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12/09/2026

Firjan promove debate “Discussões sobre o Rio que queremos” com candidato ao governo do Rio de Janeiro

Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro entregou a “Agenda Estadual – Proposta para um Rio de Futuro” ao concorrente do PL.

Na série de debates “Discussões sobre o Rio que queremos”, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) recebeu no dia 11 de setembro (sexta-feira ) o candidato do PL ao governo do estado do Rio. No encontro com dezenas de industriais fluminenses, Douglas Ruas recebeu a publicação “Agenda Estadual – Propostas Firjan para um Rio de Futuro”, contribuição da federação para a política pública fluminense.

Presidente da Firjan, Luiz Cesio Caetano destacou que a agenda estadual foi produzida a partir de um sólido embasamento de estudos econômicos e da escuta a mais de 500 empresários fluminenses. Ela reúne 45 propostas no âmbito estadual, além de mais 50 proposições no âmbito federal, que também serão entregues aos candidatos à presidência da República. Para o estado do Rio, o documento centrou sugestões em oito eixos: “Segurança Pública, Energia, Infraestrutura, Sistema Tributário, Reformas Estruturantes, ESG, Fomento ao Negócio e Capital Humano”.

— A Firjan se coloca como parceira do governo do Estado na atração de investimentos e na recepção estruturada de investidores, oferecendo informação qualificada e soluções para o negócio. O Rio precisa de uma política pública de estado, e não de governo, visando a atração permanente de investimentos. Isto pressupõe a criação de um ambiente institucional e regulatório seguro, que confira estabilidade e credibilidade, e que preveja investimentos consistentes e constantes nos fatores-chave de competitividade —afirmou Caetano.

O presidente da federação reforçou ainda ao candidato, também presidente da Assembleia Legislativa do Rio, a importância de projetos em tramitação no legislativo estadual, decisivos para o ambiente de negócios e para a próxima gestão estadual. —Refiro-me ao Projeto de Lei Complementar número 61/2026, que trata da transação de créditos tributários e não tributários e do aprimoramento da cobrança da dívida ativa. A proposta pode contribuir para maior previsibilidade, segurança jurídica e efetividade na regularização de passivos, beneficiando contribuintes e o próprio estado —explicou.

Reforçando a pergunta de um empresário sobre a aprovação do Fundo Orçamentário Temporário (FOT), no fim do ano passado pela Alerj, Caetano informou ao candidato que a nova proposta da federação já foi encaminhada à Secretaria de Fazenda, para posterior envio à Alerj. Douglas Ruas se comprometeu a dar encaminhamento à matéria, assim que receber do governo do estado o novo projeto.

Respondendo a perguntas de empresários, como Marcelo Kaiuca, vice-presidente da Firjan; Isadora Remy, 1º vice-presidente do CIRJ; e Ricardo Guadagnin, presidente da Firjan Leste Fluminense, Ruas destacou usar os dados dos estudos da federação, em especial, o “Custo Rio”, na sua plataforma de governo. Ele destacou o trabalho da Alerj para garantir o equilíbrio fiscal e recuperar as contas públicas do governo. —Uma das principais prioridades será o combate ao crime organizado, pois a insegurança é um grande entrave ao desenvolvimento do estado do Rio— afirmou.

O candidato a governador Douglas Ruas (PL) que estava acompanhado do candidato ao Senado Carlos Portinho (PL) e, o candidato a deputado estadual Gustavo Tutuca (PP) defendeu cortes de gastos na máquina pública, também defendeu manter a situação fiscal equilibrada e abrir espaço para investimentos.

Para Ruas, quem tem que gerar emprego é o setor privado, o setor público é responsável pelos investimentos em segurança, — e é este o eixo central do nosso plano de governo—disse. — Para isso criaremos um gabinete permanente, junto com a União, a Polícia Federal e as Forças Armadas. Não será apenas uma política de governo, mas ação que possa ter uma atuação coordenada e impedir que armas e drogas cheguem às nossas cidades fluminenses—complementou.

— Há mais de quinze anos, que olha-se apenas para os sintomas da criminalidade, isso levou à expansão do domínio territorial de facções criminosas, que exploram economicamente moradores dessas localidades e também o empresariado—ressaltou.

Outro compromisso é a instalação de escritórios de desenvolvimento regional, com um balcão único de serviços voltados ao empresariado. — Um balcão com autonomia para licenciar atividades de alto impacto. Pois não se pode centralizar tudo na capital, isso gera tempo de deslocamento e custo para o empreendedor— concluiu.