Companhia arremata lote 2 e os quatro sublotes do lote 3, com investimento previsto de quase R$ 1,5 bilhão.
A Engie Brasil foi destaque no Leilão de Transmissão promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), realizado no dia 27 de março (sexta-feira ), na sede da Bolsa de Valores (B3), em São Paulo. A companhia arrematou o lote 2 e os sublotes 3A, 3B, 3C e 3D, consolidando sua estratégia de expansão nacional com novas concessões nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Ceará. O arremate ocorreu por meio de sua subsidiária integral Engie Transmissão de Energia Participações S.A.
O lote 2 e os sublotes 3A, 3B, 3C e 3D foram arrematados com uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 122,7 milhões e investimentos totais estimados pela Aneel em cerca de R$ 1,5 bilhão, com potencial de gerar 4.500 empregos.
O certame foi realizado com o intuito de ampliar a infraestrutura de transmissão e fortalecer a segurança do sistema elétrico nacional, reduzindo restrições operativas e favorecendo o aproveitamento das energias renováveis.
Informações sobre os lotes — Com a aquisição do Lote 2, a Engie Brasil será responsável pela construção de uma linha de transmissão que conectará os estados do Paraná e Santa Catarina. O projeto prevê 143 quilômetros de extensão e investimento estimado pela Aneel em mais de R$193 milhões. O empreendimento tem como objetivo ampliar a capacidade do sistema de transmissão na região. O prazo estimado para conclusão das obras é de 42 meses.
O Lote 3 concentra o maior volume de investimentos do certame e prevê aportes superiores a R$1,3 bilhão para a construção de cinco compensadores síncronos nos estados do Rio Grande do Norte e Ceará.
O projeto foi dividido em quatro sublotes, e a Engie será responsável pelas obras do sublote 3A, que contempla a implantação do compensador síncrono na subestação Ceará-Mirim II, no Rio Grande do Norte, com investimento estimado em R$ 285 milhões. O sublote 3B prevê a construção do síncrono na subestação Quixadá, no Ceará, com aporte estimado em R$ 272 milhões. O sublote 3C abrange a implantação na subestação Morada Nova, no Ceará, com investimento estimado em mais de R$538 milhões. Já o sublote 3D inclui a construção do compensador na subestação Açu III, no Rio Grande do Norte, com investimento aproximado de R$ 285 milhões. O prazo previsto para conclusão das obras é de até 42 meses.
—Este leilão representa um marco para o setor elétrico brasileiro e foi promovido em um momento estratégico em que a expansão do sistema de transmissão se torna essencial para mitigar os impactos do curtailment e assegurar o escoamento eficiente de energia. A participação da Engie Brasil neste certame reforça nosso interesse em acelerar a expansão da infraestrutura elétrica nacional, contribuindo para um sistema mais integrado, estável e preparado para o crescimento da geração renovável —afirma Eduardo Sattamini, CEO da Engie Brasil.
O prazo das concessões do serviço público de transmissão — que compreende as etapas de licenciamento, construção, operação e manutenção das instalações — será de 30 anos, contados a partir da data de assinatura dos contratos. A companhia também prevê antecipar a entrega dos empreendimentos arrematados, reforçando seu compromisso com eficiência operacional e cumprimento de prazos.
A atuação da Engie Brasil no segmento de transmissão — A Engie Brasil tem ampliado sua presença no segmento de transmissão e, em dezembro de 2025, operava 3.787 quilômetros de linhas de transmissão, além de nove subestações próprias em diferentes regiões do País. Entre os destaques estão os sistemas Novo Estado (PA e TO), Gralha Azul (PR) e Graúna Brownfield (ES).
