Pesquisa do IFec RJ mostra que maioria adota práticas sustentáveis no dia a dia, mas cai a disposição de pagar mais por produtos e serviços de empresas com ações socioambientais.
Sondagem do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), feita com 946 consumidores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, entre os dias 21 e 31 de julho, mostra que práticas relacionadas à preservação ambiental estão presentes no cotidiano da maioria dos entrevistados. Fechar a torneira ao escovar os dentes ou lavar a louça foi a atitude mais citada, por 94,2% dos participantes. Na sequência, aparecem a reutilização de embalagens, potes e sacolas plásticas (84,6%) e a escolha de produtos de menor impacto ambiental, como lâmpadas LED e itens não descartáveis (81,6%). A redução do uso de papel e produtos descartáveis foi mencionada por 53,7%.
Entre as ações voltadas à economia de recursos e ao consumo responsável, apagar as luzes ao sair de um recinto aparece em destaque, com 94,1% das menções. Outros 77% afirmaram optar por transporte público ou bicicleta sempre que possível, em vez do carro, enquanto 72,2% disseram priorizar pequenos produtores, feiras ou o comércio local. O consumo de produtos legalizados, sem contrabando ou procedência desconhecida, foi citado por 70,1% dos entrevistados.
A preocupação ambiental também aparece nas decisões de compra: 80,1% afirmaram levar a preservação do meio ambiente em consideração em seus hábitos de consumo. Por outro lado, 10,1% disseram não considerar esse aspecto, enquanto 9,7% não souberam responder.
Apesar disso, diminuiu a disposição para pagar mais por produtos e serviços de empresas que adotam práticas socioambientais comprovadas. Em 2026, 41,4% afirmaram dar preferência a essas empresas mesmo diante de um preço maior, contra 48,9% em 2025. Já 58,6% disseram não adotar esse comportamento, percentual que era de 51,1% no ano passado. O resultado indica que, embora critérios ambientais e sociais estejam presentes nas escolhas, o preço continua sendo um fator relevante na decisão de compra, além da conjuntura econômica que pode influenciar a tomada de decisão por parte do consumidor.
A relação entre consumo e mudanças climáticas também é reconhecida pela maioria. Segundo a sondagem, 63% dos participantes afirmaram perceber que seus hábitos estão relacionados ao fenômeno. Outros 22,9% não associam suas escolhas cotidianas às mudanças climáticas, enquanto 14,1% não souberam responder.
Coleta de lixo — A destinação dos resíduos aparece como um dos principais desafios apontados pelos entrevistados. Para 71,4%, o lixo coletado nas ruas é misturado, sem separação entre recicláveis e orgânicos. Apenas 18,3% afirmaram que os resíduos são separados adequadamente, enquanto 9,9% não souberam responder. O percentual dos que identificam uma coleta adequada recuou em relação a 2025, quando alcançava 20,6%.
Fecomércio RJ — Reúne 59 sindicatos patronais, líderes empresariais, especialistas e consultores com o objetivo de fomentar o desenvolvimento dos negócios no setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado do Rio de Janeiro. Desenvolve soluções, pesquisas e disponibiliza conteúdo sobre questões que impactam a vida do empreendedor e colaboram nas decisões dos gestores públicos. Representa mais de 439 mil estabelecimentos, que respondem por aproximadamente dois terços da atividade econômica do estado e 68% dos estabelecimentos, gerando mais de 1,8 milhão de empregos formais, que equivalem a 60% dos postos de trabalho no estado. Através do Serviço Social do Comércio (Sesc RJ) atua em assistência social, cultura, educação, lazer e saúde aos comerciários e população carente, enquanto o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac RJ) promove educação profissional voltada para o setor.
A Fecomércio RJ e o Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) são signatários do Pacto Global da ONU. Ao terem suas adesões oficializadas pelo organismo internacional, as duas Casas se comprometem com os dez princípios universais derivados da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Declaração da Organização Internacional do Trabalho sobre Princípios e Direitos Fundamentais do Trabalho, da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, e da Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção, se alinhando aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que integram a Agenda 2030.