Desempenho do trimestre reflete aumento pontual dos spreads do mercado internacional em função do conflito no Oriente Médio.
A Braskem registrou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês) consolidado de US$ 1.043 bilhão (R$ 5.253 bilhões) no segundo trimestre de 2026 . O resultado foi impulsionado, principalmente, em função dos aumentos dos spreads químicos e petroquímicos no mercado internacional, combinado com as capturas comerciais realizadas pela companhia.
—No segundo trimestre, o cenário macroeconômico global permaneceu volátil em razão do conflito no Oriente Médio, que restringiu a oferta de matérias-primas globalmente, principalmente para a Ásia. Consequentemente, essa combinação de fatores elevou os preços de petróleo e da nafta no mercado internacional, que é nossa principal matéria-prima —observa Carlos Brandão, CFO da Braskem. — Com a elevação do custo de produção do produtor marginal na Ásia, os preços de resinas e químicos foram pressionados positivamente comparado ao primeiro trimestre, o que resultou na expansão dos spreads— completa Brandão.
No período, houve um consumo líquido de caixa de aproximadamente US$ 15 milhões em razão, principalmente, da variação negativa do capital de giro explicada, principalmente, pela alta volatilidade dos preços de matérias-primas nos mercados internacionais e pelo maior volume de estoques no período.
A companhia registrou um lucro líquido de US$ 664 milhões (R$ 3,3 bilhões), superior ao primeiro trimestre de 2026 em função, principalmente, do aumento do lucro bruto em função dos maiores spreads químicos e petroquímicos no mercado internacional.
Endividamento — Em 30 de junho de 2026, o saldo da dívida bruta corporativa era de US$ 10,4 bilhões. A companhia encerrou o trimestre com o saldo de dívida líquida ajustada de US$ 9,5 bilhões, um aumento de 3% em relação ao trimestre anterior. A alavancagem corporativa da empresa encerrou o trimestre em 6,74x (dívida líquida/Ebitda).
Reorganização da estrutura de capital — Ao longo do segundo trimestre de 2026, a Braskem, por meio de seus assessores, seguiu interagindo com os credores e seus assessores jurídicos e financeiros, tendo recebido propostas meramente indicativas e não vinculantes de grupos de credores sobre as principais condições e parâmetros tentativos para uma potencial reestruturação.
A companhia reafirma que segue comprometida em continuar as discussões com os seus credores financeiros em busca de uma solução consensual, estruturante e ordenada para sua estrutura de capital, garantindo a continuidade de suas operações no curso normal dos negócios.
Estratégia corporativa — Com a mudança societária e consequente evolução da governança ocorrida neste trimestre, a Braskem revisou suas prioridades para o segundo semestre de 2026 com o objetivo de fortalecer sua resiliência, competitividade e capacidade de geração de valor sustentável.
— A agenda estratégica passa a concentrar esforços na otimização da estrutura de capital da companhia, incluindo a Braskem Idesa, preservando a liquidez, fortalecendo a geração de caixa e assegurando maior flexibilidade financeira para apoiar o crescimento futuro — diz Hélcio Tokeshi, CEO da Braskem.
Além disso, a companhia manterá foco na excelência operacional, no aumento da eficiência, na captura de sinergias com a Petrobras e na implementação de iniciativas capazes de ampliar a rentabilidade. Também está prevista a aceleração do Programa de Transformação, com a conclusão do mapeamento de oportunidades de geração de valor e a captura dos benefícios identificados, contribuindo para resultados consistentes no curto e no longo prazo. Além disso, a Braskem seguirá atuando para promover um ambiente de negócios mais competitivo para a indústria química e petroquímica brasileira.
— Essas prioridades são sustentadas por compromissos que permanecem inegociáveis para a companhia, entre eles, o cumprimento dos acordos relacionados ao Case de Alagoas e a manutenção da segurança como valor inegociável, garantindo operações confiáveis, seguras e alinhadas aos mais altos padrões de excelência operacional—, completa Hélcio.
Atualizações de Alagoas — Até 30 de junho de 2026, o Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação (PCF) registrou que já haviam sido realocados 99,9% dos moradores do total de imóveis residenciais, comerciais e mistos. Das 19.205 propostas apresentadas (99,9% do total), foram aceitas 19.140 propostas de compensação financeira (99,7% do total) e foram pagas 19.132 (99,7% do total), representando mais de R$ 4,2 bilhões desembolsados a título de compensações financeiras, auxílios temporários e honorários advocatícios.