Queda de 35% na comparação com o segundo trimestre de 2025. O Ebitda proforma atinge US$ 4,1 bilhões,, alta de 19% comparado ao mesmo período em 2025. A companhia alcançou seu maior resultado de produção para um segundo trimestre no minério de ferro desde 2018, no cobre desde 2017 e no níquel desde 2020. A Vale anuncia pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio no valor de US$ 1,7 bilhão e lança novo programa de recompra de ações. A Empresa inicia a operação do projeto que vai adicionar mais 20 Mt de minério de ferro em Serra Sul, Carajás (PA), contribuindo para o aumento de volumes e a diluição de custos fixos.
A mineradora brasileira Vale divulgou no dia 30 de julho (quinta-feira), o resultado do segundo trimestre de 2026, em que registrou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês)proforma de US$ 4,1 bilhões, alta de 19% na comparação ano/ano, impulsionada pelo aumento dos volumes de vendas e pela realização de preços em todos os negócios. O Ebitda proforma é o principal indicador de performance da empresa e exclui itens não-recorrentes, além de efeitos relacionados a Brumadinho e à descaracterização de barragens.
A companhia também fez importantes avanços nos projetos no sudeste do Pará: teve início a operação do Serra Sul +20, que, junto ao projeto Britador de Compactos, adicionará 20 milhões de toneladas de capacidade de produção ao S11D, a operação de minério de ferro mais competitiva da empresa. Já o projeto de cobre Bacaba (50 mil toneladas por ano) teve sua data de início de operação antecipada do primeiro semestre de 2028 para o terceiro trimestre de 2027 e apoiará a meta de dobrar a produção de cobre até 2035.
Vale inicia o comissionamento do projeto Serra Sul +20: a Vale S.A. (“Vale”) anunciou na mesma ocasião, que iniciou o comissionamento do transportador de correia de longa distância (TCLD) do projeto Serra Sul +20 (“Projeto”), marcando o início de seu start-up.
Em conjunto com o projeto Britador de Compactos S11D, cujo start-up está previsto para o quarto trimestre de 2026, o Serra Sul +20 visa adicionar 20 Mtpa de capacidade de produção e aumentar a flexibilidade operacional do S11D, localizada em Canaã dos Carajás, Pará, Brasil.
— O Serra Sul +20 é um projeto estratégico que fortalece ainda mais nossa posição no S11D, uma das operações de minério de ferro mais competitivas da indústria. Também amplia a flexibilidade operacional do negócio de minério de ferro e reforça nossa capacidade de oferecer produtos de alto teor ao mercado. O projeto faz parte do Programa Novo Carajás, que busca sustentar a produção e a expansão da oferta de minério de ferro de alta qualidade e minerais críticos, reforçando o papel do Brasil na transição energética global e gerando valor de longo prazo para a sociedade e nossos stakeholders —destaca Gustavo Pimenta, CEO da Vale.
De acordo com a mineradora, o projeto contempla a expansão da capacidade de mina e usina do S11D por meio de uma série de iniciativas, incluindo a duplicação do transportador de correia de longa distância, o desenvolvimento de novas áreas de lavra, a instalação de um novo sistema de britagem semimóvel e a implementação de linhas adicionais de processamento na usina. O projeto recebeu a licença de operação para as atividades relacionadas à mina em setembro de 2025.
— Em conjunto, os projetos Capanema, VGR1 e Serra Sul +20 representam marcos importantes no plano da Vale de aumentar de forma sustentável sua produção de minério de ferro para aproximadamente 360 Mt em 2030, ao mesmo tempo em que ampliam a flexibilidade de seu portfólio de produtos de minério de ferro— destaca a companhia.

A empresa demonstra, dessa forma, resiliência diante de um cenário global mais desafiador, caracterizado por preços mais elevados do petróleo e maior volatilidade cambial, como comenta o presidente, Gustavo Pimenta: — Entregamos resultados sólidos em todas as nossas áreas de negócio na comparação ano a ano, com o minério de ferro alcançando sua maior produção para um segundo trimestre desde 2018 e o cobre registrando seu melhor desempenho para um segundo trimestre em nove anos. O sólido desempenho refletido no Ebitda e na geração de caixa demonstra a força e a resiliência da Vale em um ambiente global dinâmico, apoiados pela alta qualidade dos nossos ativos e pelo nosso compromisso consistente com a excelência operacional e a eficiência. Estou muito confiante no futuro da Vale, à medida que continuamos a operar nossos ativos de forma consistente, investir em projetos de alto retorno e remunerar nossos acionistas, ao mesmo tempo em que criamos valor para a sociedade—.
A alta nas vendas ano/ano no cobre foi de 10% (+9 mil toneladas), com o aumento dos preços realizados chegando a 57%, para US$ 14,1 mil/t. No níquel, as vendas cresceram 7% (+3 mil toneladas) ano/ano e o preço realizado, 14%, para US$ 18,1 mil/t. Já no minério de ferro, a alta nas vendas foi de 3% (+2 milhões de toneladas) e o preço realizado subiu 12%, para US$ 95/t.
Programas de eficiência e o aumento da produção — que dilui custos fixos — ajudaram a minimizar a alta dos custos por fatores externos. O custo caixa C1 — da mina ao porto e excluindo compras de terceiros — aumentou 9% ano/ano, para US$ 24,1/t, e o custo all-in, que inclui frete e outros componentes da cadeia produtiva, teve alta de 18%, para US$ 61,6/t.
