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01/08/2026

Rosatom projeta receita de US$ 43,2 bilhões em 2026

E mantém investimentos acima de US$ 11,4 bilhões no ano. Plano combina crescimento de novos negócios, aumento de produtividade, redução de custos e avanço de projetos nucleares e logísticos.

A Rosatom prevê alcançar uma receita consolidada de aproximadamente US$ 43,2 bilhões em 2026, impulsionada pelo desempenho de novos produtos, pelas operações internacionais e pela ampliação de seus negócios nos setores nuclear, tecnológico e logístico. Em 2025, a receita da parte aberta das operações da corporação chegou a cerca de US$ 42,3 bilhões.

As projeções foram apresentadas pelo diretor-geral da Rosatom, Alexey Likhachev, durante encontro realizado com funcionários da administração central da companhia. Segundo ele, a receita proveniente de novos produtos deverá atingir aproximadamente US$ 20,3 bilhões até o fim deste ano. A receita obtida no exterior também está acima das metas estabelecidas para 2026.

Para 2028, a Rosatom pretende elevar sua receita consolidada para cerca de US$ 50,8 bilhões. No mesmo período, os negócios relacionados a novos produtos, que incluem projetos voltados à soberania tecnológica e atividades não nucleares, deverão crescer cerca de 50%, alcançando aproximadamente US$ 28 bilhões.

O plano de crescimento será acompanhado por medidas de controle de custos e aumento de eficiência. A companhia estabeleceu como meta elevar a produtividade em 12% ao ano, permitindo um crescimento salarial anual de 10%. A rentabilidade dos negócios deverá avançar 20% por ano.

Em 2026, a Rosatom planeja reduzir seus custos em 5%. Até 2028, a diminuição acumulada deverá superar 10% em comparação com os níveis registrados em 2025. Para coordenar esse processo, a corporação criou um comitê de eficiência e estruturou programas setoriais de otimização de despesas, incluindo um planejamento com horizonte de três anos.

Investimentos — Apesar do cenário econômico desafiador e da revisão de parte de seu portfólio, a Rosatom manterá em 2026 um programa de investimentos superior a US$ 11,4 bilhões, um dos maiores entre as empresas russas. A estratégia prioriza projetos capazes de produzir melhores resultados financeiros até 2030, sem comprometer o cumprimento das atribuições públicas da corporação.

Algumas iniciativas foram canceladas ou tiveram seus cronogramas adiados. O objetivo, segundo Likhachev, é aumentar o volume de receita e lucro gerado por cada dólar investido. Em 2025, os investimentos da Rosatom somaram aproximadamente US$ 21,1 bilhões, ante cerca de US$ 18,5 bilhões em 2024.

Na área de energia nuclear, a Rosatom mantém projetos para a construção de 18 unidades geradoras distribuídas por nove localidades da Rússia, em diferentes etapas de implementação. O conjunto representa aproximadamente metade das novas unidades previstas no planejamento de expansão do sistema elétrico do país.

Entre as prioridades está a preparação para o início da concretagem de três projetos em 2027. As obras incluem uma nova usina na região de Primorye, equipada com reatores VVER-1000, uma unidade com o reator rápido BN-1200 na Usina Nuclear de Beloyarsk e a ampliação da Usina Nuclear de Smolensk.

A empresa também trabalha no prolongamento da vida útil das unidades existentes na Usina Nuclear de Kola e na preparação de quatro novos reatores, com capacidade de 600 MW cada. Em 2026, as usinas nucleares operadas pela companhia deverão superar a meta estatal de geração de 214 bilhões de kWh, favorecidas pela entrada de uma nova unidade na Usina Nuclear de Kursk, pela redução do tempo de manutenção e pelo aumento da eficiência operacional.

Rota do Mar do Norte — A expansão da Rosatom também alcança a Rota do Mar do Norte. Até meados de julho, o corredor havia transportado 18,8 milhões de toneladas de carga, aumento de 13,7% em relação ao mesmo período de 2025. A expectativa é alcançar o recorde de 40 milhões de toneladas ao longo deste ano.

Desde janeiro, a Rosatom atua como operadora marítima única do sistema de abastecimento das regiões do norte da Rússia. Em 2026, as operações atendem Chukotka, Yakutia e o território de Khabarovsk.

No início do ano, o quebra-gelo nuclear Sibir apoiou a movimentação de mais de 8 milhões de toneladas de petróleo e derivados nas proximidades do porto de Primorsk, além de acompanhar a passagem de 165 embarcações de grande porte. A Fesco, companhia logística controlada pela Rosatom, também inaugurou novas rotas internacionais para Arábia Saudita, Tanzânia e Camboja.

A combinação entre disciplina de investimentos, ampliação dos negócios tecnológicos, expansão nuclear e desenvolvimento logístico sustenta a meta da Rosatom de preservar seus principais projetos de crescimento, mesmo diante de maiores restrições econômicas e financeiras.