No primeiro semestre, o lucro somou R$ 972 milhões e a carteira de crédito ampliada atingiu o recorde de R$ 102,3 bilhões (+11,9% em 12 meses). Destaques para o Empréstimo com Garantia de Veículo (+31,8%) e o financiamento de veículos pesados usados (+52,2%) na comparação anual
O banco BV, uma das maiores instituições financeiras do país e especialista em crédito, encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 491 milhões, alta de 6,8% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 2,0% sobre o 1T26. No primeiro semestre, o lucro recorrente totalizou R$ 972 milhões (+3,4%), com retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 15,6%. Os resultados refletem a consistência do modelo de negócios e a estratégia de crescer com seletividade, priorizando modalidades com garantia e a rentabilidade ajustada ao risco.
—Encerramos o semestre com uma carteira recorde de R$ 102,3 bilhões e avanços consistentes na diversificação do portfólio para modalidades colateralizadas, como o empréstimo com garantia de veículo. Em um ciclo de juros elevados, escolhemos crescer com seletividade, com ênfase na qualidade da originação —afirma Gustavo Sousa, CEO do banco BV.
Liderança e diversificação no Varejo —A carteira de Varejo cresceu 12,2% em 12 meses, para R$ 73,4 bilhões, representando 71,7% do portfólio total do banco. O BV mantém a liderança no financiamento de veículos leves usados há 13 anos consecutivos — segmento que encerrou o trimestre com R$ 49,1 bilhões em carteira. A diversificação avançou de forma consistente: o Empréstimo com Garantia de Veículo (EGV) cresceu 31,8% em 12 meses, para R$ 5,9 bilhões, e o financiamento de veículos pesados usados avançou 52,2%, para R$ 4,0 bilhões. O NaPista, marketplace automotivo do banco, superou a marca de 300 mil anúncios ativos.
A evolução para um banco cada vez mais relacional refletiu-se em indicadores de engajamento consistentes: a base alcançou 4,4 milhões de clientes, o uso da conta digital (MAT-30) cresceu 24% em 12 meses e o NPS relacional avançou seis pontos no período. A originação digital somou R$ 1,0 bilhão (+25% em relação ao segundo trimestre de 2025), o equivalente a 13% da originação total do Varejo. O aprofundamento do relacionamento também se traduziu em maior cross-sell — média superior a três produtos por cliente — e em ganhos de eficiência, com redução do custo de servir.
Atacado seletivo e mais pulverizado — No Atacado, o banco manteve postura seletiva na concessão de crédito, com foco em rentabilidade ajustada ao risco e qualidade dos ativos. A carteira ampliada alcançou R$ 28,9 bilhões, expansão de 11,1% em 12 meses.
Receitas — A margem financeira com clientes somou R$ 2,2 bilhões, alta de 4,8% em 12 meses e de 3,7% no trimestre, refletindo o maior volume de carteira e o melhor mix de produtos. As receitas de prestação de serviços e corretagem de seguros totalizaram R$ 645 milhões, crescimento de 15,9% na comparação anual.
Qualidade dos ativos e custo de crédito — Os indicadores de risco seguem alinhados ao apetite do banco. A inadimplência acima de 90 dias encerrou o trimestre em 4,9% (+0,2 p.p. no trimestre), enquanto no financiamento de veículos leves — principal negócio do banco — o índice manteve-se em 5,0%, estável no trimestre e 0,6 p.p. abaixo de um ano antes.
O custo de crédito recuou 8,8% no trimestre, para R$ 1,2 bilhão, com queda de 0,6 p.p. na relação sobre a carteira, para 4,6%. O índice de Formação de Inadimplência (E3 Formation) recuou para 1,0% da carteira, queda de 0,9 p.p. em 12 meses. O índice de Cobertura encerrou em 162%, patamar adequado e influenciado pelo alongamento do prazo de baixa de ativos previsto na Resolução CMN nº 4.966.
Eficiência, funding e capital —O Índice de Eficiência (LTM) encerrou o trimestre em 37,4%, praticamente estável na comparação anual, sustentado pela gestão disciplinada de custos e por ganhos de produtividade em tecnologia e automação. A base de funding cresceu 14,4% em 12 meses, para R$ 107,4 bilhões, com 58,6% dos recursos em instrumentos de prazo superior a dois anos. A liquidez permanece robusta, com LCR de 170%, bem acima do mínimo regulatório.
O Índice de Basileia encerrou o trimestre em 15,9%, alta de 0,9 p.p. no trimestre, com Capital Principal (CET1) de 11,8%. A variação do patrimônio líquido em 12 meses reflete, principalmente, a distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio aos acionistas.
—Mantivemos o Índice de eficiência em torno de 37% e uma estrutura de capital e liquidez confortável, com Basileia de 15,9% e LCR de 170%. Esses fundamentos nos dão flexibilidade para alocar capital de forma seletiva, com preferência por modalidades colateralizadas, que combinam melhor perfil de risco e retorno mais previsível ao longo do ciclo. Seguimos priorizando a qualidade dos ativos e a geração consistente de valor para clientes, parceiros e acionistas —afirma Ronaldo Helpe, CFO do banco BV.
banco BV — O banco BV é uma das maiores instituições financeiras do país, com atuação nos segmentos de Varejo e Corporate & Investment Banking. Especialista em crédito, tem como propósito viabilizar os sonhos e projetos dos clientes, transformando crédito em relacionamento. O BV detém posições históricas e estratégicas em quatro categorias de negócios: mantém a liderança há 13 anos consecutivos no financiamento de veículos leves usados, é líder no financiamento de veículos pesados, em Empréstimo com Garantia de Veículo (EGV) e financiamento de painéis solares para residências. A atuação do BV no setor automotivo é potencializada pelo NaPista, um dos maiores marketplaces do segmento no Brasil, plataforma alinhada ao compromisso do banco em fortalecer e modernizar o setor com soluções inteligentes e funcionais para lojistas e público final. Comprometido com a sustentabilidade, o BV foi pioneiro ao neutralizar a emissão de CO₂ dos veículos que financia e consolida sua visão de impacto positivo no “Pacto para um Futuro Mais Leve 2030”, sua estratégia pública de ESG.