O órgão antitruste do Brasil, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), aprovou a fusão proposta entre a Saipem e a Subsea 7 sem restrições.
A superintendência-geral do CADE aprovou a combinação de duas das maiores empresas mundiais de engenharia e instalação offshore em uma nova entidade a ser chamada de Saipem7.
O Morgan Stanley elegeu a Subsea 7 como seu novo Top Pick em serviços de energia na Europa, substituindo a SBM Offshore NV, após classificar a aprovação do Cade como —o maior obstáculo individual para a conclusão do negócio—.
A decisão ainda pode ser contestada por opositores, incluindo ExxonMobil, Petrobras e TotalEnergies, que argumentaram que a empresa resultante da fusão poderia impor custos mais elevados e pressionar clientes a assinar contratos exclusivos de longo prazo.
Separadamente, a Saipem informou que concordou em vender suas operações de perfuração em águas rasas na Arábia Saudita para a ADES por US$ 285 milhões em dinheiro, à medida que a contratante italiana busca concentrar-se na perfuração offshore em águas profundas e em ambientes severos.
A unidade desinvestida opera cinco plataformas jack-up e registrou receitas de aproximadamente US$ 170 milhões em 2025. A conclusão do negócio está prevista para o terceiro trimestre de 2026, sujeita a aprovações regulatórias.