Em comparação com o ano anterior o menor superávit da balança comercial brasileira em três anos. Na esteira, o impacto do tarifaço norte-americano sobre as exportações brasileiras, mas outro fator contribuiu para a queda do superávit no ano passado, que foi o aumento das importações.
Em dezembro de 2025, comparado a igual mês do ano anterior, as exportações cresceram 24,7% e somaram US$ 31,04 bilhões. As importações cresceram 5,7% e totalizaram US$ 21,40 bilhões. Assim, a balança comercial registrou superávit de US$ 9,63 bilhões, com crescimento de 107,8%, e a corrente de comércio aumentou 16,2%, alcançando US$ 52,44 bilhões.
No acumulado janeiro a dezembro 2025, em comparação a igual período do ano anterior, as exportações cresceram 3,5% e somaram US$ 348,68 bilhões. As importações cresceram 6,7% e totalizaram US$ 280,38 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 68,29 bilhões, com queda de -7,9%, e a corrente de comércio registrou aumento de 4,9%, atingindo US$ 629,06 bilhões, de acordo com dados divulgados no dia 06 de janeiro (terça-feira) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
No início do ano passados, havia expectativa por parte do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). de que o saldo poderia fechar o ano em US$ 70,2 bilhões.
Exportações no mês de dezembro: em dezembro de 2025, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 43,5% em Agropecuária, que somou US$ 5,71 bilhões; crescimento de 53,0% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 7,76 bilhões e, por fim, crescimento de 11,0% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 17,42 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.
A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: . Milho não moído, exceto milho doce ( 46,0%), Café não torrado (52,9%) e Soja ( 73,9%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados ( 33,7%), Minérios de cobre e seus concentrados ( 77,3%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 74,0%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (70,5%), Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) ( 29,3%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) (88,7%) na Indústria de Transformação.
Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: . Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (-32,7%), Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas ( -4,9%) e Sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras (-26,7%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-67,6%), Outros minerais em bruto (-36,7%) e Minérios de metais preciosos e seus concentrados (-86,8%) na Indústria Extrativa ; Açúcares e melaços (-19,4%), Alumina (óxido de alumínio), exceto corindo artificial (-24,2%) e Veículos automóveis de passageiros (-30,8%) na Indústria de Transformação.
Acumulado no ano — No acumulado janeiro a dezembro 2025, em comparação com igual período do ano anterior, os resultados por setores foram os seguintes: crescimento de 7,1% em Agropecuária, que somou US$ 77,62 bilhões; queda de -0,7% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 80,43 bilhões e, por fim, crescimento de 3,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 188,68 bilhões. A associação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.
Esta conjuntura de crescimento nas exportações foi influenciada pelo crescimento das vendas nos seguintes produtos: .Milho não moído, exceto milho doce ( 5%), Café não torrado (31,1%) e Soja (1,4%) na Agropecuária; Minérios de cobre e seus concentrados (20,5%), Outros minérios e concentrados dos metais de base (38,6%) e Gás natural, liquefeito ou não (804.633,4%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (42,5%), Veículos automóveis de passageiros (37,3%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) (66,1%) na Indústria de Transformação.
Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: . Trigo e centeio, não moídos (-13,3%), Centeio, aveia e outros cereais, não moídos (-69,8%) e Algodão em bruto (-4,4%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (-3%), Minérios de metais preciosos e seus concentrados (-66,9%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-0,7%) na Indústria Extrativa ; Açúcares e melaços (-24,1%), Farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (-16,8%) e Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-10,4%) na Indústria de Transformação.
Importações no mês de dezembro: em dezembro de 2025, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: crescimento de 2,3% em Agropecuária, que somou US$ 0,49 bilhões; crescimento de 4,9% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,85 bilhões e, por fim, crescimento de 6,0% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 19,92 bilhões. A combinação destes resultados motivou ao aumento das importações.
O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: . Trigo e centeio, não moídos ( 24,6%), Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas ( 16,1%) e Soja ( 4.979,1%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (222,4%), Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado ( 26,3%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 2,5%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) ( 42,9%), Outros medicamentos, incluindo veterinários (47,7%) e Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) ( 25,4%) na Indústria de Transformação.
Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: . Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado ( -6,0%), Milho não moído, exceto milho doce (-30,0%) e Matérias vegetais em bruto (-26,9%) na Agropecuária; Outros minérios e concentrados dos metais de base ( -5,9%), Linhita e turfa (-36,5%) e Gás natural, liquefeito ou não (-18,3%) na Indústria Extrativa ; Caldeiras de geradores de vapor, caldeiras de água sobreaquecida, aparelhos auxiliares e suas partes (-98,6%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-35,0%) e Partes e acessórios dos veículos automotivos (-10,5%) na Indústria de Transformação.
