A Tupy (B3: TUPY3) anunciou os resultados do primeiro trimestre de 2026., no dia 14 de maio (quinta-feira) O período foi marcado pela geração de caixa operacional de R$ 198 milhões, recorde da companhia para um primeiro trimestre, um salto de 192% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O desempenho é fruto de uma gestão rigorosa do capital de giro, que reduziu o ciclo de conversão de caixa em 15 dias na comparação anual.
A companhia avançou significativamente na otimização de seu footprint industrial. As iniciativas já geraram benefícios de R$ 22 milhões neste trimestre. A administração projeta ganhos de R$ 100 milhões em 2026 e de R$ 180 milhões anuais a partir de 2027. Esse movimento visa criar uma base operacional mais eficiente, com alocação de produtos de acordo com as características e vocação de cada planta.
A receita líquida totalizou R$ 2,3 bilhões, uma retração de 7% frente ao primeiro trimestre de 2025. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês) ajustado foi de R$ 99 milhões, com margem de 4,3%. O resultado foi impactado principalmente pelo câmbio, tendo a valorização do Real e do Peso Mexicano frente ao Dólar afetando o Ebitda em R$ 95 milhões. A queda nos volumes de vendas e produção teve impacto negativo de R$ 89 milhões. Esses impactos foram parcialmente mitigados por ganhos de eficiência operacional e mix de produtos mais favorável, com efeito positivo de R$ 50 milhões.
A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 94 milhões, decorrente do menor desempenho operacional no período. A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 2,1 bilhões, uma redução de 18% comparada ao primeiro trimestre de 2025. A alavancagem financeira atingiu 4,02x.
A subsidiária MWM demonstrou solidez, com receitas de R$ 630 milhões, um aumento de 8% contra o primeiro trimestre de 2025, representando 27% do faturamento total da Tupy. Além disso, no primeiro trimestre foram entregues 100 caminhões a biometano e GNV para coleta urbana no Rio de Janeiro em parceria com a BMB, unidade de soluções especiais do Grupo Vamos. A MWM também fortaleceu sua parceria tecnológica com a Yuchai, um dos maiores fabricantes de motores do mundo, para escalar soluções sustentáveis ao aplicar motores a biometano e a etanol em diversos segmentos, como veículos de coleta urbana, transporte público, caminhões voltados ao segmento produtor de etanol e biometano, grupos geradores e motores marítimos de grande porte.
Recuperação no mercado americano de caminhões — Outros sinais destacam a recuperação gradual em mercados estratégicos, com reflexos para a Tupy nos próximos trimestres. Na América do Norte, os pedidos de compra de caminhões para as montadoras cresceram 53% no primeiro trimestre de 2026, refletindo a redução de incertezas comerciais e melhores preços de fretes. Já no mercado europeu, as vendas cresceram 10% em relação ao 1T25, impulsionadas por investimentos em infraestrutura e transporte.
Para o restante de 2026, a Tupy estima faturamento superior a R$ 600 milhões proveniente de novos contratos no segmento de veículos comerciais pesados (Classe 8) na América do Norte.
Tupy — Multinacional brasileira de base tecnológica que desenvolve soluções de engenharia aplicadas nos setores de transporte, infraestrutura, agronegócio e geração de energia. Seus produtos e serviços contribuem para a qualidade de vida das pessoas, promovendo acesso à saúde, saneamento básico, água potável, produção e distribuição de alimentos e comércio global, além de viabilizarem a descarbonização viável. Sua produção está concentrada nas fábricas brasileiras, em Betim/MG, Joinville/SC e São Paulo/SP, e no exterior, nas cidades de Aveiro, em Portugal, e em Saltillo e Ramos Arizpe, no México. Além disso, possui escritórios comerciais no Brasil, Alemanha, EUA, Itália e Países Baixos. |www.tupy.com.br