O desempenho da automação depende diretamente da qualidade da base estrutural do armazém.
A automação logística avança com rapidez no Brasil, impulsionada pela busca por produtividade, previsibilidade e eficiência operacional. Mas, para Flávio Piccinin, diretor executivo da ISMA, especialista em sistemas de armazenagem intralogística, ainda há um erro recorrente em muitos projetos: concentrar a atenção apenas em robôs, softwares e equipamentos, sem avaliar com o mesmo rigor a infraestrutura física que sustenta toda a operação.
Piccinin reforça que o desempenho da automação depende diretamente da qualidade da base estrutural do armazém. “A tecnologia chama mais atenção porque é a parte visível do investimento. Mas, na prática, o que define o sucesso da operação é o quanto piso, estrutura, carga e movimentação estão preparados para funcionar com precisão”, afirma.
Cinco pontos que devem entrar no radar de empresas que já estão automatizando suas operações ou estudam esse caminho:
Avaliar se a estrutura atual está preparada para automação — Antes de investir em sistemas automatizados, é essencial verificar se a estrutura existente comporta esse novo nível de exigência técnica. Nem toda operação que hoje funciona bem com empilhadeiras ou movimentação manual está automaticamente apta a receber transelevadores, shuttles ou outros recursos automatizados.
Segundo a ISMA, essa análise precisa considerar critérios de projeto, fabricação, montagem e compatibilidade com os equipamentos que serão utilizados. Uma estrutura inadequada pode comprometer desde a estabilidade da operação até a performance final do sistema.
Entender que automação não elimina a importância da infraestrutura física — Quanto mais automatizada a operação, maior tende a ser a dependência de precisão estrutural. Isso acontece porque sistemas automáticos operam com baixa tolerância a desvios. Se a base física não estiver alinhada, nivelada e dentro dos parâmetros exigidos, o fluxo pode ser interrompido, gerando erros operacionais e perda de produtividade.
Considerar que pequenos desvios podem gerar grandes gargalos — Em operações manuais, muitas irregularidades acabam sendo compensadas pela experiência dos operadores. Já em ambientes automatizados, a lógica é diferente: a máquina não improvisa, não corrige exceções e não “procura” a carga fora da posição esperada. Em projetos de alta performance, detalhes milimétricos deixam de ser periféricos e passam a ser críticos.
Tratar a estrutura como ativo estratégico, e não como item secundário — Estruturas de armazenagem precisam deixar de ser vistas apenas como suporte físico ou componente acessório da operação. Em muitos projetos automatizados, elas passam a integrar diretamente o funcionamento do sistema e, em alguns casos, também servem de apoio para equipamentos e soluções de movimentação.
Essa mudança exige uma visão mais estratégica da armazenagem, conectando engenharia estrutural, segurança, throughput, durabilidade e continuidade operacional. Quando a estrutura é tratada como ativo, a empresa reduz risco e melhora previsibilidade.
Planejar manutenção e conservação desde o início —Outro ponto frequentemente subestimado é a necessidade de conservação da infraestrutura ao longo do tempo. A precisão exigida por sistemas automatizados não depende apenas de uma implantação correta, mas também da capacidade de manter essa condição durante a operação.
Isso inclui monitorar possíveis alterações causadas por uso contínuo, impactos, desgaste e até recalques do piso. Sem manutenção preventiva e acompanhamento técnico, o desempenho do sistema tende a se degradar, mesmo quando o investimento inicial foi bem executado.

Para Flávio Piccinin, empresas que pretendem automatizar suas operações precisam ampliar o olhar sobre o projeto logístico. —Automação não é só software, robótica e velocidade. É também base física, estabilidade e precisão. Se a infraestrutura não estiver à altura, o investimento perde eficiência e a operação fica mais vulnerável —diz.
Ele reforça que, em sistemas de alta performance, a tolerância ao erro tende a zero. —A automação não perdoa aquilo que o olho humano costumava ignorar. Por isso, quem está investindo nessa direção precisa tratar piso, estrutura e unidade de carga com a mesma seriedade com que escolhe a tecnologia—complementa.
A ISMA é especializada em soluções para armazenagem intralogística e atua no desenvolvimento, fabricação, entrega, montagem e serviços técnicos relacionados a estruturas de armazenagem.
ISMA — Fundada em 1970 em Mogi Mirim (SP), a ISMA consolidou, ao longo de 56 anos, sua posição como potência nacional em soluções para armazenagem intralogística. Com um parque fabril tecnológico de 34.000 m² e uma equipe de 330 colaboradores, a empresa atende a gigantes da indústria e setores estratégicos, como operadores logísticos e e-commerce, diferenciando-se pelo rigor técnico e pela segurança de suas entregas.
Seu portfólio abrangente contempla desde sistemas de alta densidade — como porta-paletes, dinâmicos e mezaninos — até serviços especializados de engenharia, inspeção e retrofit. Desenvolvidos com matéria-prima certificada e acabamentos de alta resistência, seus produtos são projetados para otimizar espaços e garantir durabilidade. Além da liderança em sistemas de armazenagem, a ISMA oferece uma linha complementar de móveis corporativos em aço e sistemas deslizantes, e atua ativamente na segurança operacional de seus clientes por meio de inspeções e treinamentos técnicos.
O diferencial estratégico da ISMA reside em projetos alinhados à Indústria 4.0 e ao estrito cumprimento normativo, assegurado pela certificação ISO 9001:2015 e pela garantia de responsabilidade técnica (ART) em todos os serviços. Com uma cultura enraizada no ESG e na inovação contínua, a marca vai além da fabricação de estruturas: ela projeta a inteligência logística necessária para otimizar fluxos e reduzir custos, posicionando-se como uma referência indispensável para o mercado brasileiro de negócios e logística. | https://isma.com.br