurgia — O câncer de pâncreas é a indicação mais conhecida e a mais grave. Costuma ser descoberto tarde, porque os sintomas surgem quando o tumor já cresceu: icterícia, perda de peso, dor na parte alta da barriga que irradia para as costas e diabetes que aparece de repente em pessoa mais velha. Quando o tumor pode ser retirado, a cirurgia combinada à quimioterapia oferece a melhor chance de controle.
Há também os tumores císticos, encontrados com frequência em exames feitos por outros motivos. A maioria é benigna e só precisa de acompanhamento, mas alguns tipos têm risco de virar câncer e são operados. Os tumores neuroendócrinos, a pancreatite crônica com dor intensa e as complicações da pancreatite aguda completam a lista.
As principais operações — Quando a doença está na cabeça do pâncreas, a cirurgia padrão é a duodenopancreatectomia, que retira parte do pâncreas, o duodeno, a vesícula e o final do canal biliar, com reconstrução do trânsito. Na cauda do órgão, faz-se a pancreatectomia distal, às vezes com retirada do baço. Ambas podem ser abertas, por vídeo ou robóticas, conforme o caso e a experiência da equipe.
Os melhores especialistas em cirurgia de pâncreas no Brasil trabalham em hospitais com UTI, radiologia intervencionista e endoscopia avançada. Esse suporte é o que permite tratar rapidamente as complicações, que são mais comuns nessa cirurgia do que em outras do abdome.
Pancreatite: quando a cirurgia entra — A pancreatite aguda, quase sempre causada por pedra na vesícula ou por álcool, é tratada na maioria das vezes sem operação, com internação, hidratação e controle da dor. O papel do cirurgião aparece em dois momentos: retirar a vesícula depois da recuperação, para evitar nova crise, e tratar as complicações graves, como coleções infectadas, hoje drenadas com frequência por endoscopia ou por técnicas minimamente invasivas.
Na pancreatite crônica, a dor persistente e a obstrução do canal do pâncreas podem justificar cirurgias de drenagem ou de ressecção. A decisão envolve gastroenterologista, endoscopista e cirurgião, e parar de beber e de fumar é parte obrigatória do tratamento.
Sinais que pedem avaliação rápida — Pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras, perda de peso sem dieta, dor contínua na parte alta da barriga que vai para as costas e diabetes que surge de repente depois dos 50 anos merecem investigação sem demora. Nenhum desses sinais confirma doença grave, mas todos justificam exames de imagem e consulta com especialista.
Volume de casos importa — Estudos internacionais mostram que a mortalidade e as complicações da cirurgia de pâncreas caem em hospitais que fazem muitas operações por ano. Para o paciente, isso significa que vale perguntar quantas duodenopancreatectomias o serviço realiza e quais são os resultados. Uma resposta clara é um bom sinal.
A recuperação — A internação costuma durar de uma a duas semanas nas cirurgias maiores. A alimentação volta de forma gradual, e alguns pacientes precisam de enzimas pancreáticas nas refeições para digerir gordura. Parte deles desenvolve diabetes ou piora um diabetes que já existia, e por isso o acompanhamento com endocrinologista e nutricionista faz parte do tratamento.
Nos casos de câncer, a quimioterapia complementar começa depois da recuperação. O seguimento com exames de imagem se estende por anos.
Exames antes da decisão — A tomografia com protocolo para pâncreas e a ressonância são os exames de base. A ecoendoscopia permite ver o órgão de perto e colher material para biópsia quando necessário. Marcadores no sangue ajudam no acompanhamento, mas não fecham diagnóstico sozinhos. Um especialista experiente sabe quais exames pedir e evita repetições.
Como escolher entre os sete nomes — Confira o registro no conselho regional e o título de especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo. Pergunte em que hospital a cirurgia será feita, se há UTI e equipe de suporte e como é o acompanhamento depois da alta. Para cistos pequenos e casos em observação, um especialista da própria região pode conduzir o seguimento, e a cirurgia complexa pode ser feita em centro de referência.
Leve todos os exames de imagem em mídia, não só os laudos, porque o cirurgião costuma querer ver as imagens.
Mais sobre o tema: dermatologistas do Brasil por estado.
A lista não esgota os bons profissionais do país, e a posição de cada nome não mede qualidade clínica. Ela organiza, com base em informação pública, quem tem formação e atuação em cirurgia do aparelho digestivo.