Diante da expectativa para o preço do petróleo e para o câmbio no restante do ano, a Vale atualizou sua projeção de custo caixa C1 para uma faixa de US$ 22,5 a 23,5/t, contra US$ 20 a 21,5/t estabelecida anteriormente. A projeção do custo all-in subiu para US$ 58 a 62/t, contra US$ 52 a 56/t na projeção anterior.
Já na unidade de metais básicos, os custos all-in estão em queda. No cobre, caíram US$ 1,7 mil/t ano/ano, para um custo negativo de US$ 300/t; e, no níquel, caíram 17%, para US$ 10,3 mil/t, influenciados principalmente pelo desempenho operacional robusto e pela maior receita de subprodutos. A Vale também decidiu atualizar suas projeções de custos para metais básicos devido à maior eficiência operacional, além da previsão de maiores receitas com subprodutos, como o ouro. As novas projeções são de US$ 0-500/t para o cobre (contra US$ 1-1,5 mil/t anteriormente) e US$ 10-11,5 mil/t para o níquel (contra US$ 12-13,5 mil/t). O sólido desempenho no primeiro semestre também permitiu a atualização do guidance de produção de cobre e níquel, agora em 360-380 mil toneladas (contra 350-380 mil toneladas) e 185-200 mil toneladas (contra 175-200 mil toneladas), respectivamente.
Lucro líquido proforma — A volatilidade do câmbio afetou negativamente o lucro líquido proforma, que caiu 35% na comparação anual, para R$ 7,8 bilhões. Em dólares, o lucro líquido atingiu US$ 1,6 bilhão, retração de 26%. O indicador exclui itens não recorrentes.
Pgamento de dividendos — A Vale anunciou o pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio no valor total de US$ 1,7 bilhão, referente ao resultado do primeiro semestre, a ser pago em setembro. Também foi lançado um novo programa de recompra de ações, limitado a um máximo de 100 milhões de ações. No segundo trimestre, foram recompradas cerca de 8,77 milhões de ações, no valor total de US$ 140 milhões, como parte do programa anunciado em fevereiro de 2025.
A Vale S.A (“Vale” ou a “Companhia”) informou que o Conselho de Administração aprovou, na presente data a distribuição de remuneração aos acionistas no valor total bruto de R$ 2,030721898 por ação ordinária e por ação preferencial da classe especial de emissão da Vale³ (“ação”), dos quais R$ 1,568705805 serão distribuídos sob a forma de juros sobre o capital próprio e R$ 0,462016093 serão distribuídos sob a forma de dividendos.
Remuneração aos detentores de ações: Farão jus ao recebimento da remuneração os detentores de ações de emissão da Vale no encerramento dos negócios da B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão (“B3”) no dia 11 de agosto de 2026. As ações da Vale serão negociadas ex-dividendo na B3 a partir de 12 de agosto de 2026 (inclusive). O pagamento aos detentores de ações será realizado em 2 de setembro de 2026
Remuneração aos titulares de ADRs: Farão jus ao recebimento da remuneração os detentores de American Depositary Receipts (“ADRs”) negociados na New York Stock Exchange (“Nyse”), na record date de 13 de agosto de 2026. Os ADRs da Vale serão negociados ex-dividendo na Nyse a partir de 13 de agosto de 2026 (inclusive). O pagamento aos detentores de ADRs será realizado em 10 de setembro de 2026 por meio do agente depositário dos ADRs da Vale.
Os juros sobre o capital próprio e os dividendos foram declarados com base no balanço de 30 de junho de 2026 e referem-se à antecipação do resultado do exercício de 2026 ou à utilização do saldo de reservas de lucros, refletindo a remuneração mínima prevista na Política de Remuneração aos Acionistas.
E avisa que o valor por ação a ser pago pode sofrer pequena variação até as datas de corte em decorrência do programa de recompra de ações em curso e, portanto, do potencial incremento do número de ações em tesouraria. Sendo o caso, a companhia divulgará um Aviso aos Acionistas informando o valor final por ação.
O fluxo de caixa livre recorrente fechou o trimestre em US$ 1,5 bilhão, alta de US$ 497 milhões ano/ano, influenciado pelo maior Ebitda proforma — o que também favoreceu uma queda na dívida líquida expandida. No final do segundo trimestre, esse indicador ficou em US$ 16,7 bilhões, recuo de US$ 1,1 bilhão em relação ao trimestre anterior, mais próximo do centro da meta de US$ 15 bilhões a US$ 20 bilhões estipulada pela companhia.
Vale anuncia novo programa de recompra de ações — A Vale S.A (“Vale” ou a “Companhia”) informou ainda que seu Conselho de Administração aprovou, hoje, um novo programa para a aquisição de até 100 milhões de ações ordinárias¹ em um prazo de 18 meses, contados a partir da presente data² (“novo programa de recompra de ações”), representando cerca de 2,3% do número de ações em circulação³.
A aprovação do novo programa de recompra de ações demonstra a contínua confiança dos administradores nas perspectivas de negócio da Vale, a disciplina da administração na alocação de capital e o compromisso com a criação e o compartilhamento de valor com os acionistas da Companhia. A decisão ponderou a proximidade do término do programa de recompra em curso, por meio do qual a Vale recomprou aproximadamente 14 milhões de ações até o momento.
— O novo programa de recompra de ações foi aprovado em conformidade com a regulação do mercado de capitais brasileiro e será implementado nas bolsas de valores a preços de mercado. Informações adicionais podem ser obtidas no Anexo G da Resolução CVM nº 80/2022, disponível na Comissão de Valores Mobiliários — conclui Marcelo Feriozzi Bacci vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investimentos.