E reforça necessidade de educação inclusiva. A Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade (Abriq) destaca a importância de ambientes educacionais preparados para atender à diversidade e aponta a ISO 21001 como referência para a gestão da inclusão e da qualidade no ensino.
Mais de 2,4 milhões de brasileiros declararam ter diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) no Censo 2022, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número corresponde a 1,2% da população brasileira e considera pessoas que relataram ter recebido o diagnóstico de profissionais de saúde. Os dados reforçam a necessidade de ampliar a preparação das instituições de ensino para atender estudantes com diferentes necessidades e promover uma educação efetivamente inclusiva.
Diante desse cenário, a Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade (Abriq) destaca a importância de sistemas de gestão que contribuam para tornar os ambientes educacionais mais acessíveis, inclusivos e capazes de acolher a diversidade dos alunos. Entre as referências internacionais nesse campo está a ISO 21001, norma voltada aos sistemas de gestão para organizações educacionais, que contempla aspectos relacionados à inclusão, às necessidades dos estudantes e à melhoria contínua dos processos educacionais.
—A inclusão precisa fazer parte da gestão das instituições de ensino, desde a preparação dos profissionais até a adaptação dos processos e do ambiente educacional. A ISO 21001 contribui para estruturar essa abordagem e criar mecanismos de melhoria contínua, considerando as necessidades e expectativas dos alunos —afirma José Joaquim A. Ferreira, vice-presidente de Sistemas e Pessoas da Abriq.
A ISO 21001 pode ser aplicada a diferentes organizações educacionais, públicas ou privadas, e estabelece uma abordagem de gestão orientada às necessidades dos alunos e das demais partes interessadas. Entre seus princípios estão a equidade, a acessibilidade, a inclusão e o desenvolvimento de ambientes que favoreçam a aprendizagem.
—Uma educação verdadeiramente inclusiva depende de planejamento, capacitação e acompanhamento permanente. Mais do que atender a requisitos, é necessário construir uma cultura institucional que reconheça as diferenças e ofereça condições para que cada estudante possa desenvolver seu potencial —conclui Ferreira.