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31/07/2026

Motiva registra lucro líquido de R$ 1,413 bilhão no 2T26

Alta de 57,5% ante o mesmo período em 2025, e mantém trajetória de crescimento. Sólido desempenho de tráfego em rodovias e impacto das novas concessões Minas – SP, Motiva Sorocabana e Motiva Paraná impulsionaram os resultados. Otimização de portfólio, controle de custos e desempenho das novas concessões impulsionaram resultado do trimestre da companhia, que registra trajetória constante de crescimento.

A Motiva, maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, encerrou o segundo trimestre de 2026 consolidando a trajetória consistente de expansão em suas operações. A companhia registrou um crescimento de 57,5% no lucro líquido societário frente ao mesmo período do ano passado, passando de R$ 897 milhões para R$ 1,413 bilhão. O resultado reflete o sólido desempenho de tráfego nas rodovias operadas pela Motiva e o impacto positivo gerado pelas novas concessões Motiva Minas – SP, Motiva Paraná e Motiva Sorocabana, o que demonstra os benefícios da estratégia da seletividade e disciplina na alocação do capital.

Os novos resultados reforçam a tendência de evolução operacional observada ao longo dos últimos trimestres, beneficiada pelo início da operação da Motiva Minas_SP, que em abril deste ano assumiu a gestão da Fernão Dias, e pelo início da cobrança de pedágio nas concessões rodoviárias da Motiva Paraná, Motiva Sorocabana e RioSP. Fruto disso, o Ebitda Ajustado da Motiva aumentou 30,1% entre o segundo trimestre de 2026 e igual período de 2025, para R$ 2,37 bilhões, com destaque para a contribuição de R$ 370 milhões das concessionárias Minas_SP, Paraná, Motiva Pantanal e Sorocabana. Nesse período, a Companhia registrou forte alta na margem Ebitda, de 4,7 pontos porcentuais, passando de 60,6% para 65,3%.

A receita líquida Ajustada cresceu 20,8% no mesmo intervalo de comparação, de R$ 3,006 bilhões para R$ 3,63 bilhões. Além de impulsionada pelos fatores mencionados, o indicador também foi impactado positivamente pelo sólido desempenho operacional nas plataformas de Rodovias e Trilhos e por reajustes tarifários.

—Os resultados do trimestre mostram que a Motiva segue evoluindo de forma consistente em sua estratégia, capturando os benefícios da otimização do portfólio e do crescimento seletivo. Com o início das novas concessões rodoviárias, fortalecemos as nossas operações no País. Esses avanços refletem um modelo de negócio resiliente, baseado em excelência operacional, disciplina financeira e no rigor na execução da nossa estratégia —diz o CEO da Motiva, Miguel Setas.

A receita e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês)reportados no segundo trimestre de 2026 não contabilizam os números da plataforma de Aeroportos, tendo em vista o acordo de venda do ativo para o grupo mexicano ASUR, assinado em novembro de 2025. A partir desta data, os valores relacionados à unidade passaram a ser consolidados na linha Resultado das Operações Descontinuadas, com efeito sobre o cálculo do lucro líquido da Companhia.

Excluindo um efeito contábil, sem impacto no caixa da Companhia, relativo à compra vantajosa da Minas-SP no valor aproximado de R$ 750 milhões, a Motiva teve um expressivo crescimento de 67,0% no lucro líquido ajustado entre o segundo trimestre de 2026 e igual período de 2025, passando de R$ 397 milhões para R$ 663 milhões.

Eficiência operacional e alavancagem —Outro indicador que evidencia a evolução da companhia em seus resultados foi a melhora, em mais um trimestre, da sua eficiência operacional. Desconsiderando a plataforma de Aeroportos, a relação OPEX (caixa)/receita líquida ajustada atingiu 34,1% nos últimos doze meses, uma redução de 3,7 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre de 2025, que foi de 37,8%. O avanço no indicador reflete a disciplina da Motiva na gestão de custos, captura de sinergias e a otimização do portfólio de ativos.

Em relação ao endividamento, apesar da execução de um alto volume de investimentos, a Motiva fechou o trimestre com a alavancagem ajustada de 3,7 vezes, 0,1 vez acima do patamar verificado ao final do primeiro trimestre de 2026, refletindo a contribuição de caixa das novas concessões e a otimização do portfólio. Além disso, a Companhia tem 42% do seu volume de dívidas vencendo a partir de 2033, alta de 2 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior. O prazo médio do endividamento (duration) alcançou 5,1 anos.

