Alta de 29% maior ante o primeiro trimestre de 2025. O Ebitda proforma foi de US$ 3,9 bilhões no primeiro trimestre de 2026, 21% maior ante o primeiro trimestre do ano passado.
O desempenho de vendas melhorou em todos os segmentos de negócios. As vendas de minério de ferro, cobre e níquel aumentaram 4% (+3 Mt), 11% (+9 kt), e 15% (+6 kt) na comparação anual, respectivamente. O preço médio realizado do minério de ferro fino foi 0,4% maior t/t e 5,5% superior a/a (ante o primeiro trimestre de 2025), atingindo US$ 95,8 toneladas (t). Os preços realizados do cobre aumentaram 19% t/t e 48% a/a, alcançando US$ 13.143/t. Já os preços realizados do níquel cresceram 13% t/t e 6% a/a, chegando a US$ 17.015/t. O custo caixa C1 do minério de ferro totalizou US$ 23,6/t, 12% maior a/a, principalmente impactado pela apreciação do BRL. Os custos all-in do minério de ferro ficaram em US$ 55,4/t, 8% maiores a/a. Os custos all-in do cobre melhoraram para US$ -642/t no trimestre, enquanto os custos all-in do níquel recuaram 48% a/a, para US$ 8.184/t, principalmente em função de fortes receitas de subprodutos e da continuidade de melhorias significativas de custos no segmento de níquel.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês) proforma totalizou US$ 3,9 bilhões, com aumento de 21% a/a e redução de 19% t/t, refletindo principalmente os impactos de volumes e preços de vendas. O capex totalizou US$ 1,1 bilhão em linha com o guidance anual de US$ 5,4–5,7 bilhões para 2026. O fluxo de caixa livre recorrente totalizou US$ 813 milhões, US$ 309 milhões maior a/a, impulsionado pelo maior Ebitda proforma. A dívida líquida expandida atingiu US$ 17,8 bilhões ao fim do trimestre, US$ 2,2 bilhões acima t/t, em razão do pagamento de US$ 2,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, parcialmente compensado pela geração de fluxo de caixa livre.

— Entregamos um início sólido em 2026, refletindo nossa execução disciplinada, excelência operacional e o contínuo desenvolvimento de projetos estratégicos em todo o nosso portfólio. Durante o trimestre, alcançamos recordes de produção em múltiplos ativos, demonstrando a força de nossas operações. Nosso portfólio flexível nos permitiu capturar oportunidades em um ambiente de mercado robusto, enquanto a busca contínua por eficiência de custos segue preservando nossa competitividade e construindo resiliência diante de pressões externas persistentes. Na Vale Base Metals (VBM), continuamos a colher os benefícios de nossas iniciativas de otimização de ativos, resultando em maior produção e menores custos, enquanto nossos ativos de cobre e níquel também se beneficiam de sua natureza polimetálica. Segurança é um valor fundamental na Vale e permanece integrada a tudo que fazemos. No primeiro trimestre, removemos com segurança mais duas estruturas de nível de emergência, alcançando uma redução de 80% desde 2020. Seguimos inovando, com destaque para o anúncio de nossas primeiras embarcações Guaibamax movidas a etanol, avançando na descarbonização e, ao mesmo tempo, fortalecendo a segurança energética em toda a nossa cadeia de suprimentos. Esses resultados reforçam nossa confiança no ano que temos pela frente e nosso compromisso de gerar retornos sustentáveis de longo prazo para nossos acionistas — comentou Gustavo Pimenta, CEO.
Destaques dos Negócios: Soluções de Minério de Ferro — A construção do projeto Serra Sul +20 continua avançando, com 86% de progresso físico. Os testes de carga do transportador de correia foram iniciados em março. A construção do britador de compactos está 91% concluída, com as obras civis finalizadas. Ambos os projetos seguem no cronograma para início de operação no segundo semestre de 2026.
Vale Metais Básicos — A Vale Base Metals (VBM) celebrou um acordo para a formação de um consórcio para as operações de Thompson, concluindo a revisão estratégica do ativo. A VBM manterá uma participação de 18,9%, enquanto os parceiros do consórcio se comprometeram com até US$ 200 milhões para apoiar a sustentabilidade de longo prazo das operações. Adicionalmente, a VBM assegurou um acordo de offtake para concentrado de níquel, preservando sua posição estratégica na produção canadense de níquel. O fechamento da transação é esperado até o final de 2026, sujeito às aprovações regulatórias.
