A produção total de derivados cresceu 6,7% em relação ao quarto trimestre de 2025. O fator de utilização total do parque de refino atingiu o patamar de 95% no período.
A produção média de óleo, LGN e gás natural alcançou a marca recorde de 3,23 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed), no primeiro trimestre de 2026, 3,7% acima do quarto trimestre de 2025, e 16,1% acima do primeiro trimestre de 2025, em função, principalmente, do ramp-up dos FPSOs P-78, no Campo de Búzios, Alexandre de Gusmão, no Campo de Mero, Anna Nery e Anita Garibaldi nos Campos de Marlim e Voador. Contribuíram positivamente, forma relevante, a manutenção da produtividade e da eficiência operacional na produção dos Campos, bem como a redução do volume de perdas associadas a paradas para manutenções, reforçando a maior estabilidade e continuidade das operações. Neste trimestre, entraram em operação dez novos poços produtores, sendo sete na Bacia de Campos e 3 na Bacia de Santos, de acordo com a divulgação do relatório de produção e vendas do primeiro trimestre da companhia no dia 30 de abril (quinta-feira).
Principais eventos de E&P no primeiro trimestre de 2026 —As plataformas do Campo de Búzios alcançaram o recorde de produção diária operada de 1,037 milhão de barris de óleo no dia 20 de março e recorde de exportação de gás de 12,4 milhões de metros cúbicos no dia 25 de março.
A produção do Campo de Mero superou a marca histórica de 700 mil barris de petróleo em um único dia. O resultado foi alcançado pela entrada em operação de mais um poço, interligado ao FPSO Alexandre de Gusmão.
As plataformas da Bacia de Santos alcançaram o recorde diário de exportação de gás de 44,8 milhões de m3 no dia 28 de março.
O fortalecimento da confiabilidade operacional dos sistemas de produção sustentou um elevado patamar de eficiência dos ativos, abrangendo tanto o pré-sal quanto o pós-sal, em linha com o desempenho consistente observado nos últimos trimestres.
A plataforma P-78 que opera no Campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, injetou o primeiro gás no dia 02 de março, no menor tempo de comissionamento do sistema de compressão e injeção de gás já alcançado entre plataformas próprias da Petrobras: 61 dias após o início da sua produção. Com o início da injeção de gás, já foi possível ampliar a produção que atualmente conta com dois poços produtores, totalizando aproximadamente 100 mil barris de óleo por dia.
A operação de ancoragem da plataforma P-79 foi finalizada em 21 de fevereiro, em apenas 12 dias após a sua chegada à locação, o que estabeleceu um novo recorde entre as plataformas próprias da companhia. A P-79, localizada no campo de Búzios, é a oitava unidade do ativo e integra o projeto Búzios 8, com capacidade para processar até 180 mil barris de óleo por dia e comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos de gás. O projeto permitirá exportar gás para o continente, via interligação com o gasoduto Rota 3, com potencial de expansão da oferta de gás no Brasil em até três milhões de metros cúbicos por dia.
A Petrobras atingiu, neste trimestre, diversos recordes de produção de petróleo e gás, dentre os quais vale destacar: . Produção total operada no primeiro trimestre de 2026: 4,65 milhões de boed (recorde anterior de 4,54 milhões de boed no terceiro trimestre de 2025). Produção total própria no primeiro trimestre de 2026: 3,23 milhões de boed (recorde anterior de 3,14 milhões de boed no terceiro trimestre de 2025). Produção total operada no pré-sal no primeiro trimestre de 2026: 4,01 milhões de boed (recorde anterior de 3,90 milhões de boed no quarto trimestre de 2025). Produção total própria no pré-sal no primeiro trimestre de 2026: 2,66 milhões de boed (recorde anterior de 2,56 milhões de boed no terceiro trimestre de 2025).
Destaques do segmento de Refino, Transporte e Comercialização — A Petrobras registrou crescimento de 6,7% na produção total de derivados em relação ao quarto trimestre de 2025, alcançando 1.816 Mbpd. Destaque para a participação de derivados médios (diesel e QAV) e gasolina, que representaram 68% da produção total de derivados no primeiro trimestre de 2026. Ressalta-se ainda que a maior produção possibilitou o aumento das vendas de derivados produzidos, reduzindo as importações. No primeiro trimestre de 2026, a Petrobras teve o menor volume de importação de GLP (26 Mbpd). A conquista se deve à produção do Complexo de Energias Boaventura, que, em conjunto com a maior utilização do parque de refino, tem elevado a oferta total do derivado e contribuído para a redução da dependência do produto importado.