Sólido desempenho operacional — A plataforma de rodovias da Motiva teve um novo trimestre de forte desempenho operacional. Em bases comparáveis, ou seja, excluindo as novas concessões Motiva Paraná, Motiva Sorocabana (SP) e Motiva Minas_SP e a encerrada ViaOeste (SP), a plataforma de Rodovias teve um aumento de 3,8% na demanda na comparação com igual período de 2025, para 246,4 milhões veículos equivalentes. Considerando todas as concessões, a expansão foi de 43,6%, para 363,0 milhões. Destaque para o robusto crescimento, de 13,5%, no tráfego da RioSP, que opera a Rodovia Presidente Dutra, com o fim das obras em Guarulhos (SP).

Na plataforma de Trilhos, houve aumento de 1,8% no volume de clientes transportados, para 192,3 milhões de pessoas. O desempenho foi beneficiado pela expansão de 3,6% na ViaMobilidade – Linhas 8 e 9 e de 2,9% na ViaMobilidade – Linha 5. Os números refletem a conclusão da reforma da estação Santo Amaro e a implantação da estação Varginha, na Linha 9 – Esmeralda, que ampliou o acesso ao transporte público para os moradores da região sul da capital paulista.

Expansão dos investimentos no segundo trimestre de 2026 — A expansão do portfólio de ativos da plataforma de Rodovias segue impulsionando o nível de investimentos da Motiva. No segundo trimestre de 2026, a Companhia executou um Capex de R$ 1,83 bilhão em suas concessões de rodovias e trilhos, crescimento de 13,2% na comparação com o R$ 1,62 bilhão apurado em igual intervalo de 2025. No acumulado do primeiro semestre de 2026 frente ao mesmo período de 2025, a alta foi de 16,7%, para R$ 3,304 bilhões.

No segundo trimestre de 2026, foram aplicados R$ 1,64 bilhão em obras de rodovias, com destaque para a ampliação de capacidade das vias em regiões rurais de São Paulo e Rio de Janeiro, além dos avanços nos trabalhos na Serra das Araras, cuja execução superou 75% do cronograma físico. No Paraná, houve investimento na restauração de pavimento ao longo da malha. No Rio Grande do Sul, houve desembolsos para intervenções nas pistas e marginais, além de duplicações em trechos da BR-101, BR-290 e BR-386. No Mato Grosso do Sul, os aportes estiveram relacionados a desapropriações, implantação e duplicações de vias.

Em Trilhos, a companhia executou R$ 175 milhões, em especial em obras realizadas pela ViaMobilidade nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda (SP) para a implantação e revitalização de rede de energia, cabines e subestações elétricas e adequações de espaços comerciais.

Expansão do portfólio e avanços regulatórios — O trimestre também foi marcado por importantes marcos estratégicos na trajetória de crescimento da Companhia. Em 02 de abril, a Motiva iniciou a operação da rodovia Fernão Dias, que conecta a cidade de São Paulo com Belo Horizonte, incorporando um dos principais eixos logísticos do Brasil ao seu portfólio de ativos.

Na agenda regulatória, a Companhia assinou o 26º Termo Aditivo da Renovias, que reconheceu um saldo de R$ 75 milhões, reforçando o equilíbrio econômico-financeiro do contrato. Também foi celebrado o 11º Termo Aditivo da ViaQuatro, viabilizando cerca de R$ 676 milhões em novos investimentos em sinalização, que serão reequilibrados por meio de aporte de recursos. O aporte faz parte das obras de expansão da Linha 4- Amarela até Taboão da Serra (SP).

Motiva — Maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, atua nas plataformas de Rodovias, Trilhos e Aeroportos. São 37 ativos, em 13 estados brasileiros e 16 mil colaboradores. A Companhia é responsável pela gestão e manutenção de 5.044 quilômetros de rodovias, realizando cerca de 3,6 mil atendimentos diariamente. Em Trilhos, por meio da gestão de metrôs, trens e VLT, transporta anualmente 750 milhões de passageiros. Em Aeroportos, com 17 unidades no Brasil e três no exterior, atende aproximadamente 45 milhões de clientes anualmente. Foi a primeira empresa a abrir capital no Novo Mercado da B3 e compõe há 15 anos o hall de sustentabilidade da B3.