Em março, a VBM publicou um conjunto de relatórios visando aumentar a transparência, incluindo relatórios técnicos de seus ativos, seu primeiro Relatório de Sustentabilidade e as demonstrações financeiras de 2025, o site www.valebasemetals.com.
Gestão de Riscos — Como parte da estratégia de gestão de riscos da companhia, aproximadamente 70% do consumo projetado de óleo bunker para 2026 encontra-se atualmente protegido por instrumentos de hedge por meio de contratos de petróleo Brent. Esses hedges, contratados em 2025, têm como objetivo mitigar a exposição a riscos extremos, por meio do uso de estruturas de collar sem custo, e oferecem proteção de preços do Brent acima de US$ 80 por barril. Os contratos são liquidados mensalmente com base nos preços médios.
Barragens de Rejeitos — As barragens Maravilhas II e Laranjeiras Norte tiveram seus níveis de emergência removidos, após aprovação pela Agência Nacioal de Mineração (ANM). As estruturas receberam Declaração Positiva de Condição de Estabilidade, confirmando sua segurança estrutural. Desde 2020, 28 barragens foram retiradas de nível de emergência, representando uma redução de 80%.

Descarbonização — A Vale firmou um acordo com a Shandong Shipping Corporation para o afretamento de navios Guaibamax movidos a etanol. As embarcações têm previsão de início de operação em 2029 e podem reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até 90% em comparação ao óleo combustível pesado. Essa iniciativa está alinhada aos objetivos de descarbonização da Vale e à evolução dos padrões regulatórios internacionais do setor marítimo.
Circularidade — O programa de mineração circular segue avançando com a implementação de um projeto de reprocessamento de rejeitos na unidade de Gongo Soco, em Minas Gerais. A iniciativa permite a produção de minério de ferro a partir de rejeitos históricos gerados por uma operação suspensa, contribuindo para a redução de resíduos, aumento da segurança e uso mais eficiente dos recursos minerais. O projeto contempla a instalação de uma planta de processamento com capacidade estimada de aproximadamente 2 Mtpa de minério de ferro.
Transparência — A Vale publicou seu primeiro Relatório Anual referente ao ano de 2025. Trata-se de um documento que reúne informações financeiras, operacionais, ambientais, sociais e de governança. O relatório reflete a evolução do Relato Integrado e conecta os resultados financeiros aos temas de segurança, clima, pessoas e comunidades.
Brumadinho — A execução do Acordo de Reparação Integral de Brumadinho continua avançando, com aproximadamente 81% dos compromissos acordados concluídos até oprimeiro trimestre de 2026, em conformidade com os prazos estabelecidos no acordo.
Mariana — O programa de reparação da Samarco segue em evolução, com R$ 74,7 bilhões desembolsados até 31 de março de 2026.
Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês) proforma e lucro líquido) proforma atribuído aos acionistas da Vale – Prática de divulgação.: para aumentar a transparência e a comparabilidade, a Vale divulga: Ebitda Proforma — uma métrica que oferece uma visão mais clara do desempenho operacional ao longo dos períodos. Ela é composta por: (i) o Ebitda ajustado, conforme definido na nota três das demonstrações financeiras intermediárias da Vale, sendo uma divulgação obrigatória sob o IFRS 8 – Segmentos Operacionais; excluindo (ii) os efeitos relacionados a Brumadinho e à descaracterização de barragens, e (iii) itens não recorrentes. Essa métrica é divulgada de forma consistente e em conformidade com a Resolução CVM 156. Para a reconciliação do Ebitda proforma com o Lucro líquido, consulte a tabela acima.
Lucro líquido proforma atribuído aos acionistas da Vale — uma métrica que oferece uma visão mais clara do desempenho do resultado ao longo dos períodos. Ela exclui itens não recorrentes, como impairments, bem como os respectivos efeitos de imposto de renda.
