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28/03/2026

Porto do Pecém alcança 20,9 milhões/t na movimentação de contêineres em 2025

Além do crescimento de 7% ante o mesmo período em 2024, o Complexo do Pecém divulga uma série de investimentos prevista para os próximos anos.

O Porto do Pecém encerrou 2025 com resultados históricos, reforçando sua posição como um dos principais hubs logísticos do Brasil. Ao longo do ano, foram movimentadas 20.961.514 toneladas, o que representa um crescimento de 7% em relação a 2024. O grande destaque foi a movimentação de contêineres, que atingiu um novo recorde de 706.509 TEUs, uma alta de 27% na comparação com o ano anterior, quando o recorde havia sido 555.409 TEUs.

Outro desempenho expressivo foi registrado nas operações de longo curso (rotas internacionais), que somaram 9,6 milhões de toneladas, um crescimento de 19% em relação ao ano anterior. Os principais produtos foram combustíveis minerais (3.018.554 toneladas), ferro fundido (707.825 toneladas) e minérios (451.422 toneladas), nos desembarques. Já nos embarques foi ferro fundido (2.531.592 toneladas), minérios (590.353 toneladas), sal (204.191 toneladas) e frutas (190.646 toneladas).

Para o presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino, os números refletem uma estratégia consistente de expansão e eficiência operacional. —Os resultados de 2025 demonstram a maturidade do Porto do Pecém e a confiança dos nossos clientes. O recorde na movimentação de contêineres e o forte crescimento no longo curso são frutos de investimentos contínuos, novas rotas e excelência operacional, o que amplia a nossa competitividade no cenário nacional e internacional— avalia.

Embarques e desembarques— Nos embarques, o porto movimentou 7,8 milhões de toneladas, com aumento de 11,12% frente ao ano anterior. Os principais produtos exportados foram sal (736.911 t), ferro fundido (508.734 t), plásticos e suas obras (271.522 t) e produtos químicos orgânicos (221.566 t). Já os desembarques, totalizaram 12,7 milhões de toneladas, registrando crescimento de 4,84% em relação a 2024. Entre os principais produtos, destacam-se minérios (3.894.627 t), cereais (455.137 t), combustíveis minerais (369.198 t) e produtos químicos orgânicos (286.845 t).

A movimentação de frutas apresentou crescimento de 14% em relação a 2024, com destaque para melões, melancias e mamões (papaias) frescos, que registraram aumento de 27%, reforçando a vocação do porto para o agronegócio exportador. —Seguimos avançando para ampliar nossa capacidade, atrair novas rotas e gerar mais desenvolvimento para o Ceará e para o Brasil. O Porto do Pecém está preparado para crescer de forma sustentável e continuar batendo recordes ao longo de 2026— complementa Max Quintino.

Novos projetos — O Complexo do Pecém tem uma série de investimentos prevista para os próximos anos. O Terminal de Tancagem, com investimento de R$ 600 milhões, está em obras há um ano e tem previsão de começar a operar em 2027. Já o terminal da Transnordestina tem investimento de R$ 1,3 bilhão e previsão de início em 2028, pretendendo movimentar seis milhões de toneladas já no primeiro ano de operação. Com investimento de R$ 1 bilhão, o Terminal de Gás do Nordeste deve começar a operar a partir de 2030, movimentando 500 mil toneladas por ano.

Além desses projetos, o Complexo deve receber — em sua área de Zona de Processamento de Exportação (ZPE) –—o projeto dos Data Centers, um investimento de cerca de R$ 66 bilhões só na primeira fase, que está em construção e deve iniciar a operação em 2028. Outro destaque é o Hub de Hidrogênio Verde, com investimento total de R$ 66 bilhões e com etapa de implantação prevista para 2027 e início das operações, para 2029.

Usina térmica movida a gás natural no Complexo do Pecém— O projeto de uma nova usina térmica movida a gás natural no Complexo do Pecém, que será desenvolvido pelas empresas Eneva e Diamante, foi selecionado no leilão de capacidade realizado no dia 18 de março (quarta-feira) pelo Governo Federal. Chamado Jandaia, o projeto prevê um investimento de R$ 6,5 bilhões e tem previsão de início das obras ainda no primeiro semestre de 2026.

— Esse resultado representa um marco estratégico para o Complexo do Pecém e para o desenvolvimento do Ceará. Estamos falando de um investimento robusto, que fortalece nossa infraestrutura, amplia a segurança energética e cria novas oportunidades para a indústria. Ele consolida a competitividade do Pecém, ressaltando ainda mais nossa capacidade de atrair novos negócios e impulsionar o crescimento econômico da nossa região— destaca Max Quintino, presidente do Complexo do Pecém.

O início das operações da nova térmica está previsto para 2030, instalação que deve movimentar 18 milhões de m³ de gás natural por ano. Para dar suporte ao projeto, o Porto do Pecém ganhará um novo píer, chamado Píer Zero, com investimento de R$ 430 milhões. A estrutura será destinada ao transporte de gás natural.

—Haverá um navio ancorado, conhecido como FSRU (ou Unidade Flutuante de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito), responsável por fornecer o gás e fazer a conexão com essas usinas térmicas. Além disso, nas nossas negociações, está previsto um volume excedente de gás, não apenas suficiente para atender às térmicas, mas também disponível para abastecer nossas indústrias e servir como incentivo para a instalação de novos empreendimentos industriais— detalha Max.