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12/08/2026

Porto do Pecém vai incorporar um sistema de eletrificazção para navios

Os navios atracados poderão desligar seus motores a diesel e usar eletricidade proveniente de fontes eólicas e solares, operação ‘shore power’ terá início em setembro de 2026, e terá investimentos em torno de  R$ 13,2 milhões.

O Porto do Pecém começará a operar em setembro um sistema de energia elétrica em terra ‘shore power’ para navios atracados, uma infraestrutura que permitirá que as embarcações desconectem seus motores a diesel enquanto estiverem atracadas e utilizem a eletricidade fornecida pelo porto, que terá investimentos em torno de R$ 13,2 milhões. e já está sendo executado pela empresa Grid Power Solutions— Engenharia Consultoria e Projetos Elétricos e Eletrônicos Ltda.

O projeto utilizará eletricidade renovável com certificação I-REC, proveniente de energia eólica e solar adquirida da Casa dos Ventos. Segundo informações fornecidas pelo porto, o sistema evitará a emissão de aproximadamente 796 toneladas de CO₂ por ano.

Nova infraestrutura para transporte ferroviário de mercadorias — Ao mesmo tempo, Pecém está desenvolvendo infraestrutura para receber cargas da Ferrovia Transnordestina, cuja chegada ao complexo está prevista para 2028. A conexão ferroviária poderá incorporar gradualmente até 6 milhões de toneladas por ano ao tráfego portuário.

Atualmente, Pecém movimenta cerca de 21 milhões de toneladas por ano, com uma parcela significativa de grãos e minerais. Para acomodar o aumento do tráfego, está prevista a construção de um novo cais de aproximadamente 350 metros, o que ampliará a capacidade operacional do Terminal Multiuso (Temute).

A ferrovia não terá ligação direta com o cais. Os trens descarregarão primeiro em um terminal localizado na parte de trás do porto, que será gerenciado pela Nelog. De lá, a carga será transferida para os navios por meio de esteiras transportadoras.

As obras serão divididas entre a autoridade portuária e operadores privados. A Pecém ficará responsável pela nova doca, dragagem, fundações e melhorias hidráulicas e elétricas, enquanto os operadores serão responsáveis ​​pela superestrutura, equipamentos e maquinário.

—Estamos nos antecipando ao mercado. Muitos navios mais novos já vêm preparados para essa conexão elétrica e alguns armadores já demonstraram interesse em utilizar a solução assim que ela entrar em operação — afirma Raul Viana, gerente de negócios portuários do Porto do Pecém.

Além do impacto ambiental, o shore power poderá reduzir custos operacionais dos armadores ao permitir que as embarcações interrompam o consumo de combustível durante a permanência no porto. Para os navios de passageiros, a solução também pode contribuir para melhorar a qualidade ambiental nas áreas urbanas próximas aos terminais de cruzeiros.

— Pecém será um porto mais verde. Os navios vão desligar seus motores a combustão e passar a funcionar com energia elétrica. Isso reduz emissões, diminui custos operacionais para os armadores e beneficia o meio ambiente — completa Viana.

Projetos industriais e de energia — A expansão da infraestrutura logística está sendo desenvolvida em paralelo com novos projetos industriais no complexo. Entre eles, estão iniciativas relacionadas ao hidrogênio verde, com seis pré-contratos assinados e previsão de início das operações por volta de 2030. Também estão planejados projetos de data centers para a Omni e o TikTok.

No setor de combustíveis, o complexo incorporará uma nova instalação de armazenamento da TMB, parte do Grupo Dislub, para gasolina, diesel, querosene de aviação e etanol. Além disso, estão previstos outro terminal para gás liquefeito de petróleo (GLP) e uma usina de energia a gás natural liquefeito (GNL) da Eneva.