Construído no TKMS Estaleiro Brasil Sul em Itajaí (SC), o navio se prepara para incorporação à Marinha do Brasil. Os próximos passos do Programa Fragatas Classe “Tamandaré” são mais três navios que estão sendo construídos concomitantemente no estaleiro: as fragatas “Jerônimo de Albuquerque” (F201), “Cunha Moreira” (F202) e “Mariz e Barros” (F203). A F201 iniciará a etapa de testes de mar no segundo semestre de 2026; já a F202 está na fase de conclusão da montagem do casco e a cerimônia de lançamento ao mar está prevista para o dia 17 de junho de 2026 (quarta-feira). A F203 começou a ser construída em janeiro de 2026 e o batimento de quilha da embarcação será feito ainda este ano.
A Fragata “Tamandaré” (F200) chegou pela primeira vez ao Rio de Janeiro (RJ) no dia 16 de março (segunda-feira), após partir de Itajaí (SC), onde foi construída. O navio percorreu cerca de 765 quilômetros até a capital fluminense e será preparado para a cerimônia de mostra de armamento, prevista para 24 de abril (sexta-feira), data que marcará sua incorporação oficial à Marinha do Brasil (MB). A fragata integra o Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), voltado à renovação dos meios de superfície da Força.A viagem marca a conclusão da fase de construção da fragata, iniciada em 2022 com o corte da primeira chapa de aço. O navio foi lançado ao mar em 09 de agosto de 2024 e passou por testes de mar em 2025.
De acordo com o comandante de Operações Navais, almirante de esquadra Eduardo Machado Vazquez, o dia é motivo de orgulho para os brasileiros.
— Nós estamos renovando o Poder Naval com a nossa indústria, isso é um fato marcante. É uma conquista de todos nós, marinheiros e não marinheiros, todos que amamos a nossa pátria. Dentro desse espírito de comprometimento total, a “Tamandaré” chega para mudar a história da Marinha. Hoje é um momento histórico para a Marinha e para o País —destaca—.
Para o comandante da F200, capitão de Fragata Gustavo Cabral Thomé, esse momento não se trata apenas da incorporação de um novo meio, mas um passo importante para renovar o núcleo do Poder Naval.
— Temos o papel central na proteção da nossa Amazônia Azul. Essas fragatas serão essenciais para o monitoramento e controle do espaço marítimo, para a defesa das ilhas oceânicas, para proteção de estruturas críticas e para salvaguarda das comunicações marítimas de interesse nacional. Nessa segunda-feira, após a atracação, iniciamos oficialmente a nossa história na Esquadra brasileira e, em breve, estaremos prontos para cumprir qualquer missão que seja atribída ao navio — ressalta.
No mesmo dia, na Base Naval do Rio de Janeiro, foram entregues novas instalações para que parte dos 154 militares da tripulação possa atuar também em terra. A Fragata “Tamandaré” representa um marco para a modernização da Esquadra, é a primeira fragata desse projeto nacional de construção naval, que faz parte do Novo PAC do Governo Federal. A F200 foi integralmente construída no Brasil, no TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí (SC), com utilização de mão de obra local e por meio de um processo de transferência de tecnologia, que contribui para o fortalecimento da Indústria Naval Nacional.
— O navio possui sensores com alta capacidade de detecção e acompanhamento de contatos, destaca-se o radar de busca volumétrica — principal sensor do navio para contatos acima d’água, como embarcações a longas distâncias, aeronaves e drones. Outra gama de sensores do qual o navio é dotado são os de monitoramento de guerra eletrônica. Com eles, a F200 consegue monitorar emissões eletromagnéticas e de radiofrequência. Isso permite uma consciência situacional mais aprimorada e uma detecção maior na antecipação desses contatos— destaca.
Atech e a alemã Atlas Elektronik GmbH — Essas capacidades são integradas pelo Sistema de Gerenciamento de Combate (CMS) das Fragatas Classe Tamandaré, desenvolvido em parceria pela brasileira Atech e pela alemã Atlas Elektronik GmbH. O sistema reúne dados provenientes dos sensores e dos armamentos, consolidando informações para manter a consciência situacional e garantir o emprego eficiente dos sistemas de armas. O CMS utiliza algoritmos avançados para identificar e classificar ameaças, definindo a melhor combinação de sensores e armamentos para neutralização.
— Ele integra sensores e armas e possui um algoritmo que, ao processar essas informações, auxilia o operador no processo decisório, permitindo identificar, classificar e engajar contatos com grande rapidez — ressalta.
Munições nacionais nos sistemas de armas das Fragatas Classe Tamandaré — Alinhada às iniciativas de fortalecimento da Base Industrial de Defesa, a Marinha do Brasil firmou um protocolo de intenções com a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC). O objetivo é avaliar a compatibilidade de munições nacionais com os sistemas de armas das Fragatas Classe “Tamandaré”, incluindo a F200.

A ação busca promover cooperação técnica voltada ao desenvolvimento de munições compatíveis com sistemas navais contemporâneos, reduzindo a dependência de fornecedores externos e fortalecendo a cadeia logística necessária para a prontidão da Força Naval.
Proteção da Amazônia Azul — As Fragatas Classe “Tamandaré” são consideradas estratégicas para as atividades de controle e monitoramento da área marítima sob jurisdição brasileira, conhecida como Amazônia Azul, que abrange mais de 5,7 milhões de quilômetros quadrados.Os navios também contribuem para o apoio à política externa brasileira e para a presença naval em áreas de interesse estratégico, reafirmando o compromisso da Marinha do Brasil com a defesa da soberania nacional e a segurança marítima.
Próximos passos do Programa Fragatas Classe “Tamandaré” — Além da F200, outros três navios estão sendo construídos concomitantemente no estaleiro: as fragatas “Jerônimo de Albuquerque” (F201), “Cunha Moreira” (F202) e “Mariz e Barros” (F203).A F201 iniciará a etapa de testes de mar no segundo semestre de 2026; já a F202 está na fase de conclusão da montagem do casco e a cerimônia de lançamento ao mar está prevista para o dia 17 de junho de 2026 (quarta-feira). A F203 começou a ser construída em janeiro de 2026 e o batimento de quilha da embarcação será feito ainda este ano.

Com o início da construção da Fragata “Mariz e Barros”, a TKMS Estaleiro Brasil Sul atinge o auge da produção do PFCT. As quatro primeiras embarcações do programa passam a ser construídas simultaneamente em território brasileiro, com alto índice de conteúdo local. A iniciativa contribui para consolidar a expertise nacional em tecnologia de defesa naval e abre caminho para entregas escalonadas até 2029. | MB