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20/05/2026

Aura destina US$ 174,7 milhões a fornecedores locais e reforça modelo de mineração sustentável nas Américas

Companhia transforma esgoto tratado em água para mineração no semiárido brasileiro, reaproveita resíduos minerais na agricultura, amplia uso de inteligência artificial nas operações e desenvolve projeto de vinhos em área minerada em Honduras.

Transformar esgoto da cidade vizinha em água para produção de ouro no semiárido brasileiro, reaproveitar resíduos da mineração em insumos agrícolas e criar novas alternativas econômicas em regiões de pós-mineração estão entre os principais destaques da estratégia de sustentabilidade da Aura nas Américas.

Segundo relatório divulgado pela companhia no dia 19 de maio (terça-feira), a Aura destinou US$ 174,7 milhões a fornecedores locais em 2025, o equivalente a 43% do total de compras realizadas por suas unidades no período. Além disso, cerca de 67% dos colaboradores foram contratados localmente. A empresa também registrou zero acidentes com afastamento em suas operações e ampliou iniciativas ligadas à inovação operacional, inteligência artificial e desenvolvimento territorial.

Isso reflete a Cultura Aura 360, modelo de gestão da companhia baseado em segurança, responsabilidade socioambiental, inovação e desenvolvimento dos territórios onde atua. —Nossa visão de sustentabilidade é clara: a mineração, por atuar em regiões remotas e frequentemente desassistidas, possui uma oportunidade valiosa de gerar impacto positivo real para todos os públicos — comunidades, colaboradores e meio ambiente além da própria empresa— afirma Rodrigo Barbosa, CEO da Aura.

Água de reúso no semiárido — Um dos principais destaques ambientais da Aura está na operação Borborema, no Rio Grande do Norte. A companhia investiu cerca de R$ 45 milhões na construção de uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE). Por meio de uma parceria com a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN), o projeto capta o esgoto doméstico do município de Currais Novos, trata a água e a reutiliza na operação mineral.

O recurso percorre mais de 27 quilômetros até a unidade e é continuamente reutilizado ao longo do processo operacional, reduzindo a pressão sobre recursos hídricos locais e contribuindo para o saneamento urbano da região.

—Em Borborema, nossa visão de sustentabilidade sai do discurso e vira prática. Com a ETE, não competimos com as famílias por água potável em uma região semiárida. Ao transformar o esgoto urbano no motor da nossa operação, promovemos o saneamento básico da cidade, preservamos a hidrologia local e convertemos um antigo passivo sanitário em um ativo produtivo e sustentável —afirma Barbosa.

Pós-mineração e desenvolvimento territorial — Na agenda social, um dos principais destaques do ano foi o avanço do programa Sementes da Esperança, projeto em desenvolvimento pela Aura, por meio da Fundação San Andrés, na região de Copán, em Honduras, para criar alternativas econômicas em regiões inseridas em contexto de pós-mineração.

A iniciativa está transformando áreas anteriormente mineradas em plantações de uvas, com potencial para futura produção de vinhos. Ainda em fase inicial, este projeto piloto tem como objetivo conectar recuperação territorial, geração de renda e desenvolvimento econômico local, demonstrando como é possível criar valor compartilhado a partir da reabilitação de áreas impactadas.

Entre 2024 e 2025, foram plantadas 1.440 videiras em áreas recuperadas, com taxa de sobrevivência de 84%. Inspirada em experiências de diversificação econômica observadas no interior de São Paulo, a iniciativa foi estruturada com base em estudos da própria companhia sobre clima, fertilidade e potencial agrícola local. A expectativa é que, após a fase de testes e maturação, as atividades contribuam para a criação de cerca de 250 empregos diretos e indiretos na região.

Cultivo de videiras em Honduras: —Projetos como o Sementes da Esperança ilustram, mais uma vez, nosso olhar diferente sobre a mineração. Enxergamos uma oportunidade incrível de levar uma tecnologia comprovada no Brasil para regiões carentes de alternativas econômicas. Neste projeto piloto, estamos testando o potencial de converter áreas anteriormente mineradas em cultivos de alto valor agregado, como o da uva para produção de vinhos de alta qualidade, criando desenvolvimento sustentável e um legado duradouro para a região —afirma Barbosa.

A construção de relações de longo prazo com as comunidades também faz parte da estratégia da companhia nos territórios onde atua. Na Guatemala, a Aura dedicou mais de mil horas de mesas de diálogo permanentes com as comunidades — incluindo rotinas semanais, visitas ao local e espaços abertos para esclarecer dúvidas —, a Aura alterou o projeto original para atender não apenas às preocupações locais, mas para ir além. A companhia aprovou investimentos específicos para tratar a água a nível potável, tornando Era Dorada um dos primeiros municípios da Guatemala que terá acesso a água purificada.

Reaproveitamento de resíduos e inovação operacional —Na unidade Almas (TO), a Aura avançou com o Projeto Remineralizador de Solo, iniciativa que transforma o pó de rocha gerado na operação mineral — material que seria destinado à barragem de rejeitos — em insumo agrícola para a remineralização do solo. Testes agronômicos e de segurança alimentar demonstraram potencial promissor para aplicação controlada na agricultura.

Para a empresa, a inovação faz parte do negócio e não se restringe a grandes projetos, estando presente também nas pequenas melhorias que transformam o dia a dia operacional. Em 2025, a companhia registrou 623 ideias por suas equipes, avanço de 30% em relação ao ano anterior. As iniciativas globais de eficiência geraram economia de US$ 45,6 milhões para a empresa.

Em Aranzazu, no México, a companhia ampliou o uso de inteligência artificial e automação no controle do beneficiamento mineral. O projeto Automet, que integrou análise estatística de dados, algoritmos de inteligência artificial e controle avançado de processos, reduziu em aproximadamente 16% os custos de insumos em seis meses, além de gerar ganhos de recuperação metalúrgica de cobre, ouro e prata.

Aura — A Aura é uma empresa focada no desenvolvimento e operação de projetos de ouro e metais básicos nas Américas. A Companhia possui seis minas em operação, incluindo a mina de ouro Minosa, em Honduras, as minas de ouro Apoena, Almas, Borborema e Mineração Serra Grande no Brasil, e a mina de cobre-ouro-prata Aranzazu no México. Além disso, a Companhia possui Era Dorada, um projeto de ouro na Guatemala; e três projetos no Brasil: Matupá, que está em desenvolvimento; São Francisco, que está em cuidado e manutenção; e o projeto de cobre Carajás na região de Carajás, na fase de exploração.