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13/05/2026

ABVTEX repudia decisão do governo pelo fim da tributação de importações de até US$ 50, em nota

—A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) repudia com veemência a decisão do governo federal de extinguir a tributação sobre compras internacionais de até US$ 50, colocando em risco os 18 milhões de empregos gerados pela indústria e varejo nacional.

A medida representa um grave retrocesso econômico e um ataque direto à indústria, ao varejo nacional e aos 18 milhões de empregos gerados no Brasil. Sem isonomia, o setor prevê um cenário alarmante de desindustrialização e fechamento de postos de trabalho, transferindo riqueza brasileira para o exterior.

Ao abrir mão da tributação das plataformas estrangeiras, o governo escolhe penalizar as empresas brasileiras, especialmente as micros e pequenas, que produzem, empregam, investem e sustentam a arrecadação do país. É inadmissível que, enquanto o setor produtivo nacional enfrenta uma das maiores cargas tributárias do mundo, juros elevados, custos operacionais crescentes e um ambiente regulatório extremamente complexo, empresas internacionais continuem recebendo privilégios artificiais para avançar sobre o mercado brasileiro.

A decisão institucionaliza a concorrência desleal e escancara a falta de justiça e compromisso com quem gera desenvolvimento e riqueza dentro do Brasil. O resultado será devastador: menos investimentos, fechamento de empresas, destruição de empregos formais e enfraquecimento da economia nacional.

O país não pode continuar tratando quem produz aqui como inimigo, enquanto concede benefícios a gigantes estrangeiras que não operam sob as mesmas regras tributárias, trabalhistas e conformidade de produto.

É urgente a adoção de medidas compensatórias para evitar o colapso de uma cadeia que sustenta milhões de famílias brasileiras. A ABVTEX seguirá atuando de forma firme e incansável contra qualquer medida que aprofunde a desigualdade competitiva e ameace a sobrevivência dos empregos, da indústria e do varejo nacional.

Para haver consumo é obrigatório ter emprego e renda.

Defender a isonomia tributária é defender empregos, arrecadação, investimentos e o futuro da economia brasileira— conclui a nota da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX).