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12/03/2026

Shell Brasil inicia produção em Lapa Sudoeste no ‘Campo Lapa’, pré-sal da Bacia de Santos

E a Shell Brasil também acaba de concluir assinatura dos contratos de alienação de direitos e obrigações da União decorrentes da celebração dos Acordos de Individualização da Produção de Mero e Atapu adquiridos no leilão realizado pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), em dezembro de 2025. Com a formalização dos contratos, a companhia amplia sua participação nos campos de Atapu e Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, fortalecendo sua presença em dois dos projetos offshore mais competitivos do mundo. A efetivação da participação adicional está prevista para 2027.

A Shell Brasil Petróleo Ltda. (Shell Brasil), subsidiária da Shell plc, anunciou no dia 11 de março (quarta-feira), o início da produção em Lapa Sudoeste, a terceira fase de desenvolvimento do Campo de Lapa, localizado na Bacia de Santos, offshore do Brasil. Lapa Sudoeste é um desenvolvimento subsea do tipo tie-back, composto por três poços conectados à unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO) Lapa.

Espera-se que este projeto acrescente aproximadamente 25 mil barris de petróleo por dia (produção bruta) no pico de produção, elevando o volume total do campo para cerca de 60 mil barris de petróleo por dia. A participação da Shell no campo de Lapa é de 27%.

O escopo inclui três poços — dois produtores e um injetor — conectados ao FPSO Lapa, que está em operação desde 2016. O desenvolvimento conta com um tie-back submarino de 12 quilômetros até a unidade flutuante, utilizando flowlines do tipo Pipe-in-Pipe (PiP) e um sistema Free-Standing Hybrid Riser (FSHR).

—Ao desenvolver reservas adicionais enquanto aproveitamos a capacidade disponível no FPSO existente, Lapa Sudoeste entrega produção com eficiência de capital, baixo custo marginal e menor intensidade de carbono, fortalecendo o valor de longo prazo do campo de Lapa —comenta Cristiano Pinto da Costa, presidente da Shell Brasil. —O projeto reflete nossa abordagem disciplinada na alocação de capital e nosso foco em maximizar valor a partir de ativos competitivos, reforçando a geração de caixa do nosso portfólio no Brasil ao mesmo tempo em que entregamos barris competitivos. O pré-sal brasileiro continua sendo uma área central para a Shell, onde podemos criar valor com segurança e responsabilidade —completa.

O campo de Lapa é operado pela TotalEnergies (48%), em parceria com a Shell Brasil (27%) e a Repsol Sinopec (25%). O projeto recebeu a aprovação de decisão final de investimento (FID) em 2023.

Shell conclui assinatura de contratos de alienação que ampliam participação em Atapu e Mero no pré-sal brasileiro: formalização aumenta presença da companhia em ativos estratégicos e reforça confiança no potencial energético do país.

A Shell Brasil concluiu a assinatura dos contratos de alienação de direitos e obrigações da União decorrentes da celebração dos Acordos de Individualização da Produção de Mero e Atapu adquiridos no leilão realizado pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), em dezembro de 2025. Com a formalização dos contratos, a companhia amplia sua participação nos campos de Atapu e Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, fortalecendo sua presença em dois dos projetos offshore mais competitivos do mundo. A efetivação da participação adicional está prevista para 2027.

No leilão conduzido pela PPSA, a Shell Brasil, em parceria com a Petrobras, adquiriu direito de 26,76% da área não contratada de Atapu (equivalente a 0,95% da jazida compartilhada) e 20% da área não contratada de Mero (equivalente a 3,5% da jazida compartilhada). Com a operação, a participação da Shell nas respectivas jazidas compartilhadas passa, em 2027, de 16,663% para 16,917% em Atapu e de 19,3% para 20% em Mero.

Os campos estão entre os empreendimentos em águas profundas mais relevantes globalmente. Em Mero, a capacidade instalada alcança cerca de 770 mil barris de óleo por dia, posicionando o ativo entre os maiores projetos offshore em operação. Já Atapu, que opera hoje com capacidade de 150 mil barris de óleo por dia, deve ampliar sua produção com a entrada do FPSO P-84, atualmente em construção e com potencial para produzir até 225 mil barris de óleo por dia.

A assinatura reforça a confiança da Shell no Brasil e no potencial do pré-sal como uma das fronteiras mais competitivas da indústria. O investimento também está alinhado à estratégia global da companhia de sustentar uma produção relevante de líquidos de cerca de 1,4 milhão de barris por dia até 2030, priorizando projetos competitivos e com menor intensidade de carbono.