bobinas-usiminas2

14/02/2026

Usiminas registra lucro líquido de R$ 129 milhões, no 4T25

E reverte o prejuízo contábil do terceiro trimestre de 2025. A companhia afirma que segue monitorando, para que não haja tentativas de burlar as medidas estabelecidas e as importações subsidiadas continuem afetando a indústria nacional.

A Usiminas apresentou no dia 13 de fevereiro (sexta-feira), os resultados do último trimestre de 2025 e o consolidado do ano. No acumulado do ano, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês)ajustado consolidado atingiu R$ 2,0 bilhões, um crescimento de 24% em relação a 2024 (R$1,6 bilhão), com a margem Ebitda passando de 6,2% para 7,6%. A receita líquida totalizou R$ 26,3 bilhões, avanço de 1,5% na comparação anual (R$25,9 bilhões em 2024), crescimento que reflete a maior receita na unidade de Mineração.

O quarto trimestre de 2025 marcou a recuperação dos resultados após os efeitos extraordinários registrados no período anterior. A Usiminas fechou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 129 milhões, revertendo o prejuízo contábil do terceiro trimestre de 2025, impactado por ajustes sem efeito caixa. Em 2025, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 2,9 bilhões, ante lucro líquido de R$ 3 milhões em 2024. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês) ajustado do último trimestre do ano atingiu R$ 417 milhões, representando uma leve queda em relação ao teceiro trimestre de 2025 (R$ 434 milhões). Assim como a margem Ebitda, que se manteve em 7%.

De acordo com o presidente da Usiminas, Marcelo Chara, a pauta mais urgente na siderurgia ainda continua sendo a importação de aço chinês. —As investigações antidumping confirmam a urgência de serem implementadas medidas efetivas de defesa comercial em relação às importações de produtos subsidiados. O Governo tem reagido positivamente, como a decisão de elevar o imposto de importação para nove produtos siderúrgicos. Esse é um importante passo para nivelar o jogo e fortalecer toda a cadeia de valor da indústria brasileira —afirma.

Chara reforçou ainda que a Usiminas está preparada para atender à crescente demanda de seus clientes. Seguimos monitorando, para que não haja tentativas de burlar as medidas estabelecidas e as importações subsidiadas continuem afetando a indústria nacional.

Siderurgia — No comparativo anual, a produção de aço bruto somou 3,1 milhões de toneladas, redução de 3% frente a 2024 (3,19 milhões de toneladas), enquanto a produção de laminados alcançou 4,4 milhões de toneladas, crescimento de 1% e o segundo maior volume registrado desde 2015.

Já o volume total de vendas de aço atingiu 4,36 milhões de toneladas, avanço de 2% em relação ao ano anterior, impulsionado sobretudo pelo aumento das exportações, que cresceram 28% no período. As vendas para o mercado interno permaneceram estáveis em relação a 2024, fechando o ano em 3,9 milhões de toneladas. Apesar do crescimento anual de 4,0% da demanda aparente por aços planos no país, segundo o Instituto Aço Brasil, as vendas internas de laminados planos recuaram 0,4% em 2025, com todo o aumento da demanda sendo absorvido pelo expressivo avanço de 30,1% nas importações de aços planos na comparação com 2024.

No comparativo trimestral, as vendas de aço totalizaram 1.081 mil toneladas no quarto ytrimestre de 2025, queda de 2% em relação ao terceiro trimestre de 2025 (1.104 mil toneladas), movimento típico de sazonalidade do período.

A produção de aço bruto registrou crescimento de 5% na mesma base de comparação, atingindo 785 mil toneladas contra 746 mil toneladas no trimestre anterior, resultado de maior estabilidade operacional dos equipamentos. Em termos de custos, o desempenho foi ainda mais positivo: o custo por tonelada apresentou redução de 4,7% frente ao terceiro trimestre de 2025, influenciado pela queda no preço das matérias-primas, pela variação cambial mais favorável e também por ajustes no mix de produtos.