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08/04/2026

Túnel Santos-Guarujá sai do papel depois de quase 100 anos

Em março de 2026 o governo de São abriu crédito de R$ 2,6 bilhões e garantiu cronograma de obra do túnel Santos-Guarujá, agora como a obra é entre o governo de São Paulo e União, houve garantia do Tesouro Nacional que permiriu o empréstimo para a realização da obra.

O despacho da liberação de R$ 2,6 bilhões destinado à obra do Túnel Santos-Guarujá foi publicada no dia 06 de abril (segunda-feira), no Diário Oficial da União, um despacho do Ministério da Fazenda, cujo valor refere-se à parte de participação do governo paulista no empreendimento.

Estruturado como uma parceria público-privada (PPP), pela Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado de SP (SPI), o projeto envolve a participação do Governo de São Paulo, da União e da iniciativa privada. O leilão foi realizado em setembro de 2025, com vitória do grupo Mota-Engil, por meio uma parceria público-privada (PPP), e será responsável pela construção, operação e manutenção do túnel. Com 1,5 quilômetros de extensão, 870 metros sob o mar, e investimentos em cerca de de R$ 6,8 bilhões, com concessão de 30 anos. Documentos oficiais do projeto indicam cerca de R$ 5,13 bilhões a R$ 5,2 bilhões em aportes de Estado de São Paulo e União, enquanto a concessionária completa o valor restante.

— O Túnel Santos-Guarujá já está acontecendo, por meio desta boa parceria, inédita, entre União, APS e governo do estado— afirma o o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini. — a garantia dada pelo Tesouro Nacional reforça a certeza do cumprimento do cronograma da obra.

A Autoridade Portuária de Santos já destinou, também R$ 2,6 bilhões para a implantação do túnel Santos-Guarujá, como previsto no Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre a União, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos, e o Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Parcerias em Investimentos(SPI). Os recursos serão repassados para a obra conforme for formalizada a participação da APS em aditivo ao contrato, uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).

A APS sugeriu ao TCU medidas de governança para a fiscalização do recurso disponibilizado pela companhia. —Junto com este documento, pedimos que o TCU já autorize o depósito em conta-garantia, antes mesmo da resposta sobre nossas medidas de governança. Ou seja, faríamos o depósito já, atendendo cronograma previsto na ACT, até porque o dispêndio só ocorrerá entre fevereiro e março de 2027 —explicou Pomini.

O ACT do túnel Santos-Guarujá tem como intervenientes a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A APS também implementou um Comitê de Impactos Ambientais para acompanhar a implantação do túnel. O objetivo é ser um apoio para as comunidades do entorno durante toda a execução da obra, verificando os reflexos na vida dos moradores e das demais pessoas que passam pelo Porto de Santos.

Além de melhorar a mobilidade urbana, a obra terá impacto direto na logística do Porto de Santos, o maior da América Latina, ao facilitar o fluxo de cargas e reduzir gargalos operacionais na região.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apresentou o projeto do Túnel Santos–Guarujá a investidores da Dinamarca, Holanda e Noruega durante o 3º Roadshow Internacional de 2025. A iniciativa buscava atrair cerca R$ 6 bilhões em investimentos para a obra por uma concessão por 30 anos. O leilão está marcado para para 1° de agosto do mesmo ano.

Na época, o projeto já desenhava como concessão patrocinada, uma modalidade da Parceria Público-Privada (PPP), onde o estado arcar com um percentual da remuneração da empresa, que tem como complemento as taxas obtidas com as tarifas.

—O Túnel Santos-Guarujá, aguardado há quase 100 anos, finalmente sairá do papel, trazendo investimentos e geração de emprego para a Baixada — disse o governador Tarcísio de Freitas, em nota, na ocasião.

Vários passos foram dados até o o leilão realizado em setembro de 2025, durante cerimônia na B3, em São Paulo, Tarcísio ressaltou que a obra é um sonho antigo, discutido desde 1927, e só pôde avançar graças à mobilização conjunta.