Desde 2021, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro defende a coordenação entre os dois principais terminais aeroviários na cidade do Rio de Janeiro.
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) considera extremamente positiva a realização do leilão de venda assistida do Aeroporto Internacional do Galeão, tendo como vencedora a empresa espanhola Aena e ficará responsável pela operação do terminal até 2039. Para a federação, a participação de três empresas no certame confirma o bom momento do terminal e a política de uso logístico do aeroporto internacional fluminense.
— A recuperação da conectividade aérea internacional pelo Galeão, que concentra voos de longa distância e operações de grande porte, é um reflexo direto da reorientação do tráfego aéreo, consolidando o Rio de Janeiro como importante porta de entrada no país — diz o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.
A federação continua defendendo que os esforços públicos devam estar direcionados à criação de políticas de incentivos para a melhoria de logística de acesso para inclusão de novos voos no aeroporto do Galeão, que ainda possui disponibilidade de espaço para crescimento. —É fundamental que haja a presença de um aeroporto internacional pujante e moderno no estado, para que tenhamos um Rio mais atrativo para se viver, trabalhar, empreender, investir e visitar —acrescenta Isaque Ouverney, gerente de Infraestrutura da federação.
Em 2021, a Firjan iniciou campanha defendendo a coordenação das operações entre os aeroportos do Galeão e Santos Dumont, como forma de fortalecer o terminal internacional como um hub estratégico do estado fluminense para passageiros e cargas. Comparando os anos de 2023 e 2025, houve um crescimento de 24,2% na movimentação de passageiros e de 44,3% no transporte de cargas no Sistema Multiaeroportos Rio, integrado pelos terminais do Galeão e do Santos Dumont.
Esses aumentos são bastante superiores aos registrados no Brasil. No mesmo período, o país registrou aumentos de 12,7% e 11,8% para a movimentação de passageiros e de cargas, respectivamente, respectivamente.
Carga e passageiros — Para a Firjan, é notório que a configuração atual — de limitação de 6,5 milhões passageiros anuais no aeroporto Santos Dumont -—tem demonstrado um impacto positivo com mais passageiros e cargas chegando ao Rio de Janeiro via Galeão, tornando a indústria fluminense mais competitiva. Ambos os aeroportos são ativos valiosos para o estado e, por isso, é preciso garantir que a coordenação entre eles gere o maior impacto positivo para o turismo, para a captação da movimentação de cargas, para os cidadãos fluminenses e para os negócios da cidade.