A Ocean Network Express (ONE) anunciou no dia 04 de agosto (terça-feira), seus resultados financeiros para o primeiro trimestre do ano fiscal de 2026, abrangendo o período de 1º de abril a 30 de junho de 2026, onde mostra que no segundo trimestre, a ONE gerou uma receita de US$ 4.539 milhões e registrou um lucro líquido de US$ 31 milhões.
A empresa registrou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês) de US$ 707 milhões e EBIT de US$ 76 milhões, movimentando 3,257 milhões de TEUs, com uma tarifa média de frete de US$ 1.300 por TEU, no segundo trimestre . De acordo com a ONE, a combinação da recuperação da demanda por carga durante maio e junho, juntamente com a gestão disciplinada da capacidade, permitiu que a empresa mantivesse uma alta taxa de utilização de sua frota e melhorasse o desempenho.
— O primeiro trimestre refletiu um mercado exigente, com a instabilidade no Oriente Médio elevando os custos de combustível e operacionais em todo o setor. À medida que a demanda se recuperou ao longo do trimestre, melhoramos os rendimentos e mantivemos uma alta taxa de utilização. Elevamos nossa previsão para o ano todo e continuamos focados na agilidade operacional conforme as condições evoluem. Isso reflete a dedicação de nossa equipe global e o progresso constante de nossa estratégia ONE 2030. Diante das incertezas do mercado, nossas prioridades são proteger nossos colaboradores e ativos, garantir a confiabilidade dos serviços para nossos clientes e gerar valor sustentável a longo prazo para nossos stakeholders— afirma Till Ole Barrelet, CEO da Ocean Network Express.
Segundo a empresa , o crescimento do volume em relação ao ano anterior, foi impulsionado principalmente pelas rotas Transpacífico, Ásia-Europa e América Latina. Observou-se uma antecipação de embarques (front-loading) devido a possíveis alterações tarifárias e à disparada dos custos de combustível. Tarifas de frete em trajetória de alta desde o início do período, acelerando ainda mais rumo ao final do período, sustentadas pelo forte crescimento do volume. Custos operacionais mais elevados, impulsionados pela alta dos preços dos combustíveis decorrente do conflito no Oriente Médio.
— O comércio entre Ásia e Europa também apresentou uma recuperação consistente. Além disso, condições de maior restrição entre oferta e demanda elevaram as tarifas de frete, com os serviços em todas as rotas operando em capacidade máxima. À medida que a demanda geral por carga ganhava força no final do período, a taxa de utilização melhorou com o estreitamento do equilíbrio entre oferta e demanda—disse a ONE.
Refletindo o recente aumento nas tarifas de frete e a forte demanda por transporte de cargas, a projeção de resultados para o ano completo foi elevada de US$ 300 milhões para US$ 900 milhões, apoiado pelo fortalecimento da demanda e pela evolução positiva das taxas de frete observada desde o primeiro trimestre.
— As tarifas de frete no mercado spot mantêm trajetória de alta desde o primeiro trimestre. Sustentados pela sólida demanda por cargas, espera-se que os níveis mais elevados de tarifas persistam, particularmente ao longo do segundo trimestre, em diversas rotas comerciais. Apesar do ajuste em nossa perspectiva para o segundo semestre — motivado pelos custos mais altos de combustível —, a projeção de lucro para o primeiro semestre foi substancialmente revisada para cima em relação à estimativa anterior — conclui a ONE.