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29/04/2026

Navio-Patrulha “Mangaratiba” (P73) inicia fase de testes

O lançamenfo de mais esta embarcação de defesa, indica a retomada do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro na construção naval brasileira.

O Navio-Patrulha “Mangaratiba” (P73) foi lançado no dia 27 de abril (segunda-feira), durante cerimônia realizada no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ). O evento evidencia a retomada do estaleiro como importante vetor da construção naval no País, contribuindo para o fortalecimento da indústria marítima e da capacidade de defesa das águas jurisdicionais brasileiras e da Amazônia Azul.

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, destacou a relevância da indústria naval para o fortalecimento da capacidade militar e o desenvolvimento do País: — A indústria naval, e em particular a Emgepron, coloca o Brasil em um seleto grupo de países produtores de modernos e capazes veículos navais. Temos como exemplo as Fragatas ‘Tamandaré’ e ‘Jerônimo de Albuquerque’, os Submarinos ‘Riachuelo’, ‘Humaitá’, ‘Toneleiro’ e ‘Almirante Karam’, o Navio Polar ‘Almirante Saldanha’ e, em breve, o lançamento da Fragata ‘Cunha Moreira’. O grande desafio tecnológico a ser superado será o nosso Submarino Nuclear ‘Álvaro Alberto’. Tenho muita confiança no sucesso desse projeto e nos benefícios ao Brasil. Essas entregas não apenas fortalecem a Marinha e a defesa, mas refletem ganhos reais e significativos para a economia do Brasil — ressaltou.

O ministro destacou ainda que, nos últimos três anos, o Brasil vem ampliando as exportações de produtos de defesa, estabelecendo recordes consecutivos, com um importante volume de vendas.

A construção do Navio-Patrulha “Mangaratiba” foi iniciada em estaleiro civil e concluída no AMRJ, onde foram realizados a finalização estrutural, a instalação dos sistemas de propulsão, elétricos, de navegação, de comunicação e de armamento.

Para o comandante da Marinha, almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen, os impactos estratégicos e econômicos do programa são consideráveis: — Pronapa delineia efeitos socieconômicos relevantes, a geração de empregos diretos e indiretos com potencial incremento cientifico e tecnológico da Base Industrial de Defesa. O novo meio integrará o Comando do 4º Distrito Naval, cuja jurisdição agrega a foz do Rio Amazonas, e a Margem Equatorial, nova fronteira dotada de peculiar potencial geológico e energético, espaço de inequívoca relevância, intensificando desafios à soberania, demandando presença efetiva e vigilância permanente do Estado Brasileiro.

Após a cerimônia, o navio seguiu para as próximas etapas, que incluem as provas de cais, as provas de mar e a mostra de armamento, esta última responsável por marcar sua transferência para o setor operativo. A incorporação está prevista para o segundo semestre deste ano.

Transformações estruturais ao longo da história do AMRJ — A trajetória do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) é marcada por sucessivas transformações ao longo da história naval brasileira. Após a Independência, em 1822, a organização passou a ser denominada Arsenal de Marinha da Corte, designação que se manteve até a Proclamação da República, quando adotou o nome atual. Com o aumento das demandas da Força Naval, a infraestrutura foi ampliada a partir de 1840, com a construção de novas instalações na Ilha das Cobras, incluindo o primeiro dique seco.A consolidação das atividades na ilha ocorreu em 1938, quando a estrutura ali existente superou a do continente, dando origem ao Arsenal de Marinha da Ilha das Cobras. Durante um período, as duas unidades operaram simultaneamente, até que, em 1948, apenas o estaleiro da ilha permaneceu em funcionamento, consolidando a denominação de Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, mantida até os dias atuais.

Ao longo de sua trajetória, o AMRJ consolidou-se como um polo de inovação e tecnologia naval no País. Desde a construção da Nau “São Sebastião”, em 1763, o estaleiro foi responsável por marcos importantes, como a Corveta “Campista” (1824), o Cruzador “Tamandaré” (1884), o Monitor Fluvial “Parnaíba” (1936), que está em plena atividade até hoje. Já nas décadas seguintes, destacou-se na produção de Navios-Patrulha Costeiros, Navios de Assistência Hospitalar e Corvetas da Classe “Inhaúma” e “Barroso”, consolidando a capacidade nacional de projetar e construir meios complexos. | Agª MB