A seguir, os principais eventos de RTC do trimestre: .FUT (Fator de utilização total) do parque de refino: atingiu o patamar de 95%, 6 p.p. acima do quarto trimestre de 2025, demonstrando a alta eficiência operacional das nossas refinarias. Além disso, em março, a Petrobras registrou FUT de 97,4%, maior utilização do parque desde dezembro de 2014.

. A Petrobras registrou recorde de produção de diesel S10 em março, de 512 Mbpd. O Diesel com teor máximo de enxofre de dez partes é um derivado estratégico para a companhia e para o país, por ser menos poluente e ter baixo impacto ambiental. Participação do óleo do pré-sal na carga processada foi de 69%, refletindo nmaior flexibilidade no uso dessas correntes para maximização da produção de derivados de maior valor agregado.
. As vendas de derivados no mercado interno evoluíram de forma consistente no primeiro trimestre de 2026, com alta de 2,9% em comparação ao primeiro trimestre de 2025. Esse resultado demonstra o aumento da competitividade da companhia em mercados estratégicos e sua eficiência operacional frente a um cenário de recuperação da atividade econômica.
. QAV (querosene de aviação): com vendas de 126 Mbpd, registrou alta de 3,3% e de 9,6% em relação ao quarto trimestre de 2025 e ao primeiro trimestre de 2025, respectivamente.
. As exportações de óleo combustível tiveram uma elevação de 3,3% no trimestre. Comercializamos 187 Mbpd no período e alcançaram o melhor desempenho desde o primeiro trimestre de 2022.
. A Petrobras obteve autorização para operação da Unidade de Destilação Atmosférica – UV da RPBC com elevação de capacidade de processamento em 6 Mbpd . A modernização dessa unidade possibilitou, além do incremento de capacidade, o aprimoramento da eficiência operacional, contribuindo para a otimização do desempenho da refinaria.
A Petrobras atingiu alguns recordes de produção, dentre os quais vale destacar.: . Recorde mensal de produção de Diesel S10 em março: Parque de refino -512 Mbpd ; Replan – 139 Mbpd; Rnest -78 Mbpd.
Recorde mensal de produção de Óleo Combustível em janeiro: Refap- 53,6 mil toneladas.
A Petrobras firmou contrato com a Vale para fornecer Diesel S10 (com 15% de biodiesel) em Minas Gerais. O acordo também prevê oportunidades de negócio em baixo carbono. Desde 2023, colaboramos em soluções sustentáveis e, em 2024, iniciamos testes com Diesel R5 (5% de conteúdo renovável, além dos 15% obrigatórios de biodiesel) e bunker com 24% de parcela renovável. A parceria reforça nossa aproximação com consumidores finais.

— Estabelecer esse contato direto permite à companhia conhecer melhor as necessidades dos consumidores e ser mais assertiva na construção de soluções que gerem valor para clientes e sociedade. Ao oferecer combustíveis de alto desempenho e, também, capazes de colaborar com as metas de descarbonização das empresas, aperfeiçoamos estrutura logística e capacidade de produzir para clientes de relevância internacional— destaca Magda Chambriard, presidente da Petrobras.
A Petrobras atingiu alguns recordes na logística de petróleo e derivados, dentre eles: . Escoamento de GLP do Rio de Janeiro: alcançamos a marca de 75,8 mil toneladas de movimentação de GLP pelo Terminal das Ilhas Comprida & Redonda na Baía de Guanabara, em março de 2026. O desempenho é um reflexo direto da instalação dos novos braços de carregamento do terminal, que garantiram com robustez o escoamento das produções das UPGNs da Reduc e do Complexo de Energias Boaventura.
. Movimentação total de diesel e gasolina pelo Osbra: em março de 2026, movimentamos 756 mil metros cúbicos dos derivados pelo Osbra, patamar que normalmente só é atingido durante o segundo semestre do ano. O poliduto Osbra é o principal sistema logístico para suprimento da Petrobras na região Centro-Oeste, bem como garantia de operação plena da Replan a partir do escoamento de sua produção.
. Recorde de movimentação total de derivados por Santos: em março de 2026 movimentamos 879 mil metros cúbicos de derivados pelo Terminal de Santos, a maior movimentação desde o início dos anos 2000. Destaca-se a maximização do escoamento de 402 mil metros cúbicos de óleo combustível, entre Bunker e OCEX (Óleo Combustível de Exportação), que contribuiu para a operação plena das refinarias de São Paulo.
