A decisão mais recente do Federal Reserve , do banco central dos EUA não foi unânime, com Stephen Miran votando a favor de uma redução da taxa de juros em 0,25 ponto percentual.
O Federal Reserve (Fed) avaliou que a economia dos Estados Unidos segue em expansão com solidez, conforme comunicado de política monetária divulgado no dia 18 de março (quarta-feira). Ao mesmo tempo, a autoridade destacou que o mercado de trabalho apresenta criação limitada de vagas.
— A previsão é de que faremos progressos no controle da inflação, — mas não tanto quanto esperávamos,— sinalizou Powell. —A previsão da taxa de juros depende do desempenho da economia, então, se não virmos esse progresso, não haverá corte na taxa— avaliou.
Segundo os integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), a taxa de desemprego teve pouca variação nos últimos meses, reforçando a percepção de baixo dinamismo na geração de empregos no país, mesmo com a atividade econômica mantendo um ritmo consistente de crescimento.
A decisão mais recente do Fed não foi unânime, com Stephen Miran votando a favor de uma redução da taxa de juros em 0,25 ponto percentual, marcando a maior sequência de votos contrários desde 2013. Até o momento, Miran votou contra todas as cinco decisões do Fed das quais participou desde que assumiu o cargo em setembro, defendendo taxas de juros mais baixas.
O Fed reiterou atenção constante às mudanças nas perspectivas econômicas e ao equilíbrio de riscos, destacando o compromisso com seus dois principais objetivos, — de pleno emprego e inflação na meta de 2% ao ano.
O banco central afirmou em comunicado que os dirigentes seguirão analisando um amplo conjunto de indicadores, incluindo dados econômicos e o balanço de riscos, para definir a intensidade e o momento de eventuais ajustes na política monetária.
As novas projeções dos formuladores de políticas do banco central dos EUA mostraram que a taxa de juros de referência do Fed cairá apenas um quarto de ponto percentual até o final deste ano, sem nenhuma indicação de prazo.
A expectativa da inflação medida pelo indicador preferido do Fed é que termine o ano em 2,7%, não muito abaixo da taxa atual e mais alta do que os 2,4% projetados em dezembro.