Acumulado no ano — No acumulado janeiro a dezembro 2025, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, os resultados por setores foram os seguintes: crescimento de 6,4% em Agropecuária, que somou US$ 6,02 bilhões; retração de -21,2% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 12,83 bilhões e crescimento de 8,6% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 259,80 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das importações.
Esta conjuntura de crescimento nas importações foi influenciada pelo crescimento das compras dos seguintes produtos: .Café não torrado (582,9%), Cacau em bruto ou torrado (236,8%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (37,8%) na Agropecuária; Pedra, areia e cascalho (18,7%), Minérios de alumínio e seus concentrados (56,4%) e Linhita e turfa (12,1%) na Indústria Extrativa ; Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) (14,1%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (29,6%) e Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (914,6%) na Indústria de Transformação.
Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: . Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (-7,4%), Trigo e centeio, não moídos (-2,6%) e Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (-12,4%) na Agropecuária; Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-20,3%), Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-23,9%) e Gás natural, liquefeito ou não (-19,4%) na Indústria Extrativa ; Coques e semi-coques, incluindo resíduos de hulha, de linhita ou de turfa, e carvão de retorta (-33,5%), Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (-15,7%) e Veículos automóveis de passageiros (-10,8%) na Indústria de Transformação.
Principais parceiros comerciais.: Argentina — As exportações para a Argentina, no mês de dezembro de 2025, caíram -19,6% e somaram US$ 1,04 bilhões. As importações diminuíram -14,1% e totalizaram US$ 1,07 bilhões. Logo, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou déficit de US$ -0,03 bilhões e a corrente de comércio diminuiu -16,9% alcançando US$ 2,11 bilhões.
No período acumulado de janeiro a dezembro de 2025, em relação a igual período do ano anterior, as vendas para a Argentina cresceram 31,4% e atingiram US$ 18,11 bilhões. As importações caíram -4,7% e chegaram US$ 12,93 bilhões. Com isto, neste período, a balança comercial para este país apresentou saldo positivo de US$ 5,17 bilhões e a corrente de comércio expandiu-se em 13,5% totalizando US$ 31,04 bilhões.
China — As exportações para a China no mês de dezembro de 2025, cresceram 39,1% e somaram US$ 7,21 bilhões. As importações aumentaram 5,6% e totalizaram US$ 5,44 bilhões. Assim, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 1,76 bilhões e a corrente de comércio aumentou 22,4% alcançando US$ 12,65 bilhões.
No período de janeiro a dezembro de 2025, em relação a igual período do ano anterior, as vendas para China cresceram 6,0% e atingiram US$ 100,02 bilhões. As importações cresceram 11,5% e totalizaram US$ 70,93 bilhões. Consequentemente, neste período, a balança comercial apresentou superávit de US$ 29,09 bilhões e a corrente de comércio expandiu-se em 8,2% somando US$ 170,95 bilhões.
Estados Unidos — As exportações para os Estados Unidos, em dezembro de 2025, caíram -7,2% e somaram US$ 3,45 bilhões. As importações diminuíram -1,5% e chegaram a US$ 3,20 bilhões. Assim, a balança comercial com este parceiro comercial resultou num superávit de US$ 0,25 bilhões e a corrente de comércio registrou queda de -4,6% alcançando US$ 6,65 bilhões.
No acumulado de janeiro a dezembro de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior, as exportações para os Estados Unidos caíram -6,6% e atingiram US$ 37,72 bilhões. As importações cresceram 11,3% e totalizaram US$ 45,25 bilhões. Dessa forma, neste período, a balança comercial para este país apresentou déficit de US$ -7,53 bilhões e a corrente de comércio aumentou 2,4% chegando a US$ 82,96 bilhões.
União Europeia — As vendas para a União Europeia, cresceram 39,1% e chegaram US$ 4,29 bilhões. As importações aumentaram 9,7% e totalizaram US$ 4,01 bilhões. Assim, a balança comercial com este bloco resultou num superávit de US$ 0,27 bilhões e a corrente de comércio aumentou 23,1% alcançando US$ 8,30 bilhões.
No período acumulado de janeiro a dezembro de 2025, em relação a igual período do ano anterior, as exportações para a União Europeia cresceram 3,2% e atingiram US$ 49,81 bilhões. As importações cresceram 6,4% e totalizaram US$ 50,29 bilhões. Consequentemente, neste período, a balança comercial com este bloco comercial apresentou déficit de US$ -0,48 bilhões e a corrente de comércio aumentou 4,8% somando US$ 100,10 bilhões.
Balança comercial brasileira menos pior por conta de outros mercados — O revés da balança comercial brasileira no ano passado só não caiu ainda mais porque o país conseguiu ampliar as exportações para outros mercados, como China, Europa e Mercosul — na esteira, a Argentina. — Movimento que ajudou a compensar os efeitos das tarifas impostas pelo EUA.
Para 2026, há otimismo por parte do governo federal de que o saldo da balança comercial irá se recuperar e fechar o ano em até US$ 90 bilhões.