— O sistema de produção da P-78 bateu a marca de mais de 100 mil barris de óleo por dia com apenas dois poços produtores, contribuindo para que o campo de Búzios produza no patamar de um milhão de barris de óleo por dia. Em apenas 61 dias após o primeiro óleo, realizamos a primeira injeção de gás na plataforma, um recorde que supera com boa margem a marca anterior em sistemas próprios. Esse avanço é resultado de planejamento e execução bem-sucedidos, com a nova estratégia de comissionamento antecipado no estaleiro, navegação tripulada do estaleiro de origem até a locação final, integração das equipes e inovação tecnológica, impactando diretamente no ramp-up da unidade — Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação.
Destaques G&EBC — A Petrobras contratou nove usinas do seu parque termelétrico nos Leilões de Reserva de Capacidade – LRCAP de 2026, totalizando cerca de 2,6 GW de potência firme para o Sistema Interligado Nacional (SIN) iniciando no período de 2026 a 2031. O resultado no leilão reflete a competitividade técnica e operacional do nosso parque termelétrico, bem como sua capacidade de garantir disponibilidade ao SIN, reforçando o compromisso da companhia com as necessidades do setor elétrico, no atendimento à população.
—O resultado positivo da participação da companhia no LRCAP de 2026 demonstra a competitividade dos ativos da Petrobras e reforça seu compromisso com a segurança energética do país, a transição energética justa e a geração de valor para seus acionistas, ao mesmo tempo em que a empresa continua avaliando suas estratégias de participação em futuros leilões— Willian França, diretor de Processos Industriais e de Transição Energética e Sustentabilidade.
Emissões Atmosféricas — O acompanhamento dos indicadores de emissões de gases de efeito estufa (GEE) incentiva a adoção de práticas e o desenvolvimento de projetos visando a redução das emissões destes gases pela companhia e a maximização da geração de valor frente aos riscos e oportunidades vinculados à transição energética justa para uma economia de baixo carbono. Emissões de GEE O&G (milhões de toneladas de CO2e): . Primeiro trimestre de 2025: 11,3; Primeiro trimestre de 2026: 12,3 Emissões operacionais de GEE das atividades de óleo e gás.
O indicador GEE — O&G mensura as emissões operacionais das atividades de óleo e gás de forma isolada, sem incluir as emissões oriundas da atuação no mercado de termeletricidade. As emissões de GEE – O&G no primeiro trimestre de 2-26 foram de 12,3 milhões de toneladas, um milhão de toneladas acima do registrado no mesmo período de 2025. O aumento se deve a maior produção de óleo e gás das unidades do segmento de E&P, incluindo o início da operação de novas unidades como a plataforma P-78, além do aumento de carga para produção de derivados nas refinarias.
As exportações líquidas aumentaram 1,3% no primeiro trimestre de 2026 versus o quarto trimeste de 2025 devido, principalmente, às menores importações de diesel, gasolina e GLP, em função do aumento da produção com a maior utilização do parque de refino, além de menores vendas no mercado interno por fatores sazonais. Em contrapartida, observou-se redução das exportações de petróleo, que compensaram parcialmente os efeitos das menores importações, reflexo, em parte, do aumento da produção de derivados, além da existência de exportações em andamento ao final do trimestre, que, por conseguinte, não foram reconhecidas no primeiro trimestre de 2026.
Exportações de Petróleo — Atualmente, a China é o maior país importador de petróleo por via marítima do mundo e se apresenta como destino com a maior capacidade de absorver volumes adicionais de petróleo médio. Com o aumento total das exportações, desde o primeiro trimestre de 2025, a participação da China como destino das exportações de petróleo se tornou ainda mais relevante, em detrimento dos demais destinos, pois possibilitou a colocação de volumes maiores mantendo a competividade da cesta de exportação da Petrobras. Adicionalmente, observa-se um crescimento relevante das exportações para a Índia entre o primeiro trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026. Destaca-se o aumento absoluto de volume, de aproximadamente +56 Mbpd, em um contexto de expansão do volume total exportado pela Petrobras. A Índia, atualmente o segundo maior importador mundial de petróleo transportado por via marítima, consolidou-se como mercado estratégico. Nesse cenário, a Petrobras intensificou seus esforços comerciais, promovendo a renovação de contratos com as estatais Bharat Petroleum Corporation (BPCL) e Hindustan Petroleum Corporation (HPCL), bem como a assinatura de novos contratos com a Indian Oil Corporation (IOC) e a Mangalore Refinery and Petrochemicals (MRPL), fortalecendo sua presença e competitividade naquele mercado.