Ebitda proforma foi de US$ 3,9 bilhões (19,5 bilhões) no primeiro trimestre de 2026, 21% maior ante o primeiro trimestre de 2025, devido principalmente a (i) maiores preços de referência, bem como a melhor realização de preços em todos os segmentos de negócios, e (ii) maiores volumes de vendas de minério de ferro, cobre e níquel. Esses efeitos foram parcialmente compensados pelo (i) o impacto negativo da apreciação do BRL, e (ii) maiores custos e despesas operacionais, incluindo custos mais elevados com a aquisição de terceiros, aumento do custo caixa C1 do minério de ferro e custos associadas a restrições operacionais.
O lucro líquido proforma foi de US$ 1,9 bilhão (R$ 9,5 bilhões) no primeiro trimestre de 2026, 29% maior ante o primeiro trimestre de 2025, explicado principalmente por (i) um aumento de US$ 683 milhões no Ebitda Proforma e (ii) pela ausência de US$ 135 milhões em efeitos tributários relacionados ao desinvestimento de ativos de energia no primeiro trimesre de 2025, reportados em Tributos sobre o lucro. Esses efeitos positivos foram parcialmente compensados por (i) uma variação de US$ -314 milhões na marcação a mercado de debêntures participativas e derivativos e (ii) maior depreciação, amortização e exaustão, explicada por maiores vendas no primeiro trimestre de 2026. O lucro líquido atribuído aos acionistas da Vale foi de US$ 1,9 bilhão, um aumento de 36% a/a, refletindo o maior Ebitda proforma, bem como a ausência de itens não recorrentes no primeiro trimestre de 2026.
Os investimentos de manutenção totalizaram US$ 907 milhões, US$ 45 milhões (5%) maiores a/a, devido a investimentos no projeto de cobre Bacaba e por maiores investimentos planejados nas operações de pelotização de minério de ferro e ferroviárias, parcialmente compensado por menores desembolsos em níquel, em função do ramp-up do projeto de expansão da mina Voisey’s Bay, e das iniciativas de filtragem de minério de ferro.
A geração de fluxo de caixa livre atingiu US$ 813 milhões, US$ 309 milhões maior a/a, principalmente como resultado de um desempenho mais forte do Ebitda proforma e menores impostos pagos. Adicionalmente, a Vale continuou a ser positivamente impactada pela liquidação de derivativos do programa de swaps cambiais. Esses efeitos foram parcialmente compensados por uma variação de capital de giro negativo, resultante de menor coleta de caixa das vendas de minério de ferro.
O efeito de capital de giro negativo no trimestre foi influenciado por (i) desembolsos sazonais relativos à participação nos lucros, (ii) aumento de estoques e (iii) aumento do contas a receber, este último atribuído principalmente a maiores vendas de cobre realizadas no final do trimestre, com entrada de caixa esperadas nos próximos trimestres.
A posição de caixa da Vale foi impactada pelo pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio, resultando em uma redução de US$ 2,4 bilhões em caixa e equivalentes de caixa durante o trimestre.
A dívida líquida expandida aumentou US$ 2,2 bilhões t/t, totalizando US$ 17,8 bilhões, refletindo o aumento da dívida líquida para US$ 13,6 bilhões (US$ 2,3 bilhões acima t/t), em função do pagamento de dividendos e de juros sobre capital próprio no período.
Registramos um impacto positivo de marcação a mercado nas provisões relacionadas às posições de swap, impulsionado pela apreciação de 5,1% do BRL frente ao USD no 1T26, compensando os efeitos cambiais negativos sobre as provisões de Brumadinho e Samarco.
A dívida bruta e os arrendamentos atingiram US$ 18,8 bilhões em 31 de março de 2026, praticamente estável t/t.
O prazo médio da dívida foi de 8,4 anos no final do primeiro trimestre de 2026 em linha com os 8,4 anos no final do quarto trimestre de 2025. O custo médio anual da dívida após swaps de moeda e taxa de juros foi de 5,5%, ligeiramente acima de 5,3% no final do quarto trimestre de 2025.
. Soluções de Minério de Ferro — O Ebitda de Soluções de Minério de Ferro foi US$ 2,9 bilhões, ligeiramente maior a/a, refletindo principalmente preços realizados mais elevados e o aumento das vendas de finos de minério de ferro, parcialmente compensados por maiores custos e despesas operacionais e pelo impacto negativo da apreciação do BRL.
