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04/03/2026

Veste S.A. registra lucro líquido ajustado de R$ 33,2 milhões em 2025, crescimento de 134%

Resultado do ano confirma evolução relevante e consistente da rentabilidade da Ccmpanhia. Lucro líquido ajustado no último trimestre alcançou R$ 17,3 milhões, 31,6% superior a 2024. Faturamento líquido ajustado atinge R$ 338,9 milhões no trimestre (+8,4%), e R$ 1,242 bilhão no acumulado ano (+10,4%).

A Veste S.A., companhia brasileira de moda premium, detentora das marcas Le Lis, Dudalina, John John, Bo.Bô e Individual, divulgou seus resultados no dia 03 de março (terça-feira), cujos dados mostram que encerrou 2025 com crescimento consistente, expansão de margens e geração de caixa, consolidando um ano marcado por disciplina operacional e fortalecimento do modelo de negócios.

No acumulado do ano, o lucro líquido ajustado alcançou R$ 33,2 milhões, crescimento de 134% em relação ao ano anterior, confirmando a melhora estrutural da rentabilidade da companhia. O faturamento bruto totalizou R$ 1,529 bilhão, alta de 8,7%, sustentado pelo desempenho do canal digital, pela evolução do same store sales e pelo fortalecimento do relacionamento com clientes.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização, do inglês) ajustado ficou em R$ 266,7 milhões com forte elevação de 18,6% versus 2024, com margem de 21,5% (+1,5 p.p.). O resultado foi impulsionado pelo aumento de eficiência, pela redução da relação de despesas sobre a receita e pela evolução da margem bruta. —Encerramos 2025 confiantes na estratégia que escolhemos. Mais do que os bons números, o ano deixa legados importantes para nossa evolução: uma base de clientes maior e mais engajada, uma jornada de compra cada vez mais integrada entre os canais, um B2B reposicionado e em crescimento, uma infraestrutura tecnológica pronta para escalar e uma organização mais preparada para crescer com rentabilidade —afirma Alexandre Afrange, CEO da Veste S.A.

O último trimestre confirmou o ótimo histórico de resultados do ano. O lucro líquido ajustado chegou a R$ 17,3 milhões, 31,6% acima do mesmo período de 2024. Com controle das despesas, o Ebitda ajustado foi de R$ 76,8 milhões, alta de 10,9%, com margem de 22,7% (+0,6 p.p.).

Canal digital e atacado avançam — O canal B2C manteve desempenho consistente em 2025, com faturamento anual de R$ 1,147 bilhão, alta de 8,3%, sustentado pela elevada participação de vendas a preço cheio, em lojas físicas e sites, e pela evolução das operações digitais. No quarto trimestre de 2025, o crescimento foi de 10,7%, alcançando R$ 334,2 milhões.

O ano foi especialmente relevante para o B2C Digital, cujo faturamento teve alta de 21,3% para R$ 281,8 milhões. No trimestre, o valor alcançou R$ 74,1 milhões (+26,5%). Considerando todas as marcas, a representatividade das vendas via aplicativos alcançou 24,3% das vendas. Ao todo, em 2025 os aplicativos superaram a marca de 800 mil downloads, sendo um dos principais vetores de crescimento do canal, após a conclusão da migração para a plataforma VTEX e o avanço da estratégia omnicanal.

O Canal B2B teve faturamento de R$ 271,4 milhões em 2025, alta de 13,7% sobre 2024, com todas as marcas do portfólio crescendo a dois dígitos, impulsionadas por ganhos de eficiência, melhoria de processos e fortalecimento da equipe comercial. Para 2026, a prioridade é acelerar o crescimento, apoiada na estrutura já consolidada e na expansão das franquias de Dudalina.

Marcas confirmam estratégia — O desempenho do trimestre foi sustentado pela força do portfólio e pela evolução dos canais estratégicos. Le Lis manteve trajetória consistente de crescimento comelevada participação de vendas a preço cheio, consolidando-se como o principal pilar de geração de valor da Veste. O faturamento bruto foi de R$ 226,6 milhões, 12,7% superior ao quarto trimestre de 2024, com same store sales de 11,8% e expansão de 3,6% na base ativa de clientes. No digital, o aplicativo, lançado em outubro, respondeu por 21,7% das vendas nos últimos três meses do ano. No acumulado de 2025, a marca registrou receita de R$ 786,2 milhões, alta de 11,6%.

Bo.Bô apresentou ganhos relevantes de margem, evolução da proposta de valor e fortalecimento da presença tanto no canal B2C quanto no multimarca. A marca faturou R$ 34,3 milhões no quarto trimestre de 2025, crescimento de 16,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionada por same store sales de 14,4% e aumento de 21,9% no ticket médio. Em 2025, a marca cresceu 14,9%, para R$ 139 milhões.

Dudalina teve avanços estruturais relevantes, com a expansão consistente do modelo de franquias, que somavam 22 operações no fim de 2025, redução expressiva de estoques e ganho de eficiência operacional. A marca de workwear atingiu faturamento bruto de R$ 66,7 milhões no trimestre, crescimento de 5,2% ante o quarto trimestre de 2024, com same store sales de 10,8% e aumento de 5,5% da base ativa de clientes. No acumulado de 2025, o faturamento foi de R$ 246,8 milhões (+ 5,2%).

No último trimestre do ano, John John apresentou faturamento de R$ 50,9 milhões, 2,8% à frente do 4T24. No ano, a marca atingiu R$ 181,1 milhões, avanço de 2,1%, em linha com a estratégia de estabilização, que envolveu ajustes de mix, processos e posicionamento, com destaque para o fortalecimento do foco em jeanswear e o crescimento do canal digital.

Individual registrou faturamento bruto de R$ 11,3 milhões no quarto trimestre de 2025, refletindo retração pontual em função da concentração de vendas no terceiro trimestre. No acumulado de 2025, a marca cresceu 8,7%, totalizando R$ 65,6 milhões, impulsionada pelo desempenho do canal B2B. Ao longo do ano, a Individual avançou em eficiência operacional, beneficiada pela melhora nos custos industriais, e reforçou sua visibilidade por meio da renovação da parceria com o Palmeiras, fortalecendo a conexão com seu público-alvo.

Eficiência operacional e solidez financeira — Em 2025, Veste S.A confirmou a disciplina da gestão de estoques e despesas. Em dezembro de 2025, o estoque era de 177 dias, 45 a menos que em 2024, e melhorou em 1.2 ponto percentual a relação entre despesas e receita líquida. Pagou a primeira parcela da 13ª emissão de debêntures e reduziu a dívida líquida para R$ 114 milhões, ante R$ 143 milhões em setembro, mantendo o foco no fortalecimento do balanço.

—Os avanços que alcançamos em 2025 nos permitiram começar o novo ano com marcas fortalecidas, canais estratégicos reposicionados, infraestrutura tecnológica pronta para escalar e disciplina operacional consolidada — diz Afrange. —Vamos manter o foco no crescimento responsável, na expansão dos canais estratégicos e na geração consistente de valor para os acionistas—.

Veste S.A. — A Veste S.A. é um dos principais grupos de moda do Brasil e reúne em seu portfólio as marcas Dudalina, Le Lis, John John, Bo.Bô e Individual. A companhia atende diferentes perfis de consumidores e estilos de vida, com distribuição por meio de uma rede de mais de 190 lojas — entre unidades próprias e franquias — além de cerca de três mil multimarcas em todo o país. A empresa emprega mais de 3,5 mil colaboradores e mantém um compromisso público com a promoção da diversidade e da inclusão, com destaque para a equidade de gênero e a presença significativa de mulheres em posições de liderança.

Listada no segmento Novo Mercado da B3, o mais alto nível de governança corporativa, a Veste S.A. integra os movimentos “Sou de Algodão”, da Abrapa, e “Ambição Net Zero do Pacto Global”, da ONU. Suas fábricas são certificadas pela Associação do Varejo Têxtil (ABVTEX) o que atesta a gestão socioambiental responsável de suas operações. Com faturamento líquido anual de 2025 de R$ 1,24 bilhão, a companhia consolida sua posição como referência no segmento de moda e lifestyle no Brasil.