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24/06/2026

Greenline Carbonsat é convidada pelo SBCE para integrar o comitê técnico

A multinacional brasileira do segmento de créditos de carbon será responsável por definir critérios de integridade para ativos ambientais. As diretrizes discutidas pelo grupo deverão impactar setores como energia, indústria e transporte para economia de baixo carbono.

A Greenline Carbonsat, multinacional brasileira pioneira em tecnologia geoespacial e auditoria de ativos ambientais, passa a integrar oficialmente a construção do mercado regulado de carbono no país. A companhia foi convidada a fazer parte do Grupo de Trabalho Temático sobre Metodologias de Efeito Estufa (GTT Metodologias), braço estratégico do Comitê Técnico Consultivo Permanente do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (CTCP/SBCE), cujas definições deverão influenciar diretamente setores como energia, indústria e transporte.

Instituído nos termos da Resolução CTCP/SBCE nº 2, de 11 de maio de 2026, o GTT Metodologias tem o papel crucial de subsidiar tecnicamente o comitê em decisões de alta complexidade: o credenciamento e descredenciamento de metodologias para a geração de Certificados de Redução ou Remoção Verificada de Emissões (CRVE). Na prática, o grupo dita os critérios de integridade ambiental, permanência, gestão de riscos e salvaguardas socioambientais que vão governar o mercado regulado brasileiro.

O convite do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), cuja governança está atrelada ao Ministério da Fazenda, valida a maturidade científica e o nível profissional da Greenline em um momento em que o ecossistema global exige o máximo de transparência contra o greenwashing. A empresa levará para o comitê sua experiência em assegurar que os créditos transacionados tenham lastro real e mensurável.

Ciência de dados contra as extrapolações do mercado —A contribuição da Greenline ao SBCE se apoia em uma virada de chave tecnológica. Enquanto as metodologias tradicionais aplicam o método convencional de inventário florestal e amostragens físicas locais sujeitas a margens de erro e extrapolações estatísticas, a Greenline aplica inteligência artificial e dados satelitais multiespectrais, hiperespectrais, micro-ondas e Bandas P, das principais agências espaciais globais, para monitorar, relatar e verificar a totalidade das áreas de preservação em tempo real. A fusão entre tecnologia geoespacial e biometria florestal multidimensional GLVCI (Greenline Vegetation Carbon Index) garante precisão cirúrgica aos dados de biomassa e captura de CO₂.

Para Lucio Lopez, presidente da Greenline, o convite reflete a urgência de estabelecer parâmetros técnicos de excelência para que o Brasil lidere a economia de baixo carbono com credibilidade internacional.

— Recebemos esse convite com grande responsabilidade e senso de propósito. A construção de um mercado regulado sólido depende de colaboração e alinhamento às melhores práticas globais. Contribuir tecnicamente com o SBCE é o reconhecimento do trabalho que a Greenline desenvolve e uma oportunidade de apoiar o Brasil na consolidação de um mercado de carbono rastreável, seguro e altamente atrativo para o capital estrangeiro —destaca Lopez.

Com a participação ativa no GTT, a Greenline se posiciona não apenas como uma provedora de soluções, mas como um ator estratégico na formulação das diretrizes que desenharão a governança climática e a negociação de ativos ambientais no Brasil nos próximos anos.

Greenline — A Greenline é uma multinacional brasileira pioneira no desenvolvimento de tecnologias geoespaciais voltadas para a geração e auditoria de créditos de carbono de alta integridade. Operando com monitoramento via satélite integrado a sistemas de biometria florestal, a empresa provê soluções ambientais transparentes e rastreáveis para mais de 100 projetos globais, conectando o setor corporativo à economia de baixo carbono.