O Ebitda de finos de minério de ferro aumentou em 5% a/a, totalizando US$ 2,4 bilhões, principalmente explicado por preços realizados mais elevados (US$ 300 milhões) e maiores volumes de vendas (US$ 108 milhões). Esses efeitos foram parcialmente compensados pelo impacto negativo da apreciação do BRL (US$ -102 milhões) e pelo aumento do custo caixa C1 (US$ -57 milhões), excluindo a aquisição de terceiros.
O Ebitda de Pelotas de minério de ferro diminuiu em 11% a/a, totalizando US$ 479 milhões, principalmente impulsionado pelo impacto negativo da apreciação do BRL (US$ -37 milhões) e por menores preços realizados (US$ -35 milhões). Esses efeitos foram parcialmente compensados por maiores volumes de vendas (US$ 10 milhões).
. Finos de Minério de Ferro — Receita: o preço médio realizado de finos de minério de ferro foi US$ 95,8/t, US$ 0,4/t maior t/t, principalmente impulsionado pela maior qualidade e prêmios (US$ 1,6/t maior t/t), refletindo a estratégia de portfólio de produtos, a flexibilidade do mix de produtos e prêmios de mercado mais elevados para produtos com baixo teor de alumina. Esse efeito foi parcialmente compensado pelo impacto negativo dos ajustes nos mecanismos de precificação, principalmente relacionados a ajustes de preços provisórios do período anterior (US$ 1,0/t menor t/t).
O prêmio all-in, ajustado para o índice de preço 61%Fe, aumentou em US$ 2,6/t t/t, totalizando US$ 6,2/t, devido principalmente pela maior qualidade e prêmios dos finos de minério de ferro (US$ 1,6/t maior t/t) e pela maior contribuição do negócio de pelotas, refletindo prêmios trimestrais de pelotas mais elevados (US$ 1,0/t maior t/t).
O custo médio de frete marítimo da Vale foi de US$ 18,1/t no primeiro trimestre de 2026, mantendo-se estável t/t. O desempenho da Vale ficou US$ 6,7/t abaixo da rota C3 Brasil–China, destacando a eficácia de nossa estratégia de afretamento de longo prazo, que reduz tanto custos quanto volatilidade. As vendas CFR totalizaram 52,8 Mt no 1T26, representando 89% das vendas totais de finos de minério de ferro.
Assumindo o consenso de mercado para 2026 que projeta um câmbio médio BRL/USD de 5,25 e preços do petróleo Brent (e produtos relacionados) de US$ 90/barril, o anual para 2026 caminha para o limite superior das faixas previamente divulgadas para o custo caixa C1 excluindo compras de terceiros (US$ 20–21,5/t) e para o custo caixa all-in (US$ 52–56/t).
Como referência, uma variação de 0,10 no BRL implica um impacto aproximado de US$ 0,25/t no custo caixa C1 excluindo compras de terceiros e de US$ 0,40/t no custo all-in. Além disso, uma variação de 10% nos preços do diesel doméstico no Brasil impacta o custo caixa C1 em aproximadamente US$ 0,15/t, enquanto uma variação de US$ 10/bbl no preço do petróleo Brent implica uma variação aproximada de US$ 1/t nos custos de frete marítimo da Vale.
As vendas de pelotas totalizaram 7,7 Mt, 3% maior t/t e 15% menor a/a, em linha com os volumes de produção.
O preço médio realizado de pelotas foi US$ 133,8/t, US$ 2,4/t maior t/t, como resultado de maiores prêmios contratuais de pelotas (US$ 3,8/t maior t/t).
O custo caixa por tonelada de pelotas foi 2% maior a/a, totalizando US$ 76,2/t, principalmente devido ao impacto negativo da apreciação do BRL. As vendas FOB representaram 67% do total das vendas de pelotas no trimestre.
. Vale Metais Básicos — O Ebitda da Vale Metais Básicos aumentou em 116% a/a no primeiro trimestre de 2026, totalizando US$ 1,2 bilhão, refletindo forte desempenho operacional aliado a condições favoráveis do mercado de commodities no portfólio.
O Ebitda do Cobre aumentou em 74% a/a, totalizando US$ 949 milhões no trimestre, refletindo um ambiente favorável de preços de mercado do cobre (US$ 301 milhões) e do ouro (US$ 197 milhões). Adicionalmente, Sossego apresentou ganhos de produtividade, decorrentes da maximização da produção em preparação para a manutenção programada de 110 dias do moinho SAG no 2S26. Esses efeitos positivos foram parcialmente compensados por um impacto negativo de ajustes de preços provisórios, em função da queda dos preços futuros do cobre aplicados às faturas em aberto ao final do trimestre (US$ -107 milhões).
O Ebitda de Níquel aumentou em 576% a/a, totalizando US$ 277 milhões no trimestre, sustentado por melhorias de custos, refletindo o desempenho operacional em Sudbury e Voisey’s Bay & Long Harbour (US$ 110 milhões), além de maiores receitas de subprodutos (US$ 253 milhões) e preços mais elevados do níquel (US$ 45 milhões). Esses ganhos foram parcialmente compensados por um impacto negativo de ajustes de preços provisórios, em função da redução dos preços futuros do cobre e dos PGMs aplicados às faturas em aberto ao final do trimestre (US$ -162 milhões).
Receita — A receita líquida totalizou US$ 1,4 bilhão no 1T26, aumentando 57% a/a, refletindo maiores preços realizados do cobre (US$ 301 milhões) e volumes de vendas (US$ 40 milhões), além de maiores receitas de subprodutos, impactadas por preços mais elevados do ouro (US$ 197 milhões) e pelo aumento dos volumes de ouro vendidos em concentrados de cobre (US$ 7 milhões). Esses efeitos foram parcialmente compensados por um impacto negativo de ajustes de preços provisórios (US$ -107 milhões).
O preço médio realizado de cobre foi de US$ 13.143/t, 19% maior t/t, refletindo preços mais elevados na LME e o impacto favorável dos ajustes de preço final dentro do atual ambiente de preços.
Os custos all-in atingiram US$ -642/t no 1T26, reduzindo US$ 1.854/t a/a, refletindo maiores volumes e preços de subprodutos, bem como a diluição de custos fixos, sustentada pelo aumento dos volumes de vendas.
O CPV unitário foi de US$ 5.925/t, 6% maior a/a, refletindo o efeito negativo da apreciação do BRL e maiores pagamentos de impostos minerais decorrentes do ajuste da alíquota de TFRM, introduzido em março de 2025. Esses efeitos foram parcialmente compensados por maior diluição de custos fixos, em função de níveis mais elevados de produção.
O CPV unitário, após subprodutos, atingiu US$ -1.132/t, diminuindo US$ -1.946/t a/a, refletindo maiores receitas de ouro, em função de preços mais elevados e maiores volumes de ouro nos concentrados.
Níquel — Receita: a receita líquida totalizou US$ 1,2 bilhão no 1T26, aumentando 22% a/a, decorrente de preços mais elevados de subprodutos (US$ 253 milhões) e maior preço realizado do níquel (US$ 45 milhões). Esses efeitos foram parcialmente compensados por um impacto negativo de ajustes de preços provisórios (US$ -162 milhões).
O preço médio realizado do níquel foi US$ 17.015/t, alta de 13% q/q, explicado por um aumento de 17% no preço médio do níquel na LME.
O preço médio realizado do níquel foi 2% abaixo da média da LME, refletindo principalmente maiores descontos em produtos Classe II, bem como o impacto de ajustes de preços relacionados ao momento de precificação.
Custos & Despesas — Os custos all-in totalizaram US$ 8.184/t no trimestre, com redução de 48% a/a e 9% t/t, explicado por maiores receitas de subprodutos em ativos polimetálicos e menor CPV unitário.
O CPV unitário, excluindo compras de feed de terceiros, totalizou US$ 22.325/t, com redução de 20% a/a, sustentado por eficiências de custos em Voisey’s Bay e pela produção recorde no 1T em Long Harbour, contribuindo para a diluição de custos fixos.
O CPV unitário foi de US$ 20.284/t, redução de 13% a/a e alta de 6% t/t, sustentado por menores custos e maior participação relativa de produção com feed próprio.
As receitas unitárias de subprodutos foram de US$ 11.707/t, com aumento de 59% a/a, em linha com maiores vendas de subprodutos e um ambiente favorável de preços para metais preciosos.
CPV unitário, após subprodutos, por operação — As despesas unitárias totalizaram US$ 270/t, com redução de 72% a/a, explicadas por menores despesas com vendas, gerais e administrativas.