Ao longo do último ano, a Companhia assumiu, em julho, a operação com equipe própria da parte brownfield do projeto Graúna, com extensão de 163 quilômetros e duas subestações próprias, no Espírito Santo, e iniciou a operação, em novembro, da primeira parte do projeto Asa Branca, com 334 quilômetros de extensão no Sul da Bahia. Além disso, avançou na implantação desses dois sistemas de transmissão de grande porte: os três trechos restantes do projeto Asa Branca, na Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo, com extensão de 666 quilômetros, e o empreendimento Graúna, nos estados de Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e São Paulo, com extensão de 738 quilômetros. Juntos, esses projetos acrescentarão 1,9 mil quilômetros de linhas de transmissão ao sistema elétrico nacional, contribuindo para o escoamento da energia e para o aumento da resiliência da rede elétrica.
—Ao investir em uma rede moderna e resiliente, contribuímos para que o sistema elétrico brasileiro esteja preparado para acompanhar as novas demandas do setor. Neste contexto, a ENGIE Brasil tem direcionado investimentos em projetos com o objetivo de consolidar sua atuação no setor com foco em segurança e qualidade operacional. Por isso, avaliamos cada lote arrematado de forma criteriosa, garantindo que os projetos sejam conduzidos com governança, integridade, segurança e diretrizes socioambientais— afirma Gustavo Labanca, diretor de transmissão da companhia.
Lotes arrematados:

Perfil — A Engie é um importante player na transição energética e tem como propósito acelerar a transição para uma economia neutra em carbono. Com 90 mil colaboradores em 30 países, o Grupo atua em toda a cadeia de valor da energia, da produção à infraestrutura e comercialização.
A Engie combina atividades complementares, como a geração de energia renovável e de gases verdes, ativos de flexibilidade (principalmente baterias), redes de transmissão e distribuição de gás e eletricidade, infraestruturas locais de energia (redes de aquecimento e resfriamento) e o fornecimento de energia para domicílios, autoridades locais e empresas.
Anualmente, a Engie investe, em média, 12 bilhões de euros para impulsionar a transição energética e alcançar sua meta de neutralidade de carbono até 2045. Faturamento em 2025: 71,9 bilhões de euros.
O Grupo é negociado nas bolsas de Paris e Bruxelas (ENGI) e integra os principais índices financeiros (CAC 40, Euronext 100, FTSE Euro 100, MSCI Europe) e índices não financeiros (DJSI World, Euronext Vigeo Eiris – Europe 120 / France 20, MSCI EMU ESG Screened, MSCI Europe ESG Universal Select, Stoxx Europe 600 ESG-X).
No Brasil, a Engie, umas das líderes em geração 100% renovável do país, atua em geração, comercialização e transmissão de energia elétrica, transporte de gás e soluções energéticas. A empresa possui cerca de 13 GW de capacidade instalada, provenientes de fontes renováveis e com baixas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), como usinas hidrelétricas, eólicas, solares e a biomassa.
A Engie é também a detentora da mais extensa malha de transporte de gás natural do país, com 4.500 km, que atravessam 10 estados e 191 municípios, graças à aquisição da Transportadora Associada de Gás – TAG, concluída em 2020. Além disso, a Engie possui um portfólio completo em soluções integradas responsáveis por reduzir custos, emissões e melhorar infraestruturas para empresas, como ar comprimido, autoprodução solar local, biogás e biomassa, consultoria e gestão de energia, HVAC e subestações. Nas cidades, atuamos como parceira para tornar os espaços urbanos mais eficientes e sustentáveis, com soluções de iluminação pública, mobilidade elétrica e de district cooling.
A Engie está presente na B3 por meio de sua empresa de geração e comercialização de energia, a Engie Brasil Energia, cujo ticker é o EGIE3. Além de integrar o Novo Mercado da B3, a companhia é uma das únicas empresas listadas no Índice de Sustentabilidade Empresarial desde o início do ISE, em 2005. Em 2021, a Engie Brasil Energia foi incluída no Índice Carbono Eficiente (ICO2), composto pelas ações das empresas participantes do IBrX 100 que possuem maior transparência em relação ao reporte das emissões dos GEE e de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono. A companhia também possui a certificação Great Place to Work, um reconhecimento que valida o compromisso contínuo da empresa de criar um ambiente de trabalho positivo e inclusivo para todos. | www.engie.com.br