Unidade reúne operações ferroviárias e rodoviárias e fortalece o transporte de cargas em operações de importação, exportação e mercado interno.
Em 2026, o terminal multimodal da Brado Logística, em Sumaré (SP), completa dez anos de operação. Com 250 mil m² de área e 167 colaboradores, entre próprios e terceiros, a unidade se consolidou como uma das principais estruturas da companhia e desempenha papel estratégico na movimentação de cargas de importação, exportação e mercado interno. Além de conectar São Paulo a diferentes regiões do país, o terminal também recebe insumos destinados à indústria local.
Somente em 2025, a unidade movimentou cerca de 50 mil contêineres, com destaque para cargas de bens de consumo, milho e insumos agrícolas, como defensivos e fertilizantes. Já no primeiro trimestre de 2026, o volume chegou a 15 mil contêineres, reforçando o ritmo da operação. À frente do terminal há seis anos, o gerente Laion Suprano acompanhou de perto parte importante da evolução do local e destaca o papel da estrutura para a cadeia logística nacional.
—O terminal de Sumaré ocupa uma posição estratégica dentro da malha logística brasileira. A operação conecta o interior de São Paulo, Centro-Oeste e Norte do país ao Porto de Santos, integrando ferrovia e rodovia por meio de corredores importantes como as rodovias Anhanguera, Bandeirantes e Dom Pedro. Isso permite atender, de forma eficiente, diferentes fluxos de exportação —afirma.
A unidade conta com conexão ferroviária para diferentes estados brasileiros. Uma das principais rotas liga Sumaré a Rondonópolis (MT), com foco no transporte de produtos do agronegócio e bens de consumo. Nessa operação, além do carregamento em vagões long stack, a Brado utiliza vagões double stack, modelo em que duas unidades são empilhadas verticalmente em vagões especiais, ampliando a capacidade de transporte. No consolidado das operações da empresa no terminal, 85% do volume transportado é realizado com double stack.
Outra rota estratégica é a ligação com o Maranhão, voltada ao escoamento de bens industriais, produtos de consumo e itens do setor moveleiro. Inaugurada oficialmente em dezembro de 2025, a operação é considerada a maior rota ferroviária em funcionamento no país para transporte de contêineres, com cerca de 2,7 mil quilômetros de extensão. Desenvolvida em parceria com a Rumo e a VLI, a conexão integra as regiões Sudeste, Norte e Nordeste.
Além das operações ferroviárias, o terminal também é peça-chave no Projeto Carrossel, iniciativa voltada à otimização do transporte rodoviário. Na prática, caminhões que realizam entregas de cargas importadas deixam de retornar vazios ao Porto de Santos e passam a transportar cargas de exportação da Brado a partir de Sumaré. A estratégia reduz deslocamentos ociosos, melhora a ocupação dos veículos e contribui para ganhos de eficiência e competitividade.
—Quando conseguimos integrar melhor os fluxos rodoviários e ferroviários, reduzimos desperdícios operacionais e tornamos toda a cadeia mais previsível. Essa inteligência logística gera ganhos não apenas para a Brado, mas também para clientes que dependem de maior agilidade e previsibilidade no transporte —complementa Suprano.
Ao longo da última década, a unidade passou por diferentes etapas de modernização e, mais recentemente, recebeu novos investimentos voltados à eficiência operacional e segurança. Entre as novidades está a aquisição de dois pórticos Rubber Tired Gantry (RTG), equipamentos sobre pneus com tecnologia de operação remota diretamente da sala de controle. Responsáveis pela movimentação de contêineres entre pátio e trem, os novos RTGs foram projetados para elevar produtividade, segurança e sustentabilidade. A instalação teve início em abril e deve ser concluída até setembro.
Até então, o terminal operava com reach stackers, equipamentos com capacidade média de cerca de 12 movimentos por hora. Com a chegada dos novos aparelhos, o empilhamento aumenta de cinco para seis unidades e a produtividade praticamente dobra, alcançando aproximadamente 22 movimentos por hora.
Os novos equipamentos também incorporam sensores anticolisão, sistemas automáticos de parada em caso de obstáculos e câmeras de monitoramento com leitura de ambiente, peso e altura dos cabos de aço, reforçando o controle operacional e a segurança no terminal.
—Para os próximos anos, o terminal de Sumaré seguirá entre as prioridades da Brado. Já temos investido de forma consistente na unidade e a tendência é ampliar esse movimento, especialmente em infraestrutura e no desenvolvimento das operações ferroviárias e rodoviárias que compõem o terminal —ressalta o gerente do terminal.
Brado — A Brado é referência nacional em serviços de logística multimodal. Tem estrutura própria composta por 33 locomotivas, cerca de 4,7 mil contêineres e mais de dois mil vagões, equipamentos, armazéns e terminais, complementadas por meio de parcerias estratégicas nos principais centros de consumo do país. Com atuação cada vez mais adaptada às necessidades do mercado de importação, exportação e mercado interno, a empresa preza pela excelência na movimentação de contêineres no Brasil, focada